PAULO CARDOSO DE ALMEIDA

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Nome: ALMEIDA, Paulo de
Nome Completo: PAULO CARDOSO DE ALMEIDA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ALMEIDA, Paulo de

*dep. fed. RJ 1991-1995 e 1999-

 

                Paulo Cardoso de Almeida nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 12 de julho de 1950, filho de José Marques de Almeida e de Maria Rodrigues Cardoso.

                Em 1979, foi assessor de comunicação e imprensa da prefeitura de São João do Meriti, permanecendo no exercício dessas funções até o ano seguinte, quando foi designado para a diretoria de rendas deste mesmo município. Em 1982, deixou o cargo para concorrer, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), a uma cadeira de vereador na Câmara Municipal de São João do Meriti. Eleito, iniciou seu mandato no ano seguinte e tornou-se o líder de seu partido na Câmara, cargo que ocuparia até 1987. Ainda em 1983, foi presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e presidente da Comissão de Transportes.

Durante a legislatura, teve o mandato de vereador prorrogado por dois anos pelo Congresso Nacional, medida adotada para desvincular as eleições municipais dos pleitos estaduais e federais.

No pleito de novembro de 1986, candidatou-se a uma cadeira na Assembleia Legislativa, na legenda do Partido Trabalhista Renovador (PTR), não obtendo sucesso. Em novembro de 1988, concorreu na reeleição à Câmara Municipal de São João do Meriti, na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Eleito, iniciou seu segundo mandato em janeiro de 1989. Neste mesmo ano, realizou uma viagem às cidades de Vila de Buticas e Vila da Feira, em Portugal, na qualidade de representante da Câmara Municipal de São João do Meriti. Até 1990, ocupou a presidência da Mesa da Câmara e da Comissão Organizadora da Lei Orgânica do Município. Em outubro deste último ano, candidatou-se pelo PTR a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro.

                Eleito, iniciou seu mandato de deputado federal em fevereiro de 1991, tendo participado, neste mesmo ano, como membro titular da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior.

                Na sessão de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura de um processo de impeachment contra o presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal. Na ocasião foi efetivado na presidência o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

                Em setembro de 1993 Paulo de Almeida deixou o PTB, partido no qual havia ingressado ao se desligar do PTR, e filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD). Sua filiação a este partido ocorreu em meio a denúncias de que deputados federais estariam ingressando no PSD em troca de dinheiro. O PSD não dispunha de número de parlamentares (15) para lançar um candidato próprio às eleições presidenciais de outubro de 1994. Às vésperas do fim do prazo para a inscrição de candidatos à Presidência da República, o PSD, inesperadamente, aumentou sua bancada com a filiação de 13 deputados. Segundo as denúncias, o governador de São Paulo, Luís Antônio Fleury Filho (1991-1995), contando com o patrocínio de uma empreiteira, estaria por trás da campanha de filiação, cujo objetivo era obter uma legenda para a disputa das eleições presidenciais e uma parcela de tempo maior durante o horário de propaganda gratuita nos meios de comunicação.

                Entre 1993 e 1994, Almeida foi presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

Nas votações importantes no Congresso Nacional, durante a legislatura 1991-1995, votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) - imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para saúde -, do Fundo Social de Emergência (FSE) - que permitia ao governo retirar de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas - e do fim do voto obrigatório.

Candidatou-se à reeleição na legenda do PSD no pleito de 3 de outubro de 1994, mas não conseguiu se eleger. Dezesseis dias depois, no entanto, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE/RJ) decidiu anular o pleito por suspeitas de fraude. Juntamente com os candidatos Itamar Serpa e Márcia Cibilis Viana, Paulo de Almeida teve seu nome citado entre os principais acusados nas denúncias. Realizada uma nova eleição em novembro, também não conseguiu se eleger. Com isso, deixou a Câmara em janeiro de 1995, ao fim de seu mandato.

Candidatou-se a prefeito de São João de Meriti em outubro de 1996, mas não foi bem sucedido. Em agosto de 1997 filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB) e nessa legenda candidatou-se a uma cadeira na Câmara no pleito de outubro de 1998, obtendo a segunda suplência. Em fevereiro de 1999, com a indicação do deputado Francisco Silva para a Secretaria de Habitação do Estado do Rio de Janeiro, no governo de Anthony Garotinho (1999- ), assumiu uma cadeira na Câmara.   

                Casou-se com Sandra Regina Rosa de Almeida, com quem teve dois filhos.

 

Eduardo Junqueira

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); CÂM. DEP. Quadro de titulares e suplentes; Folha de São Paulo (18/9/94); Globo (4 e 21/11/94, 31/8/97, 7/10/98); Isto É (1991, 13/10/93); Jornal do Brasil (10/10/93).

 

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