SALVATTI, Ideli

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Nome: SALVATTI, Ideli
Nome Completo: SALVATTI, Ideli

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

SALVATI, Ideli

*sen. SC 2003-

 

Ideli Salvati Garcia nasceu em Santo André (SP) no dia 18 de março de 1952.

Atuou no movimento estudantil secundarista e em projetos de alfabetização de adultos em Santo André, no ABC paulista, até 1970.  Transferiu-se para a capital paranaense, desenvolveu trabalhos nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da periferia da cidade, de 1973 a 1976. Em 1976, mudou-se para Santa Catarina.  

Em 1980, foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT) em Joinville (SC), fazendo parte do diretório e da executiva regional. Em 1987, foi eleita presidente da Associação dos Licenciados em Santa Catarina (Alisc), que deu origem ao Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte). Foi professora de matemática do quadro do magistério estadual catarinense de 1983 até 1994. Foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte/SC) por dois mandatos, em 1989 e em 1992. Em 1993, também iniciou sua militância no movimento sindical na Associação dos Professores de Joinville (APJ). Foi uma das fundadoras da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SC), sendo tesoureira na gestão 1988-1991.

Em 1994, elegeu-se deputada estadual pelo PT, reelegendo-se em 1998. Neste período, foi líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa (1995-96), membro de quatro comissões permanentes, presidente das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Telefonia Rural Catarinense (1995) e das Letras (1997). Entre 2000 e 2001, foi integrante da CPI do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc).

Em outubro de 2002, foi eleita para o Senado por Santa Catarina na legenda petista. Obteve 1.054.304 votos, tendo sido a primeira mulher eleita pelo estado para o Senado. Assumiu o mandato em fevereiro de 2003 e integrou as comissões de Constituição, Justiça e Cidadania, a de Educação, Cultura e Esporte e a de Serviços de Infraestrutura.

Líder da bancada do PT no Senado, votou a favor da reforma da Previdência e da reforma tributária. Em 2005, o projeto de lei de sua autoria que garantia as gestantes o direito a escolher um acompanhante para a hora do parto foi aprovado e transformado em lei. Ainda na área da Saúde, Ideli propôs que o Sistema Único de Saúde (SUS) distribuísse de graça a vacina contra o câncer do colo do útero, terceira causa de morte por câncer entre as mulheres. Na área da Educação, a senadora propôs a institucionalização, em todo o país, da eleição direta para diretores. Ideli apresentou ainda projeto para que as instituições públicas federais de educação profissional e tecnológica reservassem suas vagas para estudantes negros e indígenas, no mínimo igual à proporção verificada no último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As vagas não preenchidas, segundo esses critérios, seriam completadas por estudantes que tivessem cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Teve uma atuação destacada como membro titular da comissão parlamentar mista de inquérito dos Correios em 2005, que foi instaurada para apurar um suposto esquema de pagamento de propina gerido pelo presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, nos Correios. Na CPMI foi uma das mais combativas defensoras do governo Lula e do PT.

Em 2006, integrou a comissão que investigou o esquema de desvio de recursos do orçamento federal por meio da venda superfaturada de ambulâncias, ônibus escolares e equipamentos de informática que ficou conhecido como “máfia das sanguessugas”.

 Em 2009, foi designada para integrar a CPI que apurou irregularidades envolvendo a empresa Petróleo Brasileiro S/A e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP). Ainda em 2009, com a renúncia de Roseana Sarney para assumir o governo do Maranhão, Ideli Salvati se tornou líder do governo de Lula no Congresso.

Em agosto, votou pelo arquivamento das ações contra o ex-presidente e senador José Sarney, na reunião do Conselho de Ética. A senadora garantiu que não votou pela preservação de Sarney, ao manter arquivadas as denúncias contra ele, mas pela governabilidade do país e pelo apoio ao candidato do PT, nas eleições presidenciais de 2010.

Em setembro de 2009, divulgou uma nota se defendendo de uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, sobre um curso para executivos pago pelo Senado, que custou R$ 70 mil reais. Ideli teria devolvido todo o montante gasto com o curso. Segundo denúncia do jornalista Ricardo Noblat, em seu blog, a empresa que levou a senadora e um assessor para esse curso no exterior, a Newfield Consulting, com sede em Florianópolis, tinha entre seus funcionários temporários uma nora da petista, Maria Solange Fonseca, casada com Filipe Mescolotto, filho da parlamentar com seu ex-marido, o presidente da Eletrosul, Eurides Mescolotto.

Em outubro, a revista Veja publicou matéria sobre investigações conduzidas pela Polícia Federal em Santa Cataria que indicaram supostas irregularidades em repasses de recursos públicos a organizações não-governamentais (ONGs) feitos por Ideli. De acordo com a reportagem, um dos órgãos sob investigação seria a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul) que teria utilizado parte de R$ 5 milhões recebidos do governo para bancar campanhas políticas. Os envolvidos, segundo a revista, seriam “correligionários, amigos ou assessores” da senadora. Ideli atribuiu as denúncias à “guerra político partidária” que teria sido instalada em Santa Catarina pelo Democratas (DEM) com o objetivo de antecipar o debate eleitoral de 2010.

No final de 2009, passou a presidir a Comissão de Mudanças Climáticas. Nesse ano, defendeu ainda o ingresso da Venezuela no Mercado Comum do Sul (Mercosul) – bloco de integração regional, que se iniciou em 26 de março de 1991, com a assinatura do Tratado de Assunção pelos governos de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Ao longo de sua trajetória, licenciou-se em física pela Universidade Federal do Paraná.

   Do casamento com Eurides Mescolotto, além de Felipe teve mais um filhos.

                                                                                                                

                                                                                                                                Bruno Marques                                                                                                                                                                              

FONTES: www.ideli.com.br (Data de acesso: 06.11.2009); www.senado.gov.br/comunica/agencia/agenciaacessivel/perfildossenadores/sc.htm (Data de acesso: 06.11.2009); www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/18/materia.2009-05-18.7434453838/view (Data de acesso: 06.11.2009); http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/09/11/nora-de-ideli-salvatti-trabalhou-na-newfield-221939.asp (Data de acesso: 06.11.2009); http://jusvi.com/noticias/28798 (Data de acesso: 06.11.2009) ; http://www.professorsoares.adv.br/denun1.html (Data de acesso: 06.11.2009); http://www.alesc.sc.gov.br/proclegis/tramitacao.php (Data de acesso: 06.11.2009);  http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2624118.xml&template=3898.dwt&edition=12953&section=134 (Data de acesso: 06.11.2009); http://www.safernet.org.br/site/noticias/patrícia-saboya-apresenta-resultados-cpmi-exploraç-sexual-congresso-mundial (Data de acesso: 06.11.2009); http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG74886-6009-427,00.html (Data de acesso: 06.11.2009); http://www.senado.gov.br/senamidia/parla/noticiaDoSenado.asp?ud=20091109&datNoticia=20091109&codParlamentar=3373&codNoticia=90815&nomParlamentar=Ideli+Salvatti (Data de acesso: 06.11.2009).

 

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