PILAR, HENRIQUE OTAVIO ACHE

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Nome: PILAR, Henrique Otávio Aché
Nome Completo: PILAR, HENRIQUE OTAVIO ACHE

Tipo: BIOGRAFICO


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PILAR, Henrique Otávio Aché [VERIFICAR]

PILAR, Henrique Otávio Aché

* militar; comte V DN 1984-1986.

 

Henrique Otávio Aché Pilar nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 4 de fevereiro de 1930, filho de Amari Aché Pilar e de Yolanda Aché Pilar.

Sentou praça na Escola Naval em março de 1946. Foi promovido a segundo-tenente em abril de 1953 e a primeiro-tenente em outubro de 1954. Em abril de 1957 passou a capitão-tenente. Em março de 1952, apresentou-se ao navio-escola (NE) Almirante Saldanha, onde prestou serviços até maio do ano seguinte. Em seguida, apresentou-se ao contratorpedeiro (CT) Greenhalgh. Em outubro de 1956, foi transferido para a Flotilha de Submarinos, como oficial de comunicações e ajudante de ordens.

Em abril de 1958, apresentou-se ao navio Timbira, assumindo interinamente as funções de imediato. Permaneceu nessa função até junho, quando foi indicado para servir no navio-tanque (NT) Ilha Grande, assumindo interinamente as funções de encarregado de navegação e de encarregado da Divisão “N”. Em setembro de 1958, foi designado para ajudante de ordens do secretário geral da Marinha. Em junho do ano seguinte, apresentou-se à Escola Naval, para exercer as funções de instrutor de deveres de militares e assumiu o comando da 4ª Companhia, funções que exerceu até o mês de agosto de 1960. Em setembro do mesmo ano assumiu as funções de encarregado do Departamento de Operações do submarino Riachuelo.

Em fevereiro de 1962 foi designado instrutor do curso de especialização para oficiais. Foi promovido em maio deste ano a capitão-de-corveta e, a partir de outubro, acumulou as funções de assistente interino do comando da Flotilha de oficial de operações e adestramento, que já vinha exercendo.

Em março de 1963 apresentou-se ao NT Soares Dutra. Em junho foi indicado para apresentar-se à Comissão de Recebimento de Submarinos nos Estados Unidos. Em setembro, apresentou-se ao submarino Bahia, onde assumiu a função de chefe do Departamento de Máquinas. Em abril do ano seguinte, assumiu interinamente as funções de imediato, cumulativamente com as de chefe do Departamento de Máquinas. Permaneceu como imediato até abril de 1966, data em que foi designado para fazer o curso Anti-Tática Submarina para comandantes e imediatos da Escola de Guerra Naval (EGN). Ainda nessa data, foi designado assistente do comandante da Força de Submarinos e concluiu o curso básico de comando. Em agosto seguinte, passou a acumular as funções de chefe do Estado-Maior do Comando da Força de Submarinos, com as que vinha exercendo.

 Em janeiro de 1968, matriculou-se no curso de comando e Estado-Maior da EGN, concluindo-o em julho. No mês seguinte foi designado encarregado da 1ª seção do Estado-Maior do 5o Distrito Naval. A partir de dezembro assumiu as funções de chefe geral dos serviços deste comando.

Em julho de 1969, foi indicado para o cargo de encarregado da 2ª seção do Estado-Maior. Em agosto assumiu interinamente as funções de chefe deste órgão. Em setembro, foi promovido a capitão-de-fragata. Permaneceu nessas funções até fevereiro do ano seguinte, quando foi nomeado comandante do CT Pernambuco. Em março foi indicado para fazer o Curso Superior de Guerra Naval, por correspondência. Em janeiro de 1971 foi nomeado para a chefia do Estado-Maior da Força de Contratorpedeiro e em fevereiro concluiu o Curso Superior de Guerra Naval. Em maio de 1971, foi promovido a capitão-de-mar-e-guerra.

Em junho de 1972, foi exonerado do comando da Força de Contratorpedeiro, para assumir no mês seguinte, as funções de comandante do corpo de aspirante da Escola Naval. Em agosto recebeu a designação para chefiar o Centro Técnico Profissional Naval (CTPN), cumulativamente com as atribuições que já lhe cabiam. Em março de 1973, passou a acumular mais uma função, a de superintendente de ensino. Em maio de 1974 assumiu a subchefia da Secretaria Geral do Conselho da Presidência da República. Em junho de 1975 foi nomeado adido naval junto à embaixada do Brasil na França e acreditado junto ao governo da Holanda, com sede em Paris.

Em fevereiro do ano seguinte, foi dispensado do credenciamento junto a Holanda e credenciado junto ao governo da Itália. Foi exonerado do cargo de adido em agosto de 1977. Retornando ao Brasil, apresentou-se ao Comando de Operações Navais, onde em dezembro tomou posse no cargo de subchefe interino de Organização e Logística do Comando de Operações Navais. Em março de 1978 foi promovido ao posto de contra-almirante. Em abril foi nomeado para o cargo de subchefe do Comando de Operações Navais, função que exerceu até outubro.

Em fevereiro de 1979, foi nomeado comandante da Força de Submarinos e, em agosto, membro efetivo da Comissão de Promoções de Oficiais da Marinha. A partir de fevereiro de 1980, passou a exercer, cumulativamente, o cargo de Diretor da Escola Naval. Em julho do ano seguinte assumiu interinamente o cargo de diretor de Ensino da Marinha. Ainda durante o mês de julho foi exonerado da Comissão de Promoções de Oficiais. Em setembro deixou de exercer as funções de Diretor de Ensino da Marinha.

Em novembro de 1983, foi promovido ao posto de vice-almirante. Em janeiro do ano seguinte foi exonerado do cargo de comandante da Escola Naval, por ter sido nomeado para o comando do V Distrito Naval (DN), sediado em Rio Grande (RS), em substituição ao vice-almirante Francisco Aripena Leão Feitosa. Permaneceu nesse comando até março de 1986, sendo desligado para assumir o comando-em-chefe-da-esquadra. Em março de 1987, recebeu a promoção de almirante-de-esquadra e a nomeação para o cargo de secretário-geral da Marinha.

De 12 a 25 de maio de 1987, exerceu interinamente o cargo de chefe do Estado-Maior da Armada (EMA). Em abril de 1990, foi exonerado do cargo de secretário-geral em face de sua transferência para a reserva remunerada, não vindo a se dedicar a nenhuma atividade profissional. Em junho de 2000, residia  no Rio de Janeiro.

Casou-se com Lúcia Maria de Araújo Pereira Aché Pilar, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ARQ. MIN. MAR.; INF. BIOG.

 

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