IRUJO,
Pedro
*dep. fed. BA 1991-2007
Pedro Irujo Yaniz nasceu em Pamplona, na Espanha, no dia 29 de junho de 1930,
filho de Bruno Irujo e de Felisa Yaniz.
Fez o curso secundário na cidade natal,
mudando-se para o Uruguai em 1950. Conheceu o Brasil em viagens ocasionais, até
transferir-se para São Paulo, em 1956, e para Salvador, em 1963, onde se tornou
sócio proprietário e presidente da Breda Turismo (1963-1966), da Nordeste
Transportes Especializados Ltda. (1966), da Stella Azurra S.A. (1973), da TV
Itapoã, repetidora do Sistema Brasileiro de Televisão, em Salvador, e da Rádio
Sociedade da Bahia S.A. (1980), e da Polystar Indústria e Comércio de Produtos
Sintéticos Ltda. (1985-1987).
Iniciou a vida política em
1980 e foi delegado nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro
(1987-1990). Presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de
Manufaturados de Sisal (1989) e conselheiro da Associação Comercial da Bahia
(1990-1994), elegeu-se deputado federal no pleito de outubro de 1990 pela
legenda do Partido de Renovação Nacional, a mesma sob a qual Fernando Collor de
Melo conquistou a presidência da República. Empossado em fevereiro de 1991, foi
titular da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior
e de duas comissões mistas especiais — a que debateu a política de incentivos
fiscais regionais e a que tratou de planos, orçamentos públicos e fiscalização.
Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de
setembro de 1992 votou a favor da abertura do processo de impeachment do
presidente Fernando Collor, acusado de crime de responsabilidade por ligações
com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha
presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na
Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da
conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da
República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente
desde o dia 2 de outubro.
Irujo retornou ao PMDB em outubro de 1992,
candidatando-se sem sucesso à prefeitura de Salvador. De volta ao Legislativo
foi titular das comissões de Desenvolvimento Urbano e Interior, Viação e
Transportes, e da comissão especial que discutiu a política nacional de
habitação. Contrário ao voto obrigatório e à instituição do Imposto Provisório
sobre Movimentação Financeira (IPMF) votou a favor do Fundo Social de
Emergência (FSE).
Em outubro de 1993 foi acusado pelo economista
José Carlos Alves dos Santos, ex-assessor do Senado, de participar do esquema
liderado pelo deputado João Alves (PPR-BA), responsável por desvios de verbas
federais. A comissão parlamentar de inquérito que apurou os fatos considerou-o
isento de culpa, mas em novembro o Ministério Público denunciou-o por crime
eleitoral.
Pedro Irujo reelegeu-se em
outubro de 1994, tornando-se vice-presidente da Comissão de Ciência e
Tecnologia, Comunicação e Informática, titular das comissões especiais sobre os
serviços de telecomunicações e sobre a criação de novos municípios, e suplente
da Comissão de Agricultura e Política Rural. Representou a Câmara dos Deputados
na XII Feira Internacional de Maquinário Têxtil, realizada em Milão, na Itália.
Nas votações das emendas
constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995 votou
a favor da quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações,
exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de
cabotagem; da mudança do conceito de empresa nacional; da prorrogação por 18
meses do FSE, rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia
ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de saúde e de
educação.
Em junho de 1996 votou contra
a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que
substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte
suplementar de recursos destinados à saúde.
Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da
emenda que previa a reeleição de presidente da República, governadores e
prefeitos sem necessidade de desincompatibilização. E em novembro, pela quebra
da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Foi
titular das comissões especiais que discutiram a proposta de redução da jornada
máxima de trabalho para 40 horas semanais, a nova Lei das Telecomunicações e as
eleições de 1998.
Terceiro vice-presidente da Comissão de
Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, em outubro de 1998 Pedro Irujo
conquistou o terceiro mandato de deputado federal, sempre pelo PMDB. Em
novembro votou a favor do teto de 1.200 reais, para aposentadorias no setor
público, e dos critérios de idade e tempo de contribuição mínimos, para os trabalhadores
do setor privado, itens fundamentais para a definição da reforma da
previdência. Assumiu a cadeira em fevereiro de 1999.
Transferiu-se para o Partido
da Frente Liberal (PFL) em 2000, e nesta legenda reelegeu-se para a Câmara
Federal, pela Bahia, nas eleições de 2002. No ano seguinte, deixou o PFL,
ingressando no Partido Liberal (PL), de onde sairia em 2005. Após ficar um
período sem legenda, retornou ainda este ano para o PMDB. Ao longo desta
legislatura (2003-2007) atuou como titular das Comissões Permanentes de
Desenvolvimento Urbano e Interior, e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e
Informática, da qual foi também Terceiro Vice-Presidente.
Reelegeu-se deputado federal
em 2006, novamente na legenda do PMDB, mas pouco tempo depois de iniciar seu
mandato, em março de 2007, decidiu aposentar-se da vida parlamentar.
Afastado da atividade
política, passou a dedicar-se aos empreendimentos da família, gestora de
empresas de comunicação
Casado com Irene Rodrigues
Irujo, teve dois filhos. Um deles, Luís Pedro Irujo, foi deputado estadual
(1987-1991).
Maria Beatriz Guimarães/Márcia Cristina Sousa
FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório
(1995-1999); Jornal do Brasil (22/10/1993);
Jornal Folha de S. Paulo (10/10/1998 e 02/02/1999); Jornal Folha de S. Paulo/ Olho no Congresso
(31/01/1995, 14/01/1996, 30/01/1997 e 05/02/1998); Jornal Folha de São Paulo/ Olho no voto (18/09/1994 e 29/09/1998); Jornal O Globo (14/11/1993, 07/01/1994,
10/05/1996); Revista Isto É/Perfil
Parlamentar (1991); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em:
<http://www. camara.gov.br>. Acesso em 19/07/2009; Portal G1 de Notícias. Disponível em:
<http://g1.globo.com>. Acesso em 19/07/2009; Portal do jornal Tribuna da Bahia. Disponível em:
<http://www.tribunadabahia.com.br>. Acesso em 07/08/2013.