OSORIO TUIUTI DE OLIVEIRA FREITAS

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Nome: TUIUTI, Osório
Nome Completo: OSORIO TUIUTI DE OLIVEIRA FREITAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TUIUTI, OSÓRIO

TUIUTI, Osório

*militar; rev. 1930; const. 1946; dep. fed. RS 1946-1951.

 

Osório Tuiuti de Oliveira Freitas nasceu em São Borja (RS) no dia 24 de maio de 1900, filho do general e engenheiro militar João de Oliveira Freitas e de Ecilda Fagundes de Oliveira Freitas.

Fez os estudos primários no Ginásio Anchieta, na capital gaúcha, ingressando em 1912 no Colégio Militar de Porto Alegre. Concluindo o curso em 1916, transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e sentou praça em março de 1918 na Escola Militar do Realengo, de onde saiu aspirante-a-oficial da arma de cavalaria em janeiro de 1922. Foi promovido a segundo-tenente em abril desse mesmo ano e a primeiro-tenente em setembro de 1923.

Serviu no 2º Regimento de Cavalaria Independente, em sua cidade natal, e foi delegado militar nos municípios gaúchos de São Luís Gonzaga e Santo Ângelo, em virtude da sublevação de unidades militares sob o comando do capitão Luís Carlos Prestes, em outubro de 1924. Em 1928 concluiu o curso de aperfeiçoamento de oficiais da Missão Militar Francesa, enviada ao Brasil em 1920 pelo governo francês sob a chefia do general Maurice Gustave Gamelin, e responsável pela remodelação do Exército brasileiro. Instrutor da Brigada Militar do Rio Grande do Sul em 1929, participou da Revolução de 1930, tendo chefiado a 1ª seção do estado-maior do general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, comandante-geral das forças rebeldes. Promovido a capitão em fevereiro de 1933, deixou a Brigada Militar do Rio Grande do Sul em 1935 para comandar o Regimento João Manuel, em sua cidade natal.

Tendo ingressado na Faculdade de Direito de Porto Alegre em 1932, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais em 1937. Em julho de 1940 recebeu as patentes de major-professor e de tenente-coronel-professor, passando para o quadro do magistério militar como professor catedrático de português da Escola Preparatória de Cadetes de Porto Alegre.

Filiado desde jovem ao Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) — extinto, como os demais partidos, em novembro de 1937, quando da implantação do Estado Novo — integrou a comissão central e presidiu a comissão executiva de seu partido em Porto Alegre. Foi a primeira voz gaúcha a se opor publicamente à continuação do regime estado-novista, através de entrevista concedida ao Correio do Povo, de Porto Alegre, em fevereiro de 1945. Com o fim do Estado Novo (29/10/1945) e a reconstitucionalização do país, assinou o manifesto Ala Republicana Rio-Grandense, causando grande reação entre seus antigos correligionários e obtendo o apoio integral do ex-governador Antônio Augusto Borges de Medeiros, tradicional chefe do PRR.

Filiando-se à União Democrática Nacional (UDN), ainda em 1945, tornou-se membro do Diretório Nacional do partido e, em dezembro desse mesmo ano, elegeu-se deputado pelo Rio Grande do Sul à Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Assumindo o mandato em fevereiro de 1946, aliou-se aos opositores do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Refutando as críticas de Luís Carlos Prestes à atuação das missões religiosas de catequese, acusou o líder comunista de ter sido o responsável por várias atrocidades cometidas contra as populações rurais durante a passagem da Coluna Tenentista pelo interior do país. Como constituinte, foi contrário à distribuição de propriedades aos camponeses sem terra e manifestou-se favoravelmente à anistia aos militares punidos pela Revolução de 1930, tendo apresentado uma emenda instituindo a promoção dos coronéis beneficiados pelo indulto ao posto de general-de-brigada. Com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário, integrando nessa legislatura a Comissão de Segurança Nacional da Câmara dos Deputados.

Promovido a coronel-professor em dezembro de 1946, passou para a reserva em julho de 1950 na patente de general-de-brigada. No pleito de outubro deste último ano, obteve uma suplência de deputado federal pelo seu estado na sigla da UDN, e em janeiro de 1951 encerrou seu mandato, deixando a Câmara. Nesse mesmo ano tornou-se catedrático de português do Colégio Militar de Porto Alegre. Em outubro de 1954 candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande do Sul, ainda na legenda da UDN, mas obteve apenas a primeira suplência, não chegando a exercer o mandato.

Foi professor da Faculdade de Filosofia da Universidade de Porto Alegre, da Faculdade Livre de Filosofia de Porto Alegre, da Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC) e da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de membro do Círculo Militar.

Faleceu em Porto Alegre no dia 22 de setembro de 1968.

Era casado com Maria Silveira de Oliveira Freitas, com quem teve sete filhos.

Publicou A invasão de São Borja (2ª ed., 1930) e Epopéia mato-grossense, além de discursos e artigos de combate ao comunismo.

 

 

FONTES: BRAGA, S. Quem foi quem; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional (29/5/48); Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; MIN. GUERRA. Almanaque (1934); MONTEIRO, F. Discurso; SILVA, G. Constituinte; SILVA JÚNIOR, J. Galeria; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2 e 3); VILAS BOAS, P. Notas; Who’s who in Brazil.

 

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