NOMURA, DIOGO

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Nome: NOMURA, Diogo
Nome Completo: NOMURA, DIOGO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NOMURA, DIOGO

NOMURA, Diogo

*dep. fed. SP 1971-1987, 1991-1995.

Diogo Nomura nasceu em Registro (SP) no dia 3 de março de 1920, filho de Hidekichi Nomura e de Teru Nomura.

Formou-se em 1945 pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.

Em outubro de 1950, elegeu-se vereador em Marília (SP) na legenda do Partido Social Progressista (PSP). Líder da maioria por três anos consecutivos (1952-1955), foi também presidente da Câmara em 1954.

No pleito de outubro de 1962, elegeu-se deputado estadual na legenda do Partido Republicano (PR), apoiado pela Aliança Eleitoral pela Família (Alef), cujo programa se comprometeu a cumprir. Associação civil de âmbito nacional criada em 1962 em substituição à Liga Eleitoral Católica (LEC), a Alef tinha como objetivo mobilizar o eleitorado católico para apoiar os candidatos comprometidos com os princípios sociais da Igreja. Sua atuação restringiu-se às eleições legislativas federais e estaduais e para o governo de alguns estados realizadas em 7 de outubro de 1962. Entre as principais medidas propostas pela Alef figuravam a defesa da propriedade privada e da família, o combate ao divórcio e a crítica aos extremismos de esquerda e de direita, além de várias sugestões relativas à política econômica e cultural do país.

Nomura assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte e em 1965 bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São José dos Campos (SP). Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. No pleito de novembro de 1966 reelegeu-se deputado estadual.

Em novembro de 1970 foi eleito deputado federal. Na legislatura iniciada em 1971, foi membro da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados e suplente da Comissão de Relações Exteriores. Em 1972 representou o governo paulista em missão econômica ao Japão e no ano seguinte foi membro da comitiva do presidente da Câmara dos Deputados na missão oficial à Coréia do Sul e a Formosa. Voltou ao Japão em missão parlamentar como assessor especial do presidente da Câmara, em 1974.

No pleito de novembro de 1974, reelegeu-se deputado federal. Nessa legislatura, foi presidente da Comissão de Redação, membro da Comissão de Saúde e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia. Em outubro de 1976 representou o Grupo Parlamentar Brasil-Japão, do qual foi vice-presidente, na visita do presidente Ernesto Geisel a Tóquio. Nomura concorreu à presidência da Câmara dos Deputados nesse mesmo ano, não tendo sucesso. Dois anos depois, assumiu a coordenação da bancada arenista e a vice-presidência da Comissão Mista (Câmara e Senado) de Orçamento do Congresso Nacional. Ainda em 1978, participou em Tóquio, como conferencista, de simpósio sobre a imigração japonesa para o Brasil.

No pleito de novembro daquele ano, reelegeu-se deputado federal, tornando-se no ano seguinte titular das comissões de Trabalho e Legislação Social, de Agricultura e Política Rural e de Saúde. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu a Arena. Em 1981, foi designado vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores.

Nas eleições de novembro de 1982, foi reeleito à Câmara dos Deputados. Assumindo o mandato em fevereiro de 1983, logo em seguida foi conduzido à presidência da Comissão de Relações Exteriores.

Em 25 de abril de 1984 ausentou-se na votação da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado — no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Nomura votou no candidato do regime militar Paulo Maluf, derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, eleito presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março desse ano.

Diogo Nomura concorreu a uma cadeira de deputado federal constituinte nas eleições de novembro de 1986, na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL), obtendo a primeira suplência. Deixou a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura.

Em outubro de 1990 foi eleito deputado federal na legenda do Partido Liberal (PL), sendo empossado em fevereiro do ano seguinte. Participou dos trabalhos legislativos como segundo vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Seguridade Social e Família.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Nas principais matérias constitucionais apresentadas à Câmara dos Deputados ao longo da legislatura 1991-1995, Nomura votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,25% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde, da criação do Fundo Social de Emergência (FSE) que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas. Votou contra o fim do voto obrigatório.

Candidatou-se, sem êxito, a mais um mandato de deputado federal pelo PL em 1994. Deixou a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se novamente a uma cadeira na Câmara, pela legenda do PFL, mas não foi eleito.

Faleceu em São Paulo no dia 19 de maio de 2005.

Casado com Nobuko Umeda Nomura, teve três filhos. Um deles, Aurélio Nomura, também seguiu a carreira política, elegendo-se vereador à Câmara Municipal de São Paulo em outubro de 1992, e reelegendo-se quatro anos depois, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Marcelo Costa atualização

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975,1975-1979, 1983-1987, 1991-1995, 1995-1999); Estado de S. Paulo (5 e 23/9/62 e 8/10/98, 20/5/05); Globo (26/4/84 e 16/1/85); Jornal da Tarde (21/9/76); NÉRI, S. 16; Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil (1972 e 1980); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); TRIB. SUP. ELEIT. Candidatos (1998).

 

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