Rui Goethe da Costa Falcão

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Nome: FALCÃO, Rui
Nome Completo: Rui Goethe da Costa Falcão

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

FALCÃO, Rui

* dep. fed. SP 2000-2001.

 

Rui Goethe da Costa Falcão nasceu em Pitangui (MG) no dia 26 de novembro de 1943, filho de Albino de Freitas Falcão e de Tarcila Costa de Almeida Gomes.

Em 1963 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e em 1967 bacharelou-se, mas não chegou a exercer a advocacia. Entre 1963 e 1988 trabalhou em jornais paulistas como A Gazeta, Folha de S. Paulo, Notícias Populares, Jornal da Tarde e Diário do Comércio e Indústria, e de 1977 a 1988 foi diretor de redação da revista Exame. Ainda durante o regime militar (1964-1985) militou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e no grupo Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e ficou três anos preso.

A experiência como jornalista e a militância política levou-o a discutir temas inerentes ao universo político e a filiar-se, em 1982, ao Partido dos Trabalhadores (PT). Interessou-se também pelas demandas de sua categoria, tornando-se diretor estatutário do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo entre os anos de 1983 e 1985. De 1983 a 1987 foi membro do diretório estadual, de 1989 a 1992 presidente do diretório municipal de São Paulo, e de 1989 a 1996 membro do diretório nacional do PT.

Eleito deputado estadual em 1990 e reeleito em 1994, ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa de fevereiro de 1991 a janeiro de 1999 e participou das comissões de Fiscalização e Controle (1991-1994) e de Finanças e Orçamento (1994-1998). Em 1992 coordenou a campanha para prefeito de São Paulo de Eduardo Suplicy, em 1994 chegou a assumir interinamente a presidência do PT e coordenou a campanha presidencial de Luís Inácio Lula da Silva. Em 1995, foi líder do PT na Assembléia.

Em 1998 candidatou-se a deputado federal por São Paulo e obteve uma suplência. De 1999 a 2001 voltou a integrar o diretório municipal do PT em São Paulo e o diretório nacional do partido. Assumiu o mandato na Câmara em 28 de dezembro de 2000, mas dias depois, em 1° de janeiro de 2001, licenciou-se para assumir a Secretaria de Governo da cidade de São Paulo, na administração da prefeita Marta Suplicy. No pleito de 2004 lançou-se candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Marta Suplicy, que tentava a reeleição mas perdeu para o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Serra. Foi então indicado por Marta para coordenar o processo de transição, que, segundo a Folha de S. Paulo de 23 de novembro, se caracterizou por conflitos pontuais entre as equipes. A equipe de José Serra reclamou do modelo adotado e das informações recebidas da gestão petista, enquanto os assessores de Marta disseram que as críticas do PSDB buscavam justificar eventuais tropeços da nova administração no início do mandato.

Nas eleições de 2006, foi mais uma vez eleito deputado estadual com 183.364 votos, figurando como o candidato mais votado do PT no estado de São Paulo e o quarto colocado na classificação geral. Empossado na Assembleia Legislativa em fevereiro de 2007, aproveitou a absolvição do então presidente do Senado Renan Calheiros, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), do processo a que respondia por quebra de decoro parlamentar, para, em artigo publicado na Folha de S. Paulo em 20 de setembro sob o título “Pela democracia, Senado deve acabar”, defender a extinção do Senado Federal. No seu entender, a existência do Senado era um desserviço à democracia brasileira, pois as denúncias de corrupção, a votação secreta, a abstenção nas votações, o poder revisor e a proposição de leis constituíam uma afronta pública ao pacto federativo e ao sistema representativo.

 

Miliandre Garcia

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados; FSP (16/05/2002, 25/10 e 23/11/2004, 04/10/2006, 20/09/2007, 19/12/2008; 02/04 e 09/06/2009).

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