ROBERTO SOARES PESSOA

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Nome: PESSOA, Roberto
Nome Completo: ROBERTO SOARES PESSOA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

PESSOA, Roberto

*dep. fed. CE 1995-2004

Roberto Soares Pessoa nasceu em Fortaleza no dia 21 de maio de 1943, filho de Narciso Pessoa de Araújo e Eneida Soares Pessoa. Casou-se com Maria José Joventino Pessoa, com quem teve quatro filhos.

Formado em contabilidade pela Fênix Caixeiral em Fortaleza em 1963, tornou-se presidente da Associação Cearense de Avicultura em 1967. Em 1969, formou-se em economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). A partir desse ano, passou a atuar como delegado do estado do Ceará em diversos congressos brasileiros e latino-americanos de avicultura.

No ano de 1971 foi presidente do grupo Empresa de Subastecimento de Água e Perfuração Ltda. Ocupou, nos dois anos subseqüentes, a presidência da comissão organizadora dos simpósios de atualização avícola do Nordeste. Em 1986, passou a integrar a direção da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Começou na política em outubro de 1990, quando concorreu a uma vaga na Assembléia Legislativa do Ceará, na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Empossado em fevereiro de 1991, integrou as comissões de Orçamento e Finanças, de Agropecuária e Recursos Hídricos, de Economia, Trabalho, Indústria e Comércio, Constituição e Justiça, essa na condição de vice-presidente. Além de exercer a liderança do PFL e presidir sua executiva estadual.

Em outubro de 1994 disputou com êxito uma vaga na Câmara dos Deputados, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. A maioria de seus votos veio da região metropolitana de Fortaleza e do litoral leste do estado. Integrou as comissões de Agricultura e Política Rural (1995-1998) e de Economia, Indústria e Comércio (1995).

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, votou a favor da quebra do monopólio das embarcações nacionais na navegação de cabotagem, da mudança no conceito de empresa nacional, da quebra do monopólio estatal das telecomunicações, da quebra do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo e da criação do Fundo Social de Emergência (FSE) — todas aprovadas pela Câmara dos Deputados.

Candidatou-se, em 1996, à vice-prefeitura de Fortaleza na coligação Hora de Mudar, formada pelo PFL e pelo Partido Progressista Brasileiro (PPB), e encabeçada pelo deputado Edson Queirós, cuja candidatura à prefeitura da capital foi impugnada em setembro, pelo fato de ele ser cunhado do governador do estado, Tasso Jereissati (1995-1999), o que violava artigo da Constituição que impedia a eleição de parentes até segundo grau ou por adoção de presidente, governadores e prefeitos. Em decorrência disso, candidatou-se à prefeitura de Fortaleza, mas não chegou ao segundo turno, vencido pelo candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Juraci Magalhães.

Em 1997, votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). No ano seguinte, manifestou-se a favor da emenda que propunha reeleição para os cargos do Executivo e votou contra a quebra da estabilidade dos servidores públicos, ambas aprovadas pela Câmara dos Deputados.

No pleito de 1998, concorreu à reeleição na legenda do PFL, agora em coligação com o PMDB e o Partido da Social Democracia Cristã (PSDC), iniciando novo mandato em janeiro de 1999.

Em maio de 2002, foi escolhido para presidir a Comissão Especial do Imposto Único (PEC 474/01) que visava a substituição de onze impostos para um Imposto Único Federal (IUF) como uma forma de simplificação do sistema tributário.

Nas eleições deste mesmo ano, obteve novo mandato de deputado federal pelo Ceará, na legenda do PFL. No ano seguinte, transferiu-se para o Partido Liberal (PL), e liderou um grupo de deputados que propunham a criação de uma bancada nordestina na Câmara, tendo como grande tema a criação de uma refinaria no Nordeste, bem como propor mudanças substanciais na proposta original de Reforma Tributária do Executivo para beneficiar o desenvolvimento da região. Atuou como presidente da Bancada do Nordeste até dezembro de 2004, quando deixou o cargo para disputar, com sucesso, a prefeitura da cidade de Maracanaú, CE. Mandato este que renovou em 2008, obtendo mais de 87% dos votos válidos, já agora na legenda do Partido da República (PR), que substituiu o PL.

No pleito de 2012, não foi candidato a cargo eletivo, mas fez seu sucessor na prefeitura de Maracanaú: Firmo Camurça, também do PR.

Na política cearense, ganhou notoriedade sua rivalidade com Ciro Gomes, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), com quem por diversas vezes trocou ofensas e acusações.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Jornal do Brasil (01/10/1996 e 30/01/1997); Jornal Estado de São Paulo (19/05/1997); Jornal Folha de São Paulo (31/01/1995, 14/01/1996, 30/01/1997 e 29/09/1998); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em <http://www.camara.gov.br>. Acesso em 20/11/2009; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://g1.globo.com/Eleicoes2008>. Acesso em 20/11/2009; Portal do jornal O Povo. Disponível em: <http://opovo.uol.com.br/>. Acesso em 20/11/2009 e 25/08/2013; Portal Sebrae. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br/>. Acesso em 01/08/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.gov.br>. Acesso em 20/11/2009;

 

 

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