PEDRO AFONSO ANSCHAU

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Nome: ANSCHAU, Afonso
Nome Completo: PEDRO AFONSO ANSCHAU

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ANSCHAU, Afonso

ANSCHAU, Afonso

* dep. fed.  RS 1963-1967.

 

Pedro Afonso Anschau nasceu em Cerro Largo (RS) no dia 17 de novembro de 1925, filho de Jacob Anschau e de Maria Luísa Anschau.

Fez o curso primário em sua cidade natal e estudou secretariado e contabilidade em Montenegro (RS), concluindo este último curso em 1945.  Desenvolvendo atividades profissionais em escritório próprio, transferiu­-se para Criciumal (RS), onde se tornou comer­ciante. Filiado ao Partido de Representação Popular (PRP), elegeu-se em 1951 vereador na cidade gaúcha de Três Passos.

No pleito de outubro de 1954 elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul na legenda do PRP. Encerrando o mandato de vereador, foi empossado deputado estadual em fevereiro de 1955. Na Assembléia Legislativa gaúcha, integrou as co­missões de Agricultura, de Divisão Territorial e de Educação e Cultura da Assembléia e em 1956 foi o primeiro secretário da mesa. Reeleito em outubro de 1958, nesse mesmo ano voltou a ocupar o cargo de primeiro secretário. Presidente da As­sembléia em 1960, nessa condição substituiu em 27 ocasiões o governador Leonel Brizola.

Em outubro de 1962 concorreu à Câmara dos Deputados na legenda da Ação Democrá­tica Popular, integrada pelo PRP, pelo Partido Social Democrático (PSD), pelo Partido Liberta­dor (PL), pela União Democrática Nacional (UDN) e pelo Partido Democrata Cristão (PDC). Eleito, assumiu em fevereiro de 1963, após ter concluído seu mandato estadual no mês ante­rior. Nessa legislatura foi membro suplente da Comissão de Segurança Nacional. Em abril de 1964 tornou-se vice-líder do PRP na Câmara. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a con­seqüente implantação do bipartidarismo, fili­ou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964.

De acordo com o Correio Brasiliense, edi­ção de outubro de 1964, considerava necessá­ria uma reforma constitucional que adaptas­se as instituições do país às necessidades do desenvolvimento e da justiça distributiva.  Apoiava uma reforma agrária cooperativista, sem necessidade de experiências coletivistas, com amparo integral ao homem do campo e com vistas ao aumento da produtividade e à justa distribuição da propriedade fundiária. Nesse sentido, era favorável à desapropriação dos latifúndios e minifúndios improdutivos, pagos os primeiros em títulos com cláusula de correção monetária e os últimos com indeni­zação em dinheiro. Ainda segundo a fonte ci­tada, era adepto das reformas bancária - pa­ra imprimir maior eficiência ao crédito para a produção - , eleitoral - com a extensão da cédula única a todos os pleitos - e adminis­trativa - com a unificação das pastas milita­res -, bem como da aplicação de medidas de contenção ao poder econômico. No campo da política externa, defendia o estabelecimento de relações diplomáticas e comerciais com to­dos os povos do mundo, mas sob rigorosa fis­calização quando envolvessem países da área socialista, já que, no seu entender, eles não vi­nham saldando em dia seus compromissos de pagamentos. 

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1967, não tendo disputado a reeleição em outubro do ano anterior. Em novembro de 1970 candidatou-se a uma vaga na Assembléia Legislativa gaúcha, ainda pela Arena, sendo desta vez bem sucedido. Iniciou o mandato em fevereiro do ano seguinte, concluindo-o em 1975, quando encerrou a vida política. A partir de então, passou a assessorar empresas privadas na área de seguros, dentre as quais a Companhia do Sul de Abastecimentos, atividade que exerceu até 1992, ano em que aposentou-se.

Casou-se com Maria Vitória Anschau, com quem teve cinco filhos.

Em julho de 2000 residia em Nova Petrópolis (RS).

 

FONTES: CÂM. DEP.  Anais; CÂM.  DEP. De­putados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967);  CÂM.  DEP. Relação nominal; CAMPOS, Q. Fichário; Correio do Povo (8/11/65); Grande Encic. Delta; INF. BIOG.; SILVA, R. Notas; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4 e 6).

 

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