ROSENMANN, MAX

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Nome: ROSENMANN, Max
Nome Completo: ROSENMANN, MAX

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ROSENMANN, MAX

ROSENMANN, Max

*const. 1987-1988; dep. fed. PR 1987-2008.

Max Rosenmann nasceu em Curitiba em 29 de novembro de 1944, filho de Bernardo Rosenmann e de Otília Rosenmann. Em 1967 iniciou o curso de direito na Universidade Federal do Paraná, diplomando-se em 1973.

Um dos proprietários da rede de joalherias M. Rosenmann e filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) desde 1982, afastou-se da empresa para chefiar, durante o governo de José Richa (1983-1986), a Casa Civil do Paraná, entre 1983 e 1984. No período de 1984 a 1985 foi diretor-superintendente do Instituto de Previdência do Estado (IPE) e conselheiro de administração do Banco de Desenvolvimento do Paraná (Badep), entre 1983 e 1985.

Nas eleições de novembro de 1986 candidatou-se a deputado federal constituinte. Durante a campanha foi acusado por integrantes do partido de ter cometido irregularidades à frente do Instituto de Previdência. Contudo, apoiado pelo empresariado, conseguiu eleger-se.

Empossado em 1º de fevereiro do ano seguinte, integrou como titular a Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social, e como suplente a Subcomissão do Poder Legislativo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo. Vice-líder do PMDB, publicou artigo no jornal O Estado de S. Paulo criticando a estabilidade no emprego proposta pelo Departamento Internacional de Assessoria Parlamentar (DIAP). Classificou-a de medida paternalista, que se voltaria contra o próprio trabalhador, pois levaria “à estagnação da economia privada e, conseqüentemente, à elevação da taxa do desemprego”.

Nos trabalhos da Constituinte votou a favor do mandado de segurança coletivo, da proteção ao trabalho contra demissão sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, da unicidade sindical, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da anistia aos micro e pequenos empresários e da legalização do jogo do bicho. Foi contrário ao rompimento de relações diplomáticas com países que adotassem política de discriminação racial, à pena de morte, à limitação do direito de propriedade privada, à jornada semanal de 40 horas, à proposta de soberania popular, ao voto aos 16 anos, à estatização do sistema financeiro, ao limite de 12% ao ano para os juros reais, à proibição do comércio de sangue, à limitação dos encargos da dívida externa, à criação de um fundo de apoio à reforma agrária e à desapropriação da propriedade produtiva.

Com a promulgação da nova Constituição, em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários da Câmara. Foi membro titular da Comissão de Transportes, Comissão Mista de Orçamento (1989-1990) e da Comissão de Economia, Indústria e Comércio (1990). Nas eleições de outubro daquele ano, candidatou-se a mais um mandato, desta vez na legenda do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), agremiação que se formou em torno da candidatura vitoriosa de Fernando Collor de Melo para presidente da República. Eleito, foi indicado quarto secretário da mesa da Câmara.

Entre 1991 e 1992 foi o quarto secretário da Mesa Executiva da Câmara dos Deputados. Na sessão de 29 de setembro de 1992, foi um dos 441 parlamentares favoráveis à abertura de processo de impeachment — aprovado por 441 votos — contra o presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro, antes mesmo da conclusão de seu julgamento pelo Senado. Foi substituído na presidência pelo vice Itamar Franco, que já ocupava o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Ainda em 1992, Max Rosenmann desligou-se do PRN e ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT). Durante seu mandato votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF). Esteve ausente da sessão que rejeitou o fim do voto obrigatório e foi contrário à criação do Fundo Social de Emergência (FSE) para financiar o programa de estabilização econômica do governo (Plano Real). Neste período, atuou nas Comissões de Economia, Indústria e Comércio, como primeiro vice-presidente, e Minas e Energia, em 1993. Foi terceiro-vice-presidente da Comissão de Finanças e Tributação, em 1994.

Em outubro do mesmo ano reelegeu-se pelo PDT graças à sua base eleitoral de Curitiba e região metropolitana, obtendo a maior votação entre os candidatos a deputado do Paraná com 90.324 votos. Na nova legislatura deu continuidade ao trabalho que fazia na Comissão de Finanças e Tributação. Ainda em 1995, por ocasião da votação das emendas à Constituição, a serem regulamentadas por lei, manifestou-se contra a revisão do conceito de empresa nacional, o fim do monopólio estatal na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais e a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). Esteve ausente da sessão que aprovou a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras. Em oposição à orientação de seu partido, votou a favor do fim do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo, o que resultou na sua expulsão do PDT. Voltou, então, ao PMDB.

Nas votações ocorridas em julho de 1996, declarou-se contrário à instituição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), tributo criado para aumentar a arrecadação do Ministério da Saúde.

Nas eleições municipais de outubro de 1996 candidatou-se à prefeitura de Curitiba, mas foi derrotado por Cássio Taniguchi, do PDT, obtendo o quarto lugar na disputa pela prefeitura de Curitiba com 18.663 votos (2,4% votos válidos). Continuou na Câmara dos Deputados e, em fevereiro de 1997, manifestou-se a favor da emenda que instituiu a reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República. Em novembro seguinte, foi também favorável ao destaque ao projeto de reforma administrativa do governo federal que possibilitou a demissão no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal. Ainda em 1997, tomou parte na Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara. Mais uma vez deixou o PMDB e filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Em outubro de 1998, Max Rosenmann foi eleito para mais um mandato federal, com 90.502 votos. Em novembro seguinte, votou a favor da criação de um teto para as aposentadorias do funcionalismo público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição como critérios de cálculo para a concessão de aposentadorias no setor privado. Assumiu seu novo mandato na Câmara em fevereiro de 1999. Nessa legislatura ocupou a primeira vice-presidência da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e atuou em comissões especiais tais como as de Política Nacional de Habitação, de Normas Gerais para Instituição de Regime de Previdência Complementar, e de Recursos para Assistência Social. Em 2001 deixou o PSDB e filiou-se novamente ao PMDB. Votou contra o fim dos juízes classistas, a favor da recriação da CPMF, da proibição do nepotismo e da desvinculação das receitas da união. No mês de março de 2002, recebeu uma homenagem da Organização Mundial da Família, uma organização internacional ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo suporte que prestou nas propostas de desenvolvimento social e econômico das famílias em todo o mundo.

No pleito de outubro de 2002 Max Rosenmann reelegeu-se deputado pelo PMDB obtendo 140.243 votos, sendo o segundo mais votado de seu estado. Assumindo o novo mandato em fevereiro do ano seguinte, nessa legislatura ocupou a vice-liderança do PMDB entre 2004 e 2005 e foi membro das comissões de Economia, Indústria e Comércio, de Finanças e Tributação, e de Defesa do Consumidor. Dentre as comissões especiais em que atuou destacam-se a que discutiu a Reforma Tributária da qual foi presente, e também as comissões especiais do Código de Trânsito Brasileiro e de Contratos para Consórcios Públicos. Foi ainda membro da Frente Parlamentar contra a proibição da posse de armas por ocasião do referendo que deliberou sobre o assunto em outubro de 2005.

No pleito de outubro de 2006 foi reeleito para seu sexto mandato consecutivo obtendo 116.516 votos pelo PMDB. Nestas eleições, apoiou o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, defendendo um afastamento do partido em relação ao governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva, que acabou sendo reeleito presidente da República. Após ser eleito, Rosenmann foi convidado pelo governador do Paraná, Roberto Requião, para assumiu a secretaria de Transporte do estado mas recusou o convite preferindo permanecer no exercício do mandato de deputado. Nessa legislatura, dentre inúmeras outras atividades parlamentares, manteve-se nas mesmas comissões que integrava na legislatura anterior, ocupando ainda a primeira vice-presidência da Comissão de Finanças e Tributação e foi presidente da Comissão Especial da Lei do Gás. Em março 2007 foi eleito membro do Parlamento do Mercosul, tendo sido um dos  um dos 18 parlamentares brasileiros indicados por seus partidos para integrar a instituição. Manifestou-se ainda contra a prorrogação da CPMF e votou a favor da Medida Provisória que criou a TV Pública.

Max Rosenmann faleceu durante o exercício de seu sexto mandato como deputado federal no dia 25 de outubro de 2008.

Ao longo de sua carreira foi um político bastante atuante em diversas atividades comunitárias no Paraná, tendo sido vice-presidente do Centro de Comércio do Paraná, presidência da associação dos criadores e proprietários dos cavalos de corrida do estado, e membro do conselho deliberativo do Paraná Clube em Curitiba.

Casou-se com Marisley Rosenmann, com quem teve três filhos.

Verônica Veloso

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (18/9/94, 31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 5/2, 29/9, 10/10, 6/11/98); Perfil Parlamentar/Istoé; http://www2.camara.gov.br/ (último acesso em 12/11/2009); http://www.tse.gov.br/ (último acesso em 12/11/2009); http://www.parana-online.com.br/ (último acesso em: 12/11/2009); http://www.folha.uol.com.br/ (último acesso em: 12/11/2009); http://www.vigilantesdademocracia.com.br/ (último acesso em: 14/11/2009).

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