ROLIM, Marcos

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Nome: ROLIM, Marcos
Nome Completo: ROLIM, Marcos

Tipo: BIOGRAFICO


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ROLIM, Marcos

ROLIM, Marcos

* dep. fed. RS 1999-2003.

 

                Marcos Flávio Rolim nasceu em Porto Alegre, no dia 16 de agosto de 1960, filho de Flávio Lúcio Oliveira Rolim e de Rosa Maria Schneider.

                Iniciou sua atuação política em 1975, filiando-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em 1979, iniciou curso de comunicação social da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), tornando-se militante do movimento estudantil universitário. Também neste último ano, trabalhou como redator da agência Somus Propaganda e, em 1981, como repórter substituto no jornal Correio do Povo, ambos no município gaúcho de Santa Maria. Com o término do bipartidarismo e a conseqüente reformulação partidária, ao final da década de 1970, ainda em 1981 ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que sucedeu ao MDB. 

                Participante da redação do jornal alternativo Movimento , em 1982, no pleito de novembro daquele ano candidatou-se a vereador em Santa Maria na legenda do PMDB. Eleito para um mandato de seis anos, tomou posse do cargo em janeiro seguinte, tendo sido responsável pela criação da Comissão de Direitos Humanos na Câmara Municipal. Em 1984, transferiu-se para o Partido dos Trabalhadores (PT), assumindo a presidência de seu diretório municipal. No ano seguinte, tornou-se coordenador da revista Práxis e, em 1986, licenciou-se do mandato municipal para assumir a função de assistente especial da prefeitura de Fortaleza (CE) na gestão de Maria Luíza Menezes Fontenele (1987-1990), também do PT. De volta à Câmara Municipal de Santa Maria, em 1987 tornou-se membro do diretório nacional de seu partido.

                Nas eleições de novembro de 1988, candidatou-se à prefeitura de Santa Maria na legenda do PT, porém não conseguiu se eleger. No ano seguinte, passou a exercer as funções de comentarista da rádio Imembuí e de cronista do jornal A Razão, ambos sediados naquele município.

                Formando-se como jornalista em 1990, candidatou-se, nas eleições de outubro, ao Legislativo Estadual do Rio Grande do Sul na legenda do PT . Eleito com 15.243 votos, tomou posse de sua cadeira em fevereiro seguinte. Ainda em 1991, passou a integrar o diretório estadual de seu partido. Um ano depois, foi aprovada por unanimidade a lei da Reforma Psiquiátrica, fruto de um projeto de sua autoria apresentado na Assembléia que proibia a construção de novos hospitais psiquiátricos no Rio Grande do Sul e que propunha também uma mudança no tratamento oferecido aos doentes mentais pelos manicômios do país.

                Em outubro de 1994, reelegeu-se deputado estadual na coligação formada por PT, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Com 25.960 votos, foi empossado em fevereiro de 1995. No Legislativo Estadual, presidiu a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos por seis anos. Também em 1995, fez um curso sobre atualização legislativa nos Estados Unidos.

                Em 1996, iniciou uma pós-graduação em filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e curso de direito na Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), em Canoas (RS), porém não chegou a concluí-los. Ainda neste último ano, viajou à Espanha para fazer uma especialização sobre saúde mental e política prisional na Universidade de Oñati.

                Nas eleições de outubro de 1998, concorreu a uma vaga no Legislativo Federal pelo PT gaúcho. Eleito deputado com 54.477 votos, foi empossado em fevereiro do ano seguinte. Vice-líder do PT na Câmara, assumiu a presidência da Comissão Nacional de Direitos Humanos.

                À frente da coordenação da 1ª Caravana Nacional de Direitos Humanos, em junho de 2000 inspecionou vários manicômios com o objetivo de produzir um relatório acerca da situação desses estabelecimentos no país. Segundo Rolim, alguns deles estariam funcionando como "campos de concentração", em condições precárias de higiene e superlotados. Entre as propostas apresentadas pelos parlamentares ao então ministro da Saúde, José Serra (1999-2003), destacavam-se a proibição de neurocirurgias em pacientes psiquiátricos; a realização de uma campanha nacional de combate ao preconceito contra doentes mentais; e um levantamento do consumo de medicamentos em clínicas e hospitais psiquiátricos brasileiros.

                Em setembro de 2000, após percorrer presídios em seis estados na 2ª Caravana Nacional de Direitos Humanos, apresentou ao ministro da Justiça, José Gregori (2000-2001), um relatório sobre as condições carcerárias no país. Segundo o documento, foram encontradas diversas situações de desrespeito aos direitos humanos, como espancamentos, abandono de presos com doenças graves, má alimentação, superlotação e corrupção.

                Em fevereiro de 2001, em relatório enviado ao presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), Rolim denunciou os abusos sexuais supostamente cometidos por soldados do Exército contra índias ianomâmis, em Roraima. O documento sugeria que as unidades do Exército fossem instaladas em áreas mais distantes das moradias indígenas, a fim de evitar o contato com as tribos locais. Na legislatura 1999-2003, integrou ainda as comissões de Constituição e Justiça e de Redação; e de Fiscalização Financeira e Controle.

                Em fevereiro de 2002, apresentou na Câmara um projeto de lei que introduzia um código de ética na programação televisiva, determinando limites à programação das emissoras. Pela proposta, que não chegou a ser votada, seria criada uma comissão nacional, composta por especialistas e representantes da sociedade civil e das emissoras, que teria o poder de multar e até suspender determinados programas e programações. A iniciativa gerou críticas por parte das emissoras, que já haviam rejeitado anteriormente projeto semelhante do governo federal por considerá-lo nocivo à liberdade de expressão.

                Ainda naquele mês, foi escolhido para o cargo de sub-relator da Comissão Mista de Segurança Pública, criada no Congresso Nacional para definir prioridades entre as propostas apresentadas pelos parlamentares na área de segurança pública. No pleito de outubro de 2002, tentou reeleger-se deputado federal pelo PT, porém, com 58.893, não obteve êxito. Afastando-se da política, declarou que não estaria mais disposto a conviver com determinadas pessoas oportunistas, incluindo algumas de seu partido, e que, por isso, não mais voltaria a disputar cargos eletivos.

                A partir de então, passou a dedicar-se aos estudos acadêmicos, concluindo, em 2008, o mestrado em sociologia pela UFRGS. No ano seguinte, assumiu a função de consultor na prefeitura de Canoas.

                Foi também consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

                Publicou diversos artigos em periódicos científicos e alguns livros, entre eles, Teses para uma esquerda humanista (1999); A imitação da política (2004)  e A síndrome da rainha vermelha: policiamento e segurança pública no século XXI (2006).

                Casou-se com Jussara Bordin, com quem teve duas filhas.

 

Márcia Gomes

 

 

FONTES: Blog Deseperadamente Gritando em Português (11/10/06). Entrevista. Disponível em : <http://dgpblog.blogspot.com/2006/10/entrevista-marcos-rolim.html >. Acesso em : 07 out. 2009; Folha de S.Paulo (online) 29,30 jun. e 27 set. 2000; 22 e 16 out. 2001; 21,22 e 25 fev. 2002. Disponível em : <http://www1.folha.uol.com.br/folha/ cotidiano/ult95u3502.shtml >. Acesso em : 12 out. 2009; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <http://www2.camara.gov.br/deputados/index.html/loadFrame.html>. Acesso em : 07 out. 2009; Portal Plataforma Lattes. Disponível em : <http://buscatextual. cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4537852P4>. Acesso em : 07 out. 2009.

 

 

 

 

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