PALLIS, VILMAR

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Nome: PALLIS, Vilmar
Nome Completo: PALLIS, VILMAR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PALLIS, VILMAR

PALLIS, Vilmar

*dep. fed. RJ 1983-1987.

Vilmar Pallis nasceu em Uberaba (MG) no dia 7 de junho de 1928, filho de Jacob Pallis e Sames Pallis.

Estudou na Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde formou-se em engenharia civil em 1952.

Iniciou sua carreira pública como responsável pela Região Administrativa do Méier e adjacências (XII RA) do estado da Guanabara. Seu trabalho como administrador regional, priorizando projetos nas áreas de infra-estrutura, obras e transportes, rendeu-lhe popularidade. Fazendo da XII RA seu reduto eleitoral, elegeu-se pela primeira vez deputado estadual no pleito de novembro de 1970, candidatando-se pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro de 1971, reelegeu-se para mais dois mandatos em novembro de 1974 e novembro de 1978.

Com o fim do bipartidarismo em 21 de novembro de 1979 e a conseqüente reestruturação partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à Arena. Na legenda do PDS, elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro em novembro de 1982, assumindo uma cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte.

Em 25 de abril de 1984, contrariando a indicação de seu partido, votou favoravelmente à emenda Dante de Oliveira, que previa o restabelecimento de eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a proposta não obteve a votação necessária para ser enviada ao Senado Federal, a sucessão do general João Batista Figueiredo ficou para ser decidida pela via indireta, através da realização de um Colégio Eleitoral a ser reunido em janeiro do ano seguinte.

Com isso, Pallis passou a apoiar ativamente a candidatura presidencial de seu amigo, o ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves, lançada em agosto de 1984 pela Aliança Democrática, coligação que reuniu o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e a dissidência do PDS conhecida como Frente Liberal. No mesmo período, a convenção nacional do PDS aprovou a candidatura do ex-governador de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf, que derrotou, na ocasião, a pré-candidatura do ministro do Interior, o coronel Mário Andreazza.

Ratificando sua decisão, Vilmar Pallis votou em Tancredo no Colégio Eleitoral de 15 de janeiro de 1985. Eleito com uma expressiva votação, o ex-governador mineiro não chegaria, contudo, a assumir a presidência. Gravemente enfermo, foi substituído por seu vice José Sarney, empossado interinamente em março de 1985 e efetivado no cargo em 21 de abril seguinte, quando Tancredo Neves veio a falecer.  

Em maio de 1986, Pallis saiu do PDS e ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT), tendo sua ficha de filiação sido abonada pelo governador do estado do Rio, Leonel Brizola. Concorreu à reeleição pelo PDT mas não obteve êxito, deixando com isso a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao fim de seu mandato.

Em novembro de 1988, elegeu-se vereador à Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Empossado em janeiro do ano seguinte, veio a exercer a liderança da bancada do PDT na casa. Em março de 1989, após divergências com a vereadora Regina Gordilho, presidenta da Câmara e sua companheira de partido, abandonou o PDT. Ingressou, ainda no mesmo ano, no Partido da Reconstrução Nacional (PRN), legenda pela qual o ex-governador de Alagoas Fernando Collor de Melo elegeu-se presidente da República em dezembro de 1989, na primeira eleição direta para o cargo desde o fim do regime militar.

Em setembro de 1992, ocasião em que a Câmara autorizou a abertura de um processo de impeachment contra Collor, Pallis deixou o PRN. Acusado de envolvimento num esquema de corrupção liderado por seu ex-tesoureiro Paulo César Farias, Collor renunciou à presidência em 29 de dezembro seguinte, horas antes de ter seu mandato cassado pelo Senado Federal. Seu substituto no cargo foi o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo a função interinamente desde o dia 2 de outubro.

No pleito de outubro de 1994, Vilmar Pallis concorreu a uma vaga na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro pela legenda do Partido Progressista Reformador (PPR), mas não obteve êxito. Com suspeitas de fraude devido ao número excessivo de votos em branco, a eleição foi anulada por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado. Marcado um novo pleito para novembro seguinte, Pallis também não conseguiu se eleger.

Teve duas filhas.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Globo (6/1/89, 21/11/94, 20/3/96); Jornal do Brasil (23/11/74, 1/3/89, 27/9/94).

 

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