NOTARE, VENITIUS NAZARE

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Nome: NOTARE, Venitius Nazaré
Nome Completo: NOTARE, VENITIUS NAZARE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NOTARE, VENITIUS NAZARÉ

NOTARE, Venitius Nazaré

*militar; ch. Depto. Eng. Comunic. Ex. 1974-1978.

 

Venitius Nazaré Notare nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 29 de setembro de 1915, filho de Ângelo Francisco Notare e de Hortência Nazaré Notare.

Sentou praça em abril de 1932, tornando-se aspirante em dezembro de 1934 e segundo-tenente em setembro de 1935. Promovido a primeiro-tenente da arma da engenharia em maio de 1937 e a capitão em maio de 1940, nesse posto integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial. Foi promovido a major em março de 1945, a tenente-coronel em janeiro de 1952 e a coronel em março de 1956.

Atingindo a patente de general-de-brigada em março de 1966, comandou nesse posto o 1º Grupamento de Engenharia, sediado em João Pessoa, e o de Fronteira. Quando da extinção deste último grupamento em abril de 1969, assumiu o comando da 8ª Região Militar (8ª RM), em Belém. Promovido a general-de-divisão em julho de 1969, foi designado em março de 1970 para representar o Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) no conselho deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Em junho desse mesmo ano ocupou interinamente a chefia do Comando Militar da Amazônia e no mês seguinte foi nomeado diretor-geral de Comunicações do Exército, deixando então o comando da 8ª RM. Como general-de-divisão chefiou ainda a Diretoria Geral de Engenharia e a Diretoria de Obras e Cooperação do Exército. Foi promovido a general-de-exército em março de 1974, assumindo um mês depois a chefia do Departamento de Engenharia e Comunicações do Exército.

Em janeiro de 1978, durante solenidade de troca de chefia na Diretoria de Obras e Cooperação do Exército, subordinada a seu departamento, declarou que o nome do general João Batista Figueiredo, cuja candidatura à presidência da República fora recentemente lançada pelo presidente Ernesto Geisel (1974-1979), representava o consenso revolucionário dentro das forças armadas para o cargo. Em seu discurso, declarou ainda que os militares tinham personalidade civil, democrática e cristã, apontando também a necessidade de integração do Nordeste ao restante do país, no sentido de proporcionar bem-estar ao povo. Passou para a reserva em março de 1978, sendo substituído no Departamento de Engenharia e Comunicações pelo general Aírton Pereira Tourinho.

Foi reformado em 1984.

Em sua vida militar foi ainda instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME).

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 5 de abril de 2000.

Era casado com Rute Dias Notare, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; Globo (11/4/00); Jornal do Brasil (1/4/74 e 14/1/78); MIN. GUERRA. Almanaque (1975).

 

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