PLINIO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

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Nome: CAVALCANTI, Plínio
Nome Completo: PLINIO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAVALCANTI, PLÍNIO

CAVALCANTI, Plínio

*jornalista; dep. fed. SP 1947-1950.

 

Plínio Cavalcanti de Albuquerque nasceu em Jambeiro (SP) no dia 27 de novembro de 1907, filho do médico João Cavalcanti de Albuquerque e de Maria José Cavalcanti.

Cursou o Colégio Militar do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e, retornando a seu estado de origem, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, pela qual se bacharelou em 1930.

Dedicando-se à advocacia na capital paulista, onde exerceu também o jornalismo durante vários anos, tendo sido redator do Diário de São Paulo e do Diário da Noite, e colaborador dos jornais Correio Paulistano e Folhas. Delegado de polícia nas cidades paulistas de Presidente Prudente, Atibaia, Itapetininga, Guaratinguetá, Ribeirão Preto, Batatais e São Carlos, foi ainda diretor da Guarda Civil, da Escola de Polícia e da Casa de Detenção de São Paulo.

No pleito suplementar de janeiro de 1947, foi eleito deputado federal por São Paulo na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Ocupando sua cadeira na Câmara em março seguinte, em janeiro de 1948, votou contra a cassação de mandato dos parlamentares comunistas. Integrou ainda a Comissão Permanente de Legislação Social e a Comissão Especial de Imigração, Colonização e Naturalização da Câmara dos deputados e, em 1949, ao lado do deputado Benedito Costa Neto, desenvolveu uma campanha de oposição ao então governador de São Paulo, Ademar de Barros. Em outubro de 1950, candidatou-se à reeleição, mas obteve apenas uma suplência. Exerceu o mandato até o mês seguinte e retornou posteriormente à Câmara, convocado para substituir o deputado Antônio Esequiel Feliciano da Silva. No início da década de 1950 foi enviado ao México como adido comercial, permanecendo por poucos meses.

Filiando-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), destacou-se em 1954 como um dos defensores da candidatura do ex-prefeito da capital paulista, Francisco Prestes Maia, ao governo do estado. Em maio do mesmo ano, foi empossado no cargo de secretário de Segurança Pública, em substituição a Elpídio Reale. Com sua posse, foi inaugurada a remodelação política do secretariado do governador Lucas Nogueira Garcez (1951-1955), com vistas às eleições de outubro seguinte.

Membro do Conselho Consultivo do Instituto Brasileiro do Café (IBC), em 1961 foi encarregado da abertura do entreposto comercial do IBC em Beirute, no Líbano, onde foi seu diretor até 1968. Neste período, foi responsável pela abertura e por volumosas exportações de café brasileiro para mercados do Oriente Médio, norte da África e Japão.

Retornando ao Brasil, passou a se dedicar inteiramente à exploração agropastoril em propriedade situada nos municípios de Campinas e Monte-Mor (SP). Criador de gado holandês, foi também produtor de café fino em Campinas.

Membro da Associação Paulista de Imprensa e do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, foi ainda redator da revista da Secretaria de Segurança Pública, Arquivos da Polícia Civil. Pertenceu também aos quadros do Instituto dos Advogados e da Sociedade de Medicina Legal, tendo comparecido a diversos congressos nacionais e internacionais de polícia e de criminologia. Foi diretor do Departamento de Café na Sociedade Rural Brasileira, fundador do Sindicato Rural de Monte-Mor e da Cooperativa Agropecuária de Campinas.

Faleceu na cidade de São Paulo no dia 17 de julho de 1995.

Era casado com Dora Cintra Cavalcanti de Albuquerque, com quem teve dois filhos. Um deles, Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, foi vereador de São Paulo (1993-1997) e secretário Municipal de Planejamento no governo Paulo Maluf (1993-1997).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CISNEIROS, A. Parlamentares; DEP. PESQ. EST. DE SP; Diário do Congresso Nacional; Estado de S. Paulo (13/5/54); GALVÃO, F. Fechamento; INF. FAM.; LEITE, A. História; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1 e 2).

 

 

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