SÁ, Mucio

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Nome: SÁ, Mucio
Nome Completo: SÁ, Mucio

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Fábio Faria DOSSIÊ

, Múcio

* dep. fed. RN 1999-2004.

 

                Múcio Gurgel de Sá nasceu em Mossoró (RN), no dia 05 de abril de 1952, filho de José Nilson de Sá e Maria Helena Gurgel de Sá.

                Formado em administração de empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 1995 filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nesse mesmo ano assumiu o cargo de Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), no qual permaneceu até 1999. Em paralelo à FIERN, presidiu a Associação do Comércio Exterior do Estado do Rio Grande do Norte (1996-1998) e foi Vice-Presidente do Comitê Permanente de Cooperação Internacional do Estado do Rio Grande do Norte (1996-1998), assim como do Sindicato das Indústrias de Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Rio Grande do Norte (1996-1999).

                No ano de 1996, a convite do então governador potiguar Garibaldi Alves Filho (1995-1999), do PMDB, assumiu como Secretário de Estado de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, cargo no qual atuou até 1998. No pleito eleitoral de outubro do mesmo ano candidatou-se à Câmara dos Deputados, sendo eleito com 82.485 votos. Em fevereiro de 1999 tomou posse no Congresso Nacional, tornando-se membro titular de duas comissões especiais para proposta de emenda constitucional (PEC): uma que propunha estabelecer o Parlamentarismo e outra, transformada em emenda constitucional, sobre extinção da representação classista na justiça do trabalho.

                Em 2001 filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), no qual atuou como membro da Executiva Nacional, como tesoureiro e como integrante da Diretoria Regional. Nesse mesmo ano, foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a aplicação irregular de recursos do Fundo de Investimento do Nordeste (FINOR). A publicação do relatório final da CPI foi cercada de intensas discussões, uma vez que do documento foram suprimidos dados e provas documentais contra 600 empresas, do total de 653 investigadas.  Em entrevista à Folha de S. Paulo, Mucio Sá ressaltou o resultado positivo das investigações feitas pela Comissão e afirmou que todas as provas documentais, mesmo as excluídas do relatório final, integravam a CPI por serem juridicamente corretas e válidas para qualquer investigação.

                No decorrer do ano de 2002, foi escolhido membro titular da comissão especial para a PEC que instituía o Plano Nacional de Cultura, transformada em emenda constitucional aprovada pelo Congresso. Nas eleições de outubro candidatou-se à reeleição e obteve 71.590 votos, que lhe garantiram vaga de suplente na Câmara dos Deputados. Em fevereiro de 2003 reassumiu mandato de congressista na legislatura 2003-2007, nele permanecendo até junho do ano seguinte.

                Em agosto, por ocasião da votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, votou a favor da proposta apresentada pelo Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007), aprovada em dois turnos no Congresso e encaminhada ao Senado Federal. Em dezembro o então presidente do Senado, José Sarney (PMDB), promulgou a emenda constitucional que alterou o sistema previdenciário do país, especialmente quanto às regras relativas a aposentadorias e pensões, previdência complementar, paridade entre funcionários públicos ativos e inativos, e contribuição de estados e municípios. Durante 2003, ano em que se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), atuou como titular da comissão especial para PEC sobre redução da jornada de trabalho, arquivada pela Câmara.

                Em 2006 foi indiciado, com outros congressistas, pelo Ministério Público Federal, por envolvimento com a “máfia dos sanguessugas”, grupo que incluía parlamentares acusados de criar emendas destinadas à compra superfaturada de ambulâncias, entre os anos de 2002 e 2003 – seu nome constara na lista de deputados investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que averiguou o episódio. Em agosto, no decorrer das investigações, renunciou à Secretaria Extraordinária para Assuntos Institucionais do Rio do Grande do Norte, que ocupava a convite de Wilma Maria de Faria, governadora potiguar desde 2003.  Em dezembro de 2006, o relatório final da CPI das Sanguessugas pediu o indiciamento de dez pessoas, enumerou prefeituras que teriam sido alvos do esquema e apontou o arquivamento dos processos contra todos os deputados, sob a alegação de falta de tempo para julgá-los.

                Ao longo de sua atuação como deputado federal, foi membro do Grupo de Trabalho Transposição do Rio São Francisco e titular de três comissões permanentes: Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Economia, Indústria e Comércio; Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Atuando como empresário, exerceu os cargos de Diretor Superintendente e Vice-Presidente do Conselho de Administração da MAISA, grupo industrial do segmento de fruticultura fundado em Mossoró, na década de 1970, por seu pai e por Geraldo Cabral Rola. A MAISA compreendia a Mossoró Agro Industrial S/A e a Mossoró-Indústria e Comércio S/A.

Casou-se com Aldaniza Ramalho Pereira de Sá.

Luciana Pinheiro

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados (http://www2.camara.gov.br/; acessado em 25/02/2009); Portal Congresso em Foco (http://congressoemfoco.ig.com.br/; acessado em 28/02/2009); Portal do Jornal Folha de São Paulo (http://www.folha.uol.com.br/; acessado em 27/02/2009); Portal do Jornal O mossoroense                                                    (http://www2.uol.com.br/omossoroense/; acessado em 27/02/2009); Portal do Jornal Tribuna do Norte (http://tribunadonorte.com.br/; acessado em 28/02/2009); Portal do Ministério da Cultura (http://www.cultura.gov.br/; acessado em 28/02/2009); Portal Terra (http://noticias.terra.com.br/; acessado em 27/02/2009); Portal do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (http://www.tre-rn.gov.br/; acessado em 25/02/2009).

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