NOSSER ALMEIDA TOBU

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Nome: ALMEIDA, Nosser
Nome Completo: NOSSER ALMEIDA TOBU

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ALMEIDA, Nosser

*dep. fed. AC 1967-1987.

 

Nosser Almeida Tóbu nasceu em Sena Madureira (AC) no dia 5 de abril de 1930, filho de Mustafa Almeida Tóbu e de Elvira Alatrach Tóbu.

Licenciou-se em geografia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB).

Ingressou na política filiando-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em 1964. Em novembro de 1966, elegeu-se deputado federal pelo Acre nessa legenda, assumindo o mandato em fevereiro de 1967. Reeleito no pleito de novembro de 1970, iniciou novo período legislativo em fevereiro do ano seguinte, tornando-se membro efetivo da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, da qual viria a ser vice-presidente, e suplente das comissões de Educação e Cultura, de Minas e Energia e de Valorização Econômica da Amazônia. Em 1972 tornou-se presidente do diretório regional da Arena e, nessa condição, foi membro do diretório nacional do partido.

Mais uma vez reeleito deputado federal em novembro de 1974, ao iniciar novo período legislativo em fevereiro do ano seguinte, permaneceu como titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e tornou-se vice-presidente da Comissão da Amazônia, da qual assumiria a presidência dois anos depois. Foi ainda suplente da Comissão de Educação e Cultura. Em 1977 foi o relator-substituto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Fundiário. Obteve novo mandato nas eleições de novembro de 1978, ainda na legenda da Arena, e no ano seguinte, no início da legislatura, tornou-se suplente da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), que sucedeu à Arena no apoio ao governo. Em 1982, tornou-se suplente da Comissão de Defesa do Consumidor.

Nas eleições de novembro desse ano, conseguiu se eleger para mais um mandato na Câmara dos Deputados, em sua nova legenda. Nessa legislatura, tornou-se vice-presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e permaneceu como suplente da Comissão de Educação e Cultura. Na sessão de 25 de abril de 1984, votou contra a emenda Dante de Oliveira, que restabelecia eleições diretas para a presidência da República ainda naquele ano. Encampada pelas oposições, essa proposta provocou o desencadeamento de uma campanha nacional que ficou conhecida como Diretas Já. Ainda assim, a emenda foi derrotada na Câmara por apenas 22 votos, o que significou que o sucessor do então presidente João Figueiredo (1979-1985) seria escolhido através de eleição indireta.

Na convenção do PDS realizada em agosto de 1984 para indicar o candidato do partido à presidência, votou no deputado Paulo Maluf, que derrotou o então ministro Mário Andreazza. Repetiu o voto no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985, mas nesse momento Maluf foi derrotado por Tancredo Neves, candidato da oposição.

Em novembro de 1986, sempre na legenda do PDS, concorreu a uma vaga na Assembleia Nacional Constituinte e obteve uma suplência. Ao final da legislatura, em janeiro de 1987, deixou a Câmara dos Deputados. Em outubro de 1990 voltou a se candidatar, mas foi novamente derrotado. Com a fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC) em abril de 1993, surgindo daí o Partido Progressista Renovador (PPR), filiou-se a essa agremiação. Nessa legenda, coligada ao Partido Progressista (PP), voltou ainda uma vez a concorrer a uma cadeira de deputado federal no pleito de outubro de 1994, mas não conseguiu se eleger.

Foi ainda contador e delegado de obras em Cruzeiro do Sul (AC).

Casou-se com Rosa Albernaz Almeida, com quem teve um filho.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971, 1971-1975, 1975-1979, 1979-1983, 1983-1987, 1987-1991, 1991-1995, 1995-1999); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980).

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