RAMIRO BERBERT DE CASTRO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CASTRO, Berbert de
Nome Completo: RAMIRO BERBERT DE CASTRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CASTRO, BERBERT DE

CASTRO, Berbert de

*dep. fed. BA 1924-1930, 1951-1955, 1956, 1957, 1958, 1959 e 1962.

 

Ramiro Berbert de Castro nasceu na fazenda Triunfo, no município de Ilhéus (BA), no dia 6 de junho de 1894, filho do coronel Ramiro Ildefonso de Araújo Castro e de Libuça Berbert de Castro.

Cursou o primário em Ilhéus, transferindo-se posteriormente para Salvador, onde estudou humanidades no Ginásio Carneiro Ribeiro. Em janeiro de 1912 seguiu para Belo Horizonte matriculando-se na Faculdade de Medicina dessa cidade. No ano seguinte elegeu-se primeiro orador da Confederação dos Acadêmicos Mineiros e em seguida matriculou-se na Escola Livre de Odontologia de Belo Horizonte, pela qual se diplomou em 1915. Em 1919 concluiu o curso de medicina.

Após formado, tornou-se assistente de clínica pediátrica médica em sua faculdade. Nomeado médico do Hospital São Vicente de Paulo, ocupou ainda o cargo de médico do Dispensário Central de Profilaxia da Sífilis e Moléstias Venéreas. Comissionado delegado de higiene no município mineiro de Sete Lagoas, combateu a varíola que ali ocorria, fazendo o mesmo pouco depois, já como funcionário do Serviço contra a Gripe Pneumônica, no município de Pitangui (MG).

No início da década de 1920 ingressou na política baiana representando os interesses cacaueiros. Em janeiro de 1923 foi lançado candidato à Assembléia Legislativa baiana na legenda da Concentração Republicana da Bahia (CRB). Criada no início desse mesmo mês, a CRB resultou da aliança feita entre políticos da oposição baiana, visando a derrotar o Partido Republicano Democrata (PRD), liderado pelo governador baiano José Joaquim Seabra, e foi apoiada por Miguel Calmon e pelo presidente da República, Artur Bernardes, que derrotara nas eleições presidenciais de 1922 a chapa da Reação Republicana, da qual Seabra era candidato à vice-presidência. Realizado o pleito, verificou-se a dualidade do Legislativo estadual. Em abril de 1923, a Assembléia baiana estava dividida e realizava sessões separadas: os deputados da CRB se reuniam em Campo Grande e os do PRD na sede do Legislativo estadual. Com a dissolução da Assembléia oposicionista, Berbert de Castro deixou as atividades políticas, tornando-se ainda em 1923 inspetor sanitário federal no Serviço contra a Febre Amarela, em Salvador, cargo ao qual renunciou para candidatar-se à Câmara dos Deputados, tendo sido eleito na legenda da CRB no pleito de março de 1924. Empossado em maio do mesmo ano, cumpriu seu mandato até o término da legislatura, reelegendo-se em 1927 e em 1930. Com a vitória do movimento revolucionário de outubro de 1930, teve o mandato interrompido, asilando-se na legação da Alemanha, onde permaneceu até o mês seguinte, quando embarcou para a Europa. Foi capitão médico do Exército.

De volta ao Brasil em fins de 1931, passou a dedicar-se ao plantio do cacau na Bahia. Em 1934 ingressou na Faculdade de Direito de Niterói, então capital do estado do Rio de Janeiro, transferindo-se dois anos depois para a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, pela qual se bacharelou em 1937.

Com a desagregação do Estado Novo (1937-1945) e a reconstitucionalização do país, elegeu-se, em dezembro de 1945, suplente de deputado à Assembléia Nacional Constituinte pela Bahia, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Ainda nessa legenda foi eleito deputado à Assembléia Constituinte da Bahia no pleito de janeiro de 1947. Empossado em março desse mesmo ano, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato ordinário. No pleito de outubro de 1950 elegeu-se deputado federal pela Bahia na legenda da Coligação Baiana, formada pelo PSD, o Partido Republicano Progressista (PRP) e o Partido Social Trabalhista (PST). Deixando a Assembléia baiana em janeiro de 1951, assumiu o mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro seguinte.

Concorreu à reeleição no pleito de outubro de 1954, na legenda da Coligação Baiana — dessa vez sem o PST, mas incluindo o Partido Libertador (PL) —, sendo eleito primeiro suplente. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1955, voltando ali a ocupar uma cadeira de junho a outubro desse ano, de julho a agosto de 1956, de novembro desse ano a março de 1957, de junho a dezembro de 1957 e de outubro de 1958 a janeiro de 1959. Novamente eleito suplente de deputado federal em outubro de 1958, dessa vez na legenda da Aliança Democrática Popular, integrada pelo PSD e o PRP, voltou a ocupar uma cadeira na Câmara de setembro a outubro de 1962. Neste último mês, tentou a reeleição. Não obtendo êxito, abandonou em definitivo a casa.

Pertenceu à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), ao Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, à Sociedade de Medicina e Cirurgia de Belo Horizonte, à Sociedade Médica dos Hospitais da Bahia e ao Sindicato dos Agricultores de Cacau de Ilhéus, do qual foi presidente.

Faleceu na Bahia no dia 24 de outubro de 1966, vítima de acidente automobilístico.

Era casado com Elvira de Carvalho Brito Castro.

Publicou Um caso de tuberculose pneumocócica (tese, 1922), Notas de viagem (1922), Documentos políticos (1923), As eleições federais na Bahia (1924), O cacau na Bahia (1924), Elogio do soldado baiano (1924), Palavras de fé (1925), Em benefício de várias associações baianas (1930), Ulha branca, Na tribuna parlamentar e Bonfim.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; CONSULT. MAGALHÃES, B.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3 e 4); VELHO SOBRINHO, J. Dic.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados