PINHEIRO, JONAS (AP)

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Nome: PINHEIRO, Jonas (AP)
Nome Completo: PINHEIRO, JONAS (AP)

Tipo: BIOGRAFICO


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PINHEIRO, JONAS (AP)

PINHEIRO, Jonas

*sen. AP 1991-1995.

Jonas Pinheiro Borges nasceu em Vera Cruz (RN) no dia 18 de fevereiro de 1945, filho de Idalito Pinheiro Borges e de Margarida Nunes Pinheiro. Seu pai foi um político de destaque da União Democrática Nacional (UDN) em Vera Cruz durante os anos 1950 e 1960, seu irmão, Francisco Nunes Pinheiro Borges, foi prefeito desta cidade (1989-1993) e seus primos, Geovani Pinheiro Borges, Gilvan Pinheiro Borges e Ronaldo Pinheiro Borges, foram, respectivamente, deputado federal (1983-1991), deputado federal (1991-1995) e senador pelo Amapá (1995-), e vice-governador do Amapá (1991-1995).

Na adolescência foi simpatizante da UDN, por influência do pai, mas militou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) até o movimento político-militar de 31 de março de 1964. Dois anos depois, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em março de 1964. Em 1967, iniciou o curso de licenciatura em matemática da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, concluindo-o três anos depois.

Em 1973, tornou-se chefe da Casa Civil da Prefeitura de Natal. No ano seguinte, exerceu a função de chefe da divisão de ampliação do mercado energético da Companhia de Serviço Elétrico do Rio Grande do Norte (Cosern). Em 1975, mudou-se para Brasília e no ano seguinte tornou-se consultor adjunto da direção nacional do Serviço Social do Comércio (Sesc) e chefe do Sesc de Taguatinga (DF). Em 1977, exerceu o cargo de chefe do Centro de Atividades Ernesto Médici do Sesc de Taguatinga. Em 1980, tornou-se delegado executivo do Sesc do Amapá e quatro anos depois exerceu a mesma função no Sesc de Rondônia.

Em 1985, foi nomeado para a prefeitura de Macapá, permanecendo no cargo até novembro deste ano, quando, pela primeira vez, o prefeito da capital foi eleito pelo voto direto, sendo vencedor Raimundo Azevedo Costa, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). No ano seguinte, foi fundador do PTB no Amapá, tornando-se presidente do diretório regional da agremiação. Ainda em 1986, assumiu a Secretaria de Promoção Social do Amapá.

No pleito de outubro de 1990, candidatou-se a uma vaga no Senado, pela legenda do PTB. Nessas eleições, o Amapá passaria a ter direito a três vagas no Senado Federal, pelo fato de ter-se tornado estado pela Constituição de 1988. Mas, destas três vagas, apenas o candidato mais votado ganharia um mandato de oito anos. Obtendo a terceira colocação, conquistou um mandato de quatro anos, tendo assumido uma cadeira no Senado em fevereiro do ano seguinte.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, foi aprovada a abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro. Na votação realizada no Senado no dia 29 de dezembro, Jonas Pinheiro pronunciou-se a favor do impeachment.

Em abril de 1993, apresentou uma proposta de emenda à Constituição instituindo a moção de censura a ministros, pois “atenuaria os efeitos da concentração de poderes no Executivo e apressaria a substituição de ministros que não atendam aos interesses da sociedade”.

No pleito de outubro de 1994, concorreu ao governo do Amapá, na legenda do PTB e como candidato do então governador Aníbal Barcelos, mas foi derrotado no segundo turno, realizado no mês seguinte, pelo candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB), João Alberto Capiberibe.

Em março de 1995 assumiu a diretoria de finanças da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), permanecendo no cargo até maio do ano seguinte. No pleito de outubro de 1996 disputou a prefeitura de Macapá, pela legenda do PTB, mas perdeu para o candidato do Partido da Frente Liberal (PFL), Aníbal Barcelos.

Em 2000, candidatou-se a prefeito do município de Mazagão (AP), na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), mas não obteve êxito, ficando em 3º lugar, com 887 votos.

Em abril de 2004, foi nomeado para exercer cargo em comissão de assessoria especial da Presidência do Conselho da Justiça Federal.

Casou-se com Maria Lúcia de Carvalho Pinheiro, com quem teve cinco filhos.

 

 

FONTES: Boletim Interno Especial do Conselho de Justiça Federal. (6/4/04). Disponível em : <http://columbo2.cjf.jus.br/portal/publicacao/download.wsp?tmp.arquivo=503>. Aces- so em : 03 nov. 2009; Estado de S. Paulo (31/12/92, 6/4/93); Globo (30/9/92); INF. BIOG.; NICOLAU, J. Dados; Perfil parlamentar/IstoÉ; Portal do TSE. Resultado eleição 2000. Disponível em : <http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2000/result_blank.htm>. Acesso em : 03 nov. 2009; SENADO. Senadores (1991-1995). 

 

 

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