RONDEAU, Silas

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Nome: RONDEAU, Silas
Nome Completo: RONDEAU, Silas

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Silas Rondeau

RONDEAU, Silas

* pres. Eletrobrás 2004-2005; min. Minas e En. 2005-2007.

 

Silas Rondeau Cavalcante Silva nasceu em Barra do Corda (MA) no dia 15 de dezembro de 1952, filho do pastor evangélico Abdoral Fernandes da Silva e de Lídia Rondeau Cavalcante.

Formado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1978, ingressou no ano seguinte na Centrais Elétricas do Maranhão (Cemar), atual Companhia Energética do Maranhão. Começou sua carreira na concessionária estadual como chefe da divisão de Manutenção de Linhas de Transmissão, tornando-se a seguir chefe do departamento de Operações e do departamento de Engenharia e Construção. A par de suas atividades na Cemar, foi professor assistente do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) entre 1979 e 1986. Posteriormente, realizou curso de especialização em engenharia de linhas de transmissão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), complementando sua formação com os cursos de MBA de executivo internacional na Amana-Key, em São Paulo, e de executivo em finanças no Ibmec Business School, em Brasília.

Em 1986, passou a integrar a diretoria da Cemar, na época presidida pelo engenheiro Fernando José Macieira Sarney. Ocupou o cargo de diretor técnico e de distribuição da concessionária durante oito anos. Nesse período, participou de várias comissões e grupos de trabalho do Comitê Coordenador de Operações do Norte e Nordeste (CCON), exercendo a presidência do comitê entre junho e novembro de 1991. Integrou o conselho de administração da Cemar entre 1992 e 1994.

Em 1995, transferiu-se para a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A (Eletronorte), atuando inicialmente como assistente da diretoria financeira. Em 1996, foi designado coordenador geral da presidência da empresa. Permaneceu nesse cargo por quatro anos, destacando-se como um dos principais auxiliares do presidente da empresa, engenheiro José Antônio Muniz Lopes. Participou do processo de criação das empresas Manaus Energia S.A. e Boa Vista Energia S.A., subsidiárias integrais da Eletronorte constituídas no início de 1998 mediante a transferência de ativos de geração e distribuição da Eletronorte nos sistemas elétricos das capitais dos estados do Amazonas e Roraima. Em 2000, assumiu a presidência da Manaus Energia S.A e da Companhia Energética do Amazonas (Ceam), concessionária de geração e distribuição em municípios do interior amazonense, federalizada no mesmo ano mediante a aquisição de seu controle acionário pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás). Em 2002, tornou-se também presidente da Boa Vista Energia S.A.

Em janeiro de 2003, no início do governo Luís Inácio Lula da Silva, foi designado presidente da Eletronorte, assumindo o lugar de José Antônio Muniz e sendo substituído, na presidência da Manaus Energia S.A e da Ceam, pelo engenheiro Willamy Moreira Frota, e na presidência da  Boa Vista Energia S.A., pelo engenheiro Carlos Augusto Andrade Silva Durante sua gestão à frente da Eletronorte, a empresa deu continuidade às obras de ampliação da usina de Tucuruí, colocando em operação comercial as primeiras unidades geradoras da segunda etapa do aproveitamento hidrelétrico. Na área de transmissão, a Eletronorte concluiu a implantação de duas importantes linhas de 230 kV, interligando as subestações de Coxipó e Jauru, no Mato Grosso, e as subestações de Presidente Dutra e Peritoró, no Maranhão. Em parceria com empresas de capital privado, a estatal venceu o leilão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a construção e operação da linha de transmissão entre Coxipó e Rondonópolis, no Mato Grosso, constituindo com esse propósito específico a empresa Amazônia Eletronorte Transmissora de Energia S.A (AETE).

Em maio de 2004, assumiu a presidência da Eletrobrás, em substituição ao físico Luiz Pinguelli Rosa, sendo substituído no comando da Eletronorte pelo engenheiro Roberto Garcia Salmeron. Em dezembro do mesmo ano, coordenou a atuação das empresas do grupo Eletrobrás no primeiro leilão de energia existente realizado de acordo com o modelo regulatório do setor de energia elétrica instituído pelo governo Luís Inácio Lula da Silva. Ainda em 2004, participou das negociações com a empresa norte-americana El Paso para a prorrogação dos contratos de fornecimento de energia a Manaus.

Em julho de 2005, foi nomeado ministro de Minas e Energia, assumindo o lugar vago com a designação da economista Dilma Roussef para a chefia da Casa Civil do governo Lula, e sendo substituído no comando da Eletrobrás pelo engenheiro Aloísio Marcos Vasconcelos Novais. Permaneceu à frente do Ministério de Minas e Energia (MME) durante quase dois anos, cumprindo importantes etapas para a consolidação do novo modelo institucional do setor de energia elétrica, com a retomada do planejamento setorial de longo prazo pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a realização sistemática de leilões de energia existente e de energia nova e de leilões de linhas de transmissão e subestações. Entretanto, a par das incertezas relativas ao fornecimento de gás natural para as usinas termelétricas, o ministério enfrentou dificuldades para a obtenção de licenças ambientais de uma série de empreendimentos hidrelétricos, como Belo Monte, no rio Xingu, e Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira.

Sua passagem pelo ministério também foi marcada pela conquista da auto-suficiência brasileira em produção de petróleo com o início da operação da plataforma P-50 da Petrobras, em abril de 2006, no campo de Albacora Leste, na bacia de Campos (RJ). Além disso, houve uma aceleração de investimentos em programas de inclusão social e econômica, entre os quais o de produção e uso do biodiesel e o de universalização do acesso e uso de energia elétrica, conhecido como Luz para Todos. Rondeau também tratou de questões polêmicas, como a nacionalização do gás boliviano, que acabou provocando a venda de refinarias da Petrobras na Bolívia.

Em maio de 2007, pediu demissão do ministério em decorrência de denúncias de envolvimento com fraudes em licitações de obras do Programa Luz para Todos. Declarou-se inocente das acusações em carta ao presidente da República, que chegou a aventar a possibilidade de sua recondução ao ministério. Seu lugar foi ocupado em caráter interino pelo secretário-executivo Nelson José Hubner Moreira, até a nomeação do senador Edson Lobão como titular efetivo da pasta, em janeiro de 2008.

Paulo Brandi

 

 

FONTES: Agência Brasil (22/5/07). Disponível em : <http://www.agenciabrasil.gov.br/ noticias/2007/05/22/materia.2007-05-22.9292721911/view>; Brasil Energia (n.288/ 2004); CABRAL, L.M.M. Eletronorte, 25 anos; CACHAPUZ, P.B. Panorama; CURRIC. BIOG.; ENGENHEIRO; LIMA, S. Acusado e abandonado; MINISTRO; Portal do Departamento Nacional de Produção Mineral. Notícias (8/7/05). Disponível em : <http://www.dnpm. gov.br/conteudo.asp?IDSecao=99&IDPagina=72&IDNoticiaNoticia=152>.

 

 

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