RAJZMAN, BERNARD

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Nome: RAJZMAN, Bernard
Nome Completo: RAJZMAN, BERNARD

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
RAJZMAN, BERNARD

RAJZMAN, Bernard

*sec. nac. Desportos 1991-1992.

 

Bernard Rajzman nasceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 25 de abril de 1957, filho de Sruldit Roger Rajzman e de Helene Rajzman.

Estudou na Escola Municipal Dr. Cócio Barcelos, na Escola Estadual Infante Dom Henrique e no Colégio Benett, onde fez o terceiro ano colegial. Iniciou a carreira de jogador de vôlei no Fluminense aos 11 anos de idade. Fez dois anos do curso de administração de empresas na Sociedade Universitária Augusto Mota (Suam), mas interrompeu a faculdade em 1978, quando se transferiu para a equipe do Panini, na Itália, tornando-se o primeiro jogador brasileiro de vôlei a atuar no circuito internacional. De retorno ao Brasil em 1980, retomou a carreira de jogador no time do Bradesco e, mais tarde, do Flamengo.

Fez parte da seleção brasileira de vôlei durante 17 anos. Jogou 540 partidas, ganhou 12 títulos sul-americanos, participou de três campeonatos mundiais (1978, 1982 e 1986) e de três olimpíadas (1980, 1984 e 1988). Na Olimpíada de 1988, realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos, conquistou a medalha de prata. Notabilizou-se pela criação do saque “jornada nas estrelas”, que contribuiu em grande parte para a popularização da prática do vôlei no Brasil.

Paralelamente à carreira de esportista, dedicou-se à área de negócios e à administração pública. Na década de 1980, tornou-se sócio-proprietário da MB Comércio de Artigos Esportivos e Promoções Ltda. Em 1990, ocupou durante seis meses o cargo de diretor comercial da Telefônica do Estado do Rio de Janeiro (Telerj). Ainda nesse ano foi mais uma vez para a Itália, onde encerrou a carreira de jogador profissional de vôlei na equipe do Gabbiano.

De volta ao Brasil, foi convidado a assumir a Secretaria Nacional de Desportos do governo do presidente Fernando Collor de Melo, em substituição ao jogador de futebol Artur Antunes Coimbra, o Zico. Ocupou o cargo entre 24 de abril de 1991 e 1º de outubro de 1992. Nesse período, tratou inicialmente junto ao Congresso da regulamentação daquela que viria a ser a Lei nº 8.672/93, mais conhecida como Lei Zico. Iniciou um programa de âmbito nacional para o desenvolvimento da prática de esportes, trazendo para o Brasil 20 professores cubanos de educação física, e construiu um Centro Integrado de Apoio à Criança em uma área de 350 mil metros quadrados cedida pelo Exército, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Diante da falta de recursos para enviar a delegação brasileira às Olimpíadas de Barcelona, em 1992, buscou apoio junto às empresas estatais, que passaram a associar sua imagem a atletas que se destacavam em diferentes modalidades. Para resolver o problema da verba a ser destinada ao esporte, encaminhou um projeto de lei reservando 4% do imposto sobre as loterias para o setor. Como secretário, foi designado presidente do Conselho Nacional de Desportos, encerrando essa atividade ao deixar o governo. Tornou-se também membro efetivo do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Em 1994 iniciou a carreira política elegendo-se, em outubro, deputado estadual no Rio de Janeiro na legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Anulado o pleito por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro por suspeita de fraude, nas eleições de 15 de novembro seguinte não obteve o número de votos necessários para eleger-se. Em novembro de 1996, considerando que as denúncias de fraude não tinham sido devidamente comprovadas pelo TRE, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu revogar o pleito de novembro de 1994 e restabelecer o resultado de outubro. Desse modo, Bernard Rajzman foi empossado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em 7 de fevereiro de 1997.

Ocupou a vice-presidência da Comissão de Educação, Cultura e Desportos e da Comissão de Economia, Indústria, Comércio e Turismo, e foi membro da Comissão de Ciência, Energia e Tecnologia. Vice-líder da bancada do PSDB, conseguiu aprovar oito projetos de lei tratando de temas relacionados a ecologia, educação, uso de drogas, adolescência e esportes. Envolveu-se na campanha pelo reconhecimento da profissão de professor de educação física, projeto de autoria do deputado federal Eduardo Mascarenhas (PSDB-RJ), que foi aprovado na sessão plenária da Câmara realizada em 30 de julho de 1997. Disputou a reeleição em outubro de 1998, obtendo uma suplência. Deixou a Assembleia Legislativa em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

Em 2000, foi indicado para a presidência da Comissão Nacional de Atletas do Ministério do Esporte e, em 2002, para a vice-presidência do Tribunal de Justiça Desportiva da Associação Brasileira de Desportos em Cadeira de Rodas (Abradecar). Foi membro da Câmara Setorial dos Esportes, como coordenador do desenvolvimento esportivo, presidente da Comissão Nacional de Atletas e subsecretário do Pan-Americano Rio 2007. Em 27 de outubro de 2005, foi o primeiro brasileiro indicado para integrar o Hall da Fama do vôlei mundial em Massachussets, nos Estados Unidos. Em 2006, foi designado pelo COB chefe da delegação brasileira nos Jogos da Lusofinia, em Macau, e chefe de missão nos Jogos Sul-Americanos, em Buenos Aires. Em 2009, foi escolhido para assumir a presidência do COB e mais uma vez chefiar a delegação brasileira nos Jogos da Lusofonia, em Lisboa.

Casou-se com Michele Rajzman, com quem teve dois filhos, e pela segunda vez com Carmem Guize Rajzman, com quem teve um filho.

 

FONTES: CURRIC. BIOG.: Dia (19/7 e 25/10/97); Fluminense (13/5, 17 e 18/8, 28 e 29/9, 7, 14 e 11/11/97); Globo (20/3/96, 24/12/97); INF. BIOG.; Jornal dos Sports (17/11/97); Comitê Olímpico Brasileiro (07/04/2009)

 

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