Roberto Rodrigues

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: RODRIGUES, Roberto
Nome Completo: Roberto Rodrigues

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

RODRIGUES, Roberto

* min. agric. 2003-2006.

 

Roberto Rodrigues nasceu em Cordeirópolis (SP) no dia 12 de agosto de 1942, filho de Antônio José Rodrigues Filho e de Sofia Rossetti Rodrigues. Seu pai foi prefeito de Guariba (SP) de 1952 a 1955 e de 1964 a 1967, e secretário de Agricultura no governo de Ademar de Barros (1963-1966).

No início da década de 1960, ingressou no curso de engenharia agrônoma na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP). Durante a graduação, atuou no Centro Acadêmico e tornou-se membro da Juventude Universitária Cristã (JUC), movimento ligado à Igreja Católica. Foi eleito também representante dos estudantes de agronomia do estado de São Paulo na Sociedade Paulista de Agronomia (SPA), que depois passou a se chamar Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (Aeasp). Em 1965 concluiu o curso.

Depois de formado, trabalhou alguns meses como agrônomo na fazenda do pai, a Santa Izabel, localizada na região de Ribeirão Preto (SP). Em 1966, mudou-se para a capital paulista para ser oficial-de-gabinete do então secretário de Agricultura do estado, Glauco Pinto Viegas, durante o governo de Laudo Natel (1966-1967). Em 1967, com a posse do novo governador do estado de São Paulo, Roberto de Abreu Sodré (1967-1971), foi convidado pelo novo secretário de Agricultura, Herbert Levy, para ser chefe de sua assessoria técnica. Entretanto, não aceitou o cargo, pois decidiu voltar para a Fazenda Santa Izabel e gerenciar os negócios do pai que se mudara para São Paulo e assumira o cargo de presidente da Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CAGESP).

NA década de 1970 iniciou sua trajetória nas associações de defesa da agricultura. Em 1973, foi eleito presidente da Cooperativa dos Plantadores de Cana (Coplana) de Guariba, cargo que exerceria até 1979. Um dos fundadores da Organização dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Orplana) em 1977 e seu vice-presidente. Foi também fundador e presidente da Cooperativa de Crédito Rural dos Plantadores de cana da Zona de Guariba entre 1978 e 1979.

Ainda em 1979, foi presidente da Empresa Mista do governo de São Paulo.

Em 1981, tornou-se conselheiro nacional da Sociedade dos Técnicos Açucareiros do Brasil e no ano seguinte conselheiro da Federação Meridional de Cooperativas Agropecuárias. Em 1983, fundou e tornou-se diretor superintendente da Associação dos Fornecedores de Cana de Guariba, e nesse mesmo ano tornou-se diretor executivo da Organização das Cooperativas do estado de São Paulo. Em 1985, foi eleito presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), cargo que ocuparia até 1991. Ainda em 1985, tornou-se primeiro vice-presidente da Organização das Cooperativas da América.  No ano seguinte, passou a integrar o Alto Conselho Agrícola do estado de São Paulo e o conselho da Associação Brasileira de Produtores de Milho e Sorgo. Ainda em 1986, fundou e foi secretário-geral da Frente Ampla da Agropecuária Brasileira, função que exerceu até 1991.

Entre 1992 e 1995 foi vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), e presidente do comitê agrícola da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), associação não-governamental do cooperativismo mundial. Nesse ínterim, em julho de 1993 foi nomeado secretário de Agricultura do estado de São Paulo pelo governador Luís Antônio Fleury Filho (1991-1995) e, nesse mesmo ano, foi eleito presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), que deixaria em 1996, e conselheiro da Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG). Ainda em 1995, tornou-se vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e no ano seguinte vice-presidente da ABAG. Em setembro de 1997, foi eleito presidente da ACI, sendo o primeiro não europeu a assumir a presidência da organização, deixaria a presidência da ACI em 2001.

Em 2000 foi eleito presidente da ABAG, cargo que ocupou até 2002. Em agosto desse último ano, participou de uma reunião em São Paulo convidado por Luís Inácio Lula da Silva, candidato à presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT), embora estivesse engajado na campanha do candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Serra que, em outubro, foi derrotado por Lula. Apesar dessa sua ligação, pouco depois da eleição, foi convidado por Lula para assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Aceitou o convite e foi empossado em janeiro de 2003.

Como ministro de Agricultura implantou um programa de reforma estratégica do Ministério da Agricultura que culminou com uma reforma completa da pasta e deu origem à Área de Gestão Estratégica, do Ministério da Agricultura (AGE), que foi incorporada à organização burocrática do ministério. Além disso, implantou uma Secretaria de Negociações Internacionais para dar sustentação às negociações do Itamaraty no âmbito da agricultura e buscou aperfeiçoar a questão da defesa sanitária. Também em sua gestão, no mês de novembro de 2003, foi sancionada a Lei de Produtos Orgânicos, e instituído o seguro rural. Sua passagem pelo Ministério da Agricultura foi marcada pelos embates com a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PT), especialmente em virtude da questão do cultivo e venda de soja transgênica, a que ele era favorável enquanto que a ministra era contrária.

Em junho de 2006, deixou o cargo em virtude de problemas pessoais. Foi substituído por Luís Carlos Guedes Pinto.

Prestou depoimento ao projeto Elites Empresariais Paulistas, desenvolvida pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC).  

Foi ainda professor do Departamento de Economia Rural da Universidade Estadual Paulista (UNESP), no campus de Jaboticabal (SP) e sócio honorário da Associação Brasileira dos Orgânicos.

Casado com Eloísa Helena de Araújo Rodrigues, teve quatro filhos.

Publicou inúmeros artigos em boletins e revistas especializadas, bem como na imprensa brasileira. Escreveu Pequeno dicionário amoroso da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (em co-autoria com Ivan Wedekin, 2001) e a Segunda onda cooperativa – uma visão compartilhada (2001).

Adrianna Setemy

 

 

FONTES: ENTREV. BIOGR.; http://www.presidencia.gov.br/info_historicas/; Veja (2002 a 2009).

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados