REGINA AMELIA D'ALENCAR LINO COELHO

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Nome: LINO, Regina
Nome Completo: REGINA AMELIA D'ALENCAR LINO COELHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LINO, REGINA

LINO, Regina

*dep. fed. AC 1996-1999.

 

Regina Amélia d’Alencar Lino Coelho nasceu em Rio Branco no dia 11 de junho de 1952, filha de José Rui da Silveira Lino e de Ovília d’Alencar Lino. Seu pai foi governador do Acre de 1961 a 1962 e deputado federal por esse estado de 1963 a 1975 e de 1983 a 1987.

Ingressou na política em 1970 filiando-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instituído no país após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964). Formou-se em assistência social em 1979 pela Universidade de Brasília (UnB), pela qual também viria a se bacharelar em ciências sociais em 1985. Ainda em 1979, tornou-se chefe do serviço médico de assistência da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), em Brasília. Com a extinção do bipartidarismo em novembro desse ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se no ano seguinte ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB. Nesse mesmo ano deixou o cargo que exercia na Novacap. Em 1982, tornou-se chefe da seção de assistência social do Hospital de Braslândia, no Distrito Federal e foi assistente social voluntária do Programa Nacional do Voluntariado (Pronav), onde permaneceu até 1984. Neste ano, passou a secretária parlamentar na Câmara dos Deputados, função que exerceu até 1986.

Em 1988, tornou-se membro do diretório municipal do PMDB em Rio Branco e, no pleito de novembro deste ano, elegeu-se vereadora na capital acreana. Assumiu em janeiro do ano seguinte, passando a exercer a liderança da bancada do seu partido ao longo de 1989. No ano seguinte, foi presidente da Comissão de Elaboração da Lei Orgânica do Município, da Comissão de Defesa Civil e da Comissão de Saúde. Desligando-se do PMDB em 1992, nesse mesmo ano filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do qual tornou-se líder na Câmara Municipal e membro da sua comissão executiva estadual. Na mesma legenda, que integrou uma coligação comandada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), elegeu-se vice-prefeita de Rio Branco em outubro do mesmo ano, na chapa encabeçada pelo petista Jorge Viana. Assumindo seu novo cargo em janeiro do ano seguinte, tornou-se secretária municipal do Trabalho e Bem-Estar Social. Ainda em 1993, deixou o PSDB e retornou ao PMDB. No ano seguinte, desincompatibilizou-se da secretaria para disputar uma cadeira no Legislativo federal.

No pleito de outubro de 1994, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados na legenda do PMDB, mas só obteve uma suplência. No ano seguinte, integrou a convenção nacional do partido e tomou assento no Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, aí permanecendo até 1996, ano em que se tornou vice-presidente da Fundação Pedroso Horta, em seu estado. Com a eleição do deputado Mauri Sérgio, em outubro desse ano, para a prefeitura de Rio Branco, Regina Lino assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em dezembro seguinte.

Em janeiro de 1997, votou a favor do projeto de emenda constitucional que permitia aos ocupantes do Poder Executivo concorrerem à reeleição, ratificando sua posição no mês seguinte, quando ele foi aprovado no segundo turno de votação na Câmara. Em novembro desse ano, votou a favor do projeto de reforma administrativa do governo que, ao ser aprovado, acabou com a estabilidade do servidor público. Em maio do ano seguinte votou a favor do dispositivo da reforma da previdência que estabelecia idade mínima para aposentadorias.

No pleito de outubro de 1998 concorreu a novo mandato na legenda do PMDB, mas não conseguiu se eleger. No mês seguinte, quando da votação do projeto de reforma da previdência, votou contra a fixação de um valor máximo para aposentadorias no setor público e a favor da idade mínima e do tempo de contribuição no setor privado. De novembro a dezembro de 1998 fez parte da delegação do Brasil na Assembléia-Geral da ONU, como observadora parlamentar.

Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro do ano seguinte, quando se encerrou a legislatura.

Em 1999 assumiu a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Reforma Agrária – INCRA/AC, permanecendo no cargo por três meses. Em janeiro de 2001 foi nomeada secretária municipal do Trabalho e Bem Estar Social no Acre, permanecendo no cargo até março de 2002, quando, a pedido, foi exonerada do referido cargo. Em fevereiro de 2005 assinou contrato de prestação de serviços na área social e política com a Associação dos Municípios do Acre – AMAC. A associação tem sede em Brasília, é presidida por Raimundo Angelim, prefeito de Rio Branco (2005-2008; 2009-2012), e representa tecnicamente em Brasília 21 das 22 prefeituras acreanas. Permaneceu na AMAC até outubro de 2005, quando foi nomeada assistente parlamentar no Senado Federal.

De fevereiro a julho de 2009 atuou no Escritório de Apoio da Secretaria de Planejamento do Estado do Acre, em Brasília. Retornou ao Senado Federal, onde, em outubro de 2009, exercia o cargo de assistente parlamentar. Reside em Brasília, e estuda Direito na UNIEURO.

Divorciada, teve três filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (8/5 e Especial 6/11/98); Globo (29/1/97); TRIB. REG. ELEIT. AC. Relação (1998); TRIB. SUP. ELEIT. Resultado (1998).

 

 

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