PAULO JOSE ALVES RATTES

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Nome: RATTES, Paulo
Nome Completo: PAULO JOSE ALVES RATTES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

RATTES, Paulo

*dep. fed. RJ  1979-1983, 2009-2011

Paulo José Alves Rattes nasceu em Petrópolis (RJ) no dia 21 de dezembro de 1933, filho de José de Morais Rattes e de Noêmia da Costa Alves Rattes. Graduou-se em 1955 pela Escola Nacional de Agronomia, obtendo o título de engenheiro agrônomo. Começou sua vida pública em 1966 ao se eleger vice-prefeito de Petrópolis, na legenda do Movimento Democrática Brasileiro (MDB) - partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964  -, na chapa encabeçada por Paulo Gratacós.  Em 1969, assumiu a Prefeitura em virtude da cassação de Gratacós, permanecendo no cargo até o final do mandato em 1971.  Em novembro de 1972, foi eleito para a Prefeitura de Petrópolis, ocupando o cargo pela segunda vez consecutiva até 31 de janeiro de 1977, quando se encerrou seu mandato.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Valença em 1978, concorreu em novembro desse ano a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro na legenda do MDB.  Eleito, iniciou seu mandato em fevereiro de 1979, ano em que foi designado relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre  agropecuária e membro da Comissão de Agricultura e Política Rural. Com a extinção do bipartidarismo (29/11/1979) e a reorganização do quadro partidário, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que sucedeu ao MDB.

No pleito de novembro de 1982 foi reeleito para a prefeitura de Petrópolis, iniciando o seu terceiro mandato no município no início do ano seguinte, após ter concluído o mandato federal. Durante sua gestão, teve, juntamente com todos os ocupantes de cargos eletivos municipais, o mandato de prefeito prorrogado por dois anos pelo Congresso Nacional, medida adotada para desvincular as eleições municipais dos pleitos estaduais e federais.

Principal coordenador da candidatura vitoriosa de Wellington Moreira Franco ao governo do Estado do Rio nas eleições de novembro de 1986,  Paulo Rates acumulou, durante o primeiro  semestre de 1987, a prefeitura de Petrópolis com o cargo de secretário de Governo na administração Moreira Franco. Pressionado a fazer uma escolha, cogitou em renunciar à prefeitura desde que alguns de seus secretários permanecessem em suas funções, condição que foi não foi aceita pelo vice-prefeito Mateus Soares, que assumiria o cargo no caso de sua renúncia. Em junho deste último ano, envolveu-se num conflito com o senador Nelson Carneiro,  presidente do PMDB fluminense, em torno da escolha de nomes para a composição de cargos vagos na comissão executiva do partido. Carneiro era da opinião de que os cargos deveriam ser ocupados pelos suplentes, ao passo que  Rattes achava que estes deveriam ser escolhidos, a partir de nova eleição, pelos membros do partido no estado.

Em julho seguinte, foi um dos 28 representantes fluminenses  na convenção nacional do PMDB em Brasília.  Na ocasião, defendeu a proposta de um mandato presidencial de quatro anos, com direito à reeleição, e do apoio irrestrito ao governo do presidente José Sarney. No início de 1988, ainda como prefeito, viu Petrópolis ser castigado por grandes enchentes, das quais resultaram 172 mortos e 2.389 desabrigados.  Foi decretado o estado de “calamidade pública” no município. Setores da oposição e a imprensa, imediatamente, viram nisso a conseqüência do fato de Rattes haver acumulado a prefeitura e a Secretaria de Governo de Moreira Franco.

Em maio seguinte,  novamente entrou em choque com Nelson Carneiro, em virtude da escolha de nomes para o diretório regional do PMDB, pois não concordava com a indicação de Jorge Moura e de Moacir de Góes, indicados pelo senador, já que ambos faziam parte da administração do prefeito do Rio, Roberto Saturnino Braga, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em 31 de dezembro de 1988, Rattes deixou a prefeitura de  Petrópolis e, em julho do ano seguinte, foi acusado pelo seu sucessor, Paulo Gratacós, do PSB, de ter desviado verbas da  Petrotur, a companhia de turismo da cidade, durante sua última gestão na prefeitura.           

Em junho de 1990, submeteu-se a uma cirurgia para o implante de uma ponte de safena.

Como era o candidato ao Senado Federal nas eleições daquele ano, com a inscrição já confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a Executiva do PMDB temeu pelo sucesso do partido naquelas eleições e cobrou o compromisso, firmado anteriormente, de sua renúncia após a cirurgia.  Rattes insistiu em manter sua candidatura, numa atitude de desafio explícito ao senador Nelson Carneiro, candidato do PMDB ao governo do estado nas eleições de outubro, que apoiava a pré-candidatura de Francisco Amaral, vice-governador do Rio de Janeiro, que acabou se impondo na convenção do partido. Amaral foi, no entanto, derrotado no pleito de outubro de 1990 vencido pelo candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Darci Ribeiro.

Em outubro de 1996, Paulo Rattes mais uma vez disputou a prefeitura de Petrópolis, sempre na legenda do PMDB. Foi derrotado, contudo, por uma pequena diferença de votos, pelo candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Leandro Sampaio.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se à Câmara dos Deputados na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL), mas também não conseguiu se eleger.

Em 2000, chegou a se lançar candidato a prefeito de Petrópolis mais uma vez, , mas acabou desistindo do tento e retirando a candidatura algumas semanas antes das eleições municipais.

Nas eleições gerais de 2002, concorreu novamente a uma vaga na Câmara dos Deputados, desta vez pela legenda do Partido Social Trabalhista (PST), tendo recebido pouco mais de 30 mil votos e ficado com a suplência. Assumiu a cadeira enquanto suplente ainda no primeiro ano da legislatura 2003-2007, mas ficou apenas por dois meses no exercício da função, quando o titular Fernando William, retornou de licença.

Ainda em 2003, voltou ao PMDB, e, sem cargos eletivos, foi secretário do governo estadual fluminense na gestão de Rosinha Garotinho entre 2004 e 2006, ano este em que concorreu outra vez a uma vaga de deputado federal. Com cerca de 25 mil votos, ficou novamente com a suplência.

Na legislatura compreendida entre 2007 e 2011, exerceu o cargo de deputado por dois períodos, em virtude do afastamento do titular Rodrigo Bethlem para assumir outras funções, entre 2009 e o fim do mandato. Neste, como parte de suas atividades parlamentares, integrou a Comissão Permanente de Fiscalização Financeira e Controle e da Comissão Externa que atuou com o objetivo de defender o interesse fluminense de manutenção dos recursos oriundos dos royalties do petróleo, matéria que suscitou debates parlamentares em fins de 2010.

Chegou a disputar as eleições daquele ano, mas não obteve êxito. Deixou a Câmara em Janeiro de 2011.

Faleceu em Abril de 2014, acometido por uma insuficiência cardíaca.

Paulo Rattes foi casado com Ana Maria Martins Scorzeli Rattes - constituinte e  deputada federal pelo Rio de Janeiro  na legislatura 1987-1991 -, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983); Globo (4/5, 5/6/88, 28/6, 7/7/90 e 7/10/98); Jornal do Brasil (21/11/82, 7/6, 27/7/87 e 6/5/88). Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/> acesso em 13/06/2014; Portal do jornal O Globo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/> acesso em 13/06/2014; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/> acesso em 13/06/2014.

 

 

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