PARCIANELLO, HERMES

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Nome: PARCIANELLO, Hermes
Nome Completo: PARCIANELLO, HERMES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PARCIANELLO, HERMES

PARCIANELLO, Hermes

*dep. fed. PR 1995-

 

Hermes Parcianello nasceu em Goioerê (PR) no dia 25 de abril de 1958, filho de Moisés Parcianello e de Angelina Tiboia.

Formou-se em ciências contábeis na Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste), em 1980. Oito anos depois, começou a cursar direito na Universidade São Francisco, em Bragança Paulista, abandonada meses depois. Em 1989, voltou para a Unioeste, dessa vez matriculado no curso de economia, também abandonado no mesmo ano.

Em 1982, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e elegeu-se vereador em Cascavel, tendo atuado nas comissões de Constituição e Justiça, entre 1983 a 1984, e em 1987; de Viação e Obras Públicas, em 1985 e 1986; de Economia, Finanças e Orçamento, em 1985 e 1988; de Educação, Saúde e Assistência, em 1986. Entre 1985 e 1986, foi primeiro-secretário da mesa na Câmara e líder do partido em 1988.

Reelegeu-se vereador em novembro de 1988 e deixou a faculdade de direito. Iniciou novo mandato em janeiro de 1989 e foi indicado delegado na convenção regional do PMDB, cargo que ocupou até 1990, passando a integrar a Comissão de Constituição e Justiça. Entre 1991 e 1992, presidiu a mesa da Câmara. Nas eleições de outubro de 1992, candidatou-se novamente vereador à Câmara Municipal de Cascavel. Eleito, foi empossado em janeiro de 1993, tornando-se membro do diretório regional do PMDB, além de ter presidido a mesa entre 1993 e 1994. Em de outubro de 1994, elegeu-se deputado federal. Ao assumir, em 1º de fevereiro de 1995, renunciou ao mandato de vereador. No mesmo ano, participou dos trabalhos legislativos como membro da Comissão de Finanças e Tributação e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Escritório de Arrecadação de Direitos Autorais (Ecad).

Nas votações das emendas constitucionais apresentadas em 1995, pelo governo Fernando Henrique Cardoso, Parcianello acompanhou sempre as orientações da base parlamentar governista na Câmara, pronunciando-se favoravelmente à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, à revisão do conceito de empresa nacional, ao fim do monopólio estatal na exploração do petróleo e na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais e à prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), antigo Fundo Social de Emergência (FSE), criado na legislatura anterior para garantir o financiamento do plano de estabilização econômica do governo (Plano Real). Esteve ausente à sessão que deliberou sobre o fim do monopólio estatal nas telecomunicações. Defendeu, em julho do ano seguinte, a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), tributo criado na gestão de Adib Jatene à frente do Ministério da Saúde para aumentar os recursos destinados à área.

Em fevereiro de 1997, Parcianello votou a favor da emenda que instituiu a reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República. No ano seguinte, foi contrário ao destaque ao projeto de reforma administrativa do governo que permitiu demissão no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal. Em junho de 1998, votou contra o destaque do governo federal sobre a reforma da previdência, instituindo o limite de idade como critério para a concessão de aposentadorias na iniciativa privada. No ano seguinte, reelegeu-se deputado federal pelo PMDB do Paraná.

Tomou posse em seu segundo mandato como deputado federal em fevereiro de 1999. Nessa legislatura, foi membro das comissões de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática e exerceu a vice-presidência do PMDB no Paraná. Votou a favor do fim dos juízes classistas, da recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), da restrição à reedição de medidas provisórias pelo executivo, do fator previdenciário, abstendo-se nas votações sobre nepotismo, demissão dos servidores públicos por justa causa e da quebra de sigilo bancário dos acusados de crime de corrupção.

No pleito de outubro de 2002, foi novamente eleito deputado federal pelo PMDB, com 105.795 votos, tendo sido o segundo deputado do PMDB mais votado no estado. Nessa legislatura, integrou ainda as comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Constituição e Justiça e de Cidadania, de Seguridade Social e Família e de Turismo e Desporte, ocupando ainda a vice-liderança do PMDB na Câmara dos Deputados a partir de 2005. Fez parte também da ala do PMDB paranaense que defendeu um amplo apoio do partido ao governo de Luís Inácio Lula da Silva, contrapondo-se à facção liderada por Max Rosenmann, que defendia uma maior independência do partido e um alinhamento com a candidatura de Geraldo Alckmin, do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), para a presidência da República.

Nas eleições de outubro de 2006, foi eleito para o quarto mandato consecutivo de deputado federal pelo PMDB, com 151.874 votos, tendo sido o quarto deputado mais votado no estado e o mais votado de seu partido no Paraná. Tomou posse em 1º de fevereiro do ano seguinte e, no mesmo dia da posse, concorreu à primeira-secretaria da mesa diretora da Câmara dos Deputados, sendo derrotado por Osmar Serraglio, também do PMDB paranaense. Nessa legislatura, concentrou sua atuação na elaboração de emendas orçamentárias para a região de Cascavel, no Paraná, tendo sido ainda membro das comissões de Fiscalização Financeira e Controle, de Trabalho, Administração e Serviço Público e de Turismo e Desporto. Fez parte da base de sustentação política do governo Lula na Câmara dos Deputados, apoiando várias propostas enviadas pelo governo ao Congresso Nacional, votando a favor da prorrogação da CPMF e, posteriormente, da Contribuição Social para a Saúde (CSS), assim como da proposta de emenda constitucional (PEC) que aumentava o número de vereadores nas câmaras municipais brasileiras.

Casou-se com Ione Matilde de Parcianello, com quem teve dois filhos.

Publicou O que podemos esperar da modernidade e BR 272 – Goioerê-Iporã – o duro embate entre a espera e a esperança.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 5/2, 29/9 e 10/10/98); <www2.camara.gov.br/>. Acesso em: 12 de dez. de 2009; <www.tse.gov.br/>. Acesso em: 12 de dez. de 2009; <www.parana-online.com.br/>. Acesso em: 12 de dez. de 2009; <www.folha.uol.com.br/>. Acesso em: 12 de dez. de 2009; <www.vigilantesdademocracia.com.br/>. Acesso em: 14 de dez. de 2009; <http://congressoemfoco.ig.com.br>. Acesso em: 14 de dez. de 2009.

 

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