OTO SANTOS DA CUNHA

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Nome: CUNHA, Oto
Nome Completo: OTO SANTOS DA CUNHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CUNHA, OTO

CUNHA, Otto             

*dep. fed. PR 1991-1995.

 

Otto Santos da Cunha nasceu em Ponta Grossa (PR) no dia 19 de janeiro de 1937, filho de Leopoldo Guimarães da Cunha e de Hebe Santos da Cunha.

Empresário e industrial do setor papeleiro, ingressou em 1960 na Faculdade de Direito de Curitiba, pela qual se formou em 1968.

Foi candidato a vereador em sua cidade natal no pleito de novembro de 1962, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), mas não foi eleito. Com o advento do bipartidarismo decorrente do Ato Institucional nº 2 (AI-2), em 27 de outubro de 1965, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que apoiava o regime militar instaurado no país em abril de 1964. Foi candidato pela Arena à prefeitura de Ponta Grossa no pleito de novembro de 1966, mas novamente não foi eleito.

Afastou-se temporariamente da vida política, à qual só retornou em novembro de 1982 quando foi eleito prefeito de Ponta Grossa. Tomou posse em fevereiro de 1983 e permaneceu no cargo até dezembro de 1988. A construção do parque de exposições "Otto Cunha", denominação dada por iniciativa da Câmara Municipal, e a criação das Secretarias Municipais da Indústria, Comércio e Turismo e da Agricultura e Pecuária, desmembradas da antiga Secretaria Municipal da Economia, foram destaques na gestão. Otto incentivou intensamente a comercialização pecuária, fazendo de Ponta Grossa um importante ponto de referência para o setor. Ao defender a organização da comunidade, o governo de Otto Cunha patrocinou a criação das associações de moradores de bairros. Promoveu ações que recuperaram e remodelaram o parque de máquinas da Prefeitura Municipal, como, da mesma forma, a usina de asfalto do município.

No pleito de outubro de 1990, elegeu-se deputado federal na legenda do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), que no ano anterior elegera Fernando Collor de Melo presidente da República. Empossado em fevereiro do ano seguinte, foi titular da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Acompanhando a maioria absoluta dos deputados, votou favoravelmente, em 29 de setembro de 1992, à abertura de um processo de impeachment por crime de responsabilidade contra o presidente Collor, citado no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes da conclusão de seu julgamento pelo Senado. Foi substituído na presidência pelo vice Itamar Franco, que já ocupava o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Ainda nessa legislatura, Otto Cunha esteve ausente na sessão que rejeitou a proposta de fim do voto obrigatório e votou favoravelmente à revisão do conceito de empresa nacional e à criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e do Fundo Social de Emergência (FSE), ambos instituídos para financiar o plano de estabilização econômica do governo federal, conhecido como Plano Real.

Concorreu à reeleição em outubro de 1994, na legenda do Partido Progressista Renovador (PPR), quando obteve apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995 ao final da legislatura.

Logo após o término do mandato, participou das eleições municipais de 1996 em Ponta Grossa como conselheiro da campanha de Plauto Miró Guimarães Filho, do Partido da Frente Liberal (PFL). Em 1998, tentou ser candidato, mas não conseguiu viabilizar politicamente sua candidatura a deputado federal. Em outubro de 2002, concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Partido Popular Socialista (PPS), mas não conseguiu se eleger. Nas eleições municipais de outubro de 2004, apoiou sem êxito a candidatura de seu filho, Leopoldo Cunha, para a prefeitura de Ponta Grossa. Após essa data, continuou a militar no PPS fazendo parte do diretório municipal do partido em Ponta Grossa.

Casou-se com Cenir Frare da Cunha, com quem teve cinco filhos. Um deles, Leopoldo Cunha Neto, seguiu a carreira política e tornou-se vereador em Ponta Grossa no ano de 2000, mais tarde foi candidato derrotado a vice-prefeito da cidade pelo PPS nas eleições de outubro de 2008.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); CERVI, E. (2006), Opção pelo populismo; Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/Isto é; Portal Partido Popular Socialista http://www.ppspr.org.br/ acesso em 5/10/09.

 

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