PERRELLA, Zezé

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Nome: PERRELLA, Zezé
Nome Completo: PERRELLA, Zezé

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PERRELLA, Zezé

PERRELLA, Zezé

* dep. fed. MG 1999-2003.

 

José Perrella de Oliveira Costa nasceu em São Gonçalo do Pará (MG) no dia 22 de fevereiro de 1957, filho de José Henriques Costa e de Maura de Oliveira Costa.

Empresário da agroindústria, especialmente do ramo de carnes, foi presidente do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados e de Frios de Minas Gerais (Sinduscarne) entre 1992 e 1997. A partir de 1993, tornou-se ainda diretor da Associação de Frigoríficos do Estado de Minas Gerais (Afrig).

Em 1995, assumiu pela primeira vez a presidência do Cruzeiro, clube de Minas Gerais, e se reelegeu para o cargo sucessivamente até 2002. A experiência pública de presidir um time de expressão nacional, aliada à atividade política de presidir um sindicato de ramo importante da agroindústria, levou Zezé Perrella ao campo da política partidária. Em 1998, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) e em outubro foi eleito deputado federal por Minas Gerais nessa legenda. Teve 185.556 votos, sendo o segundo mais votado no estado.

Assumiu o mandato em fevereiro de 1999 a vaga como deputado federal, atuou como membro titular na Comissão de Educação, Cultura e Desporto. Atuou ainda como membro titular de uma série de comissões especiais, entre as quais vale destacar a que tratava do projeto de lei nº 4.842/98, a respeito de recursos genéticos e produtos derivados, da qual foi presidente a partir de 2000 e a da que tratava do projeto de emenda constitucional nº 89/95, a respeito do número de vereadores, da qual foi relator a partir de 1999. Foi um dos articuladores da tentativa de barrar a criação da CPI da CBF/Nike, que pretendia investigar irregularidades nos contratos entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e sua patrocinadora Nike. Após a instalação da CPI, deu declarações de que não seria ético participar das investigações da CBF e não foi incluído como membro da comissão. Atuou fortemente nas discussões que levaram a modificações da Lei Pelé na Câmara dos Deputados, propondo alterações que favorecessem os clubes de futebol brasileiros, conforme pregava o Clube dos 13, organização que reúne representantes dos principais clubes de futebol do país. No início de 2001, assumiu a vice-presidência do Clube dos 13. Assinou em favor da CPI da Corrupção, que assustava a cúpula do governo Fernando Henrique Cardoso.

                Em 2000, com a saída de Rafael Greca (PFL-PR) do cargo de ministro dos Esportes do governo de Fernando Henrique Cardoso, Zezé Perrella teve seu nome cogitado para a pasta; porém, quem assumiu o ministério foi Carlos Melles, também do PFL/MG.

Ao longo de 2001, negociou sua transferência para outro partido, a fim de disputar as eleições para o Senado no ano seguinte. Embora tenha entabulado conversações com o Partido Liberal (PL), com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e com o PPB, manteve-se no PFL. Em 2002, candidatou-se ao Senado. Foi derrotado no pleito para uma vaga de senador, ficando em quarto lugar, com 2.945.103 votos. Deixou a Câmara em janeiro de 2003, ao final da legislatura. Retomou o comando do futebol do time do Cruzeiro.

Em meados de 2003, ingressou no PL e pouco depois filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em 2006, foi eleito deputado estadual por Minas Gerais na legenda do PSDB. Ao final do pleito, teve problemas com a Justiça Eleitoral, pois suas contas de campanha não foram aprovadas. Além disso, figurou, junto com Juvenil Alves, deputado federal eleito por Minas Gerais na legenda do PT e cassado em 2008, em suspeitas de irregularidades na produção de “santinhos” que não foram incluídos na prestação de contas da campanha. Por conta de acusações de gastos ilícitos durante a campanha, o Ministério Público Eleitoral pediu a cassação do diploma de Zezé Perrella. Em 2008, o pedido foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Ainda nesse mesmo ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão do Tribunal Regional da 1ª Região de quebrar o sigilo bancário e fiscal de Perrella e seu irmão, pela acusação de enriquecimento ilícito coma venda de jogadores. Ao final do ano de 2008, Perrella foi eleito novamente presidente do Cruzeiro, assumindo o cargo em 2009.

 

Manoel Dourado Bastos

 

Fontes: CÂM. DEP. Deputados Brasileiros (Repertório 1999-2003), TSE Resultado das eleições (1998, 2002, 2006, 2008), ASS. LEG. MG Deputados (2008), Diário Tucano (15/10/2003), Folha de S. Paulo (10/11/97, 03/05, 11/10, 18/10, 20/10 e 23/12/2000, 16/02, 15/03, 03/04, 09/05 e 07/08/2001, 13/11/2002, 13/06, 27/10 e 01/12/2003, 10/05 e 13/12/2004, 08/12/2006).

 

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