NIOMAR MUNIZ SODRE BITTENCOURT

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Nome: SODRÉ, Niomar Muniz
Nome Completo: NIOMAR MUNIZ SODRE BITTENCOURT

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SODRÉ, NIOMAR MUNIZ

SODRÉ, Niomar Muniz

*jornalista.

 

Niomar Muniz Sodré Bittencourt nasceu em Salvador, filha de Antônio Muniz Sodré de Aragão e de Maria de Argolo Muniz. Advogado, professor de direito penal e jornalista, seu pai foi deputado estadual de 1909 a 1912, deputado federal de 1912 a 1920 e senador de 1920 a 1926 pelo Partido Republicano Democrático (PRD) da Bahia. Novamente eleito deputado federal em 1929, perdeu o mandato por ocasião da Revolução de 1930.

Niomar Muniz Sodré fez seus estudos nos colégios Sacré Coeur e Sion no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Aos 14 anos começou a escrever novelas, contos e crônicas, colaborando mais tarde em vários jornais e revistas, como A Noite, Vamos Ler, Carioca e, especialmente, no Correio da Manhã.

Em 1948 foi fundadora do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, juntamente com seu marido, Paulo Bittencourt, diretor do Correio da Manhã. A partir de 1963, com o falecimento de Paulo, tornou-se proprietária e diretora do Correio da Manhã, jornal que teve atuação destacada na queda do governo constitucional em 1964 com os artigos “Basta” e “Fora”. Logo após a subida dos militares ao poder, o Correio da Manhã passou a fazer oposição ao novo regime. Em janeiro de 1969, Niomar Muniz Sodré teve seus direitos políticos suspensos pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5), sendo ainda presa, juntamente com os jornalistas Osvaldo Peralva e Nélson Batista, membros da direção do Correio da Manhã. Submetida a processo judicial, foi absolvida em 1970.

O Correio da Manhã foi alvo de uma série de pressões econômicas e políticas que forçaram sua transferência a um grupo empresarial que modificou inteiramente a linha editorial do jornal, imprimindo-lhe uma posição governista incondicional. Em conseqüência do endividamento dos arrendatários, Niomar recusou-se a retomar o jornal antes que expirasse o prazo do contrato. Foi então decretada a falência do Correio da Manhã, que deixou de circular em julho de 1974.

Niomar Muniz Sodré exerceu vários cargos no MAM: diretora executiva durante dez anos, presidente de honra, membro do conselho deliberativo, do comitê internacional e dos comitês de exposição, aquisição e doação no Brasil e no exterior. Participou ainda da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro, tendo sido representante do Brasil na Bienal de Veneza e da ABI na Conferência de Chapultepec, na cidade do México.

Em 26 de novembro de 1985, Niomar Muniz Sodré foi homenageada em um almoço no MAM, no Rio de Janeiro. Nesta homenagem estavam diversas personalidades, entre elas o então presidente José Sarney, que falou estar presente para resgatar uma injustiça da República, devido às perseguições políticas que ela sofreu, junto com seu jornal, no período do regime militar.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 31 de outubro de 2003.

O arquivo de Niomar Muniz Sodré encontra-se depositado no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getulio Vargas.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; ENTREV. BIOG.; Estado de S. Paulo (27/11/85); Folha de S. Paulo (27/11/85); Globo (1/11/03); Grande encic. Delta; IstoÉ (4/12/85); SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

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