SCARANO, DELSON

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Nome: SCARANO, Delson
Nome Completo: SCARANO, DELSON

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SCARANO, DÉLSON

SCARANO, Délson

*dep. fed. MG 1971-1975, 1979-1983 e 1985-1987.

 

Délson Scarano nasceu em São Tomás de Aquino (MG), no dia 28 de novembro de 1921, filho de Roque Scarano e de Otília Braia Scarano.

Proprietário rural e comerciante, após cursar o secundário em sua cidade natal realizou cursos intensivos de economia e de mercado de capitais. De 1943 a 1947 exerceu as funções de delegado de polícia nas cidades mineiras de Cássia e Capetinga. Eleito vereador nessa última, na legenda do Partido Social Democrático (PSD), tornou-se a seguir líder de seu partido na Câmara Municipal.

Em outubro de 1962, elegeu-se deputado estadual em Minas Gerais na mesma legenda. Assumindo em fevereiro de 1963 uma cadeira na Assembléia Legislativa, aí foi membro da Comissão de Finanças, vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e líder da bancada de seu partido em 1965. De novembro a dezembro desse ano, licenciou-se, sendo substituído por Álvaro Sales.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964. Reelegeu-se em novembro de 1966 na legenda desse partido. Na nova legislatura, iniciada em fevereiro de 1967, além de ser mantido na Comissão de Finanças, foi relator do projeto de lei orçamentária do estado e presidente da Comissão de Defesa da Cafeicultura de Minas Gerais entre 1967 e 1969. Representou ainda oficialmente a Assembléia e o governo mineiro nos congressos nacionais do Café realizados em São Paulo, em 1967, e em Curitiba, em 1968. Fez também parte, nesse último ano, da Comissão de Cafeicultura da Federação da Agricultura de Minas Gerais. Em 1969, representou o Legislativo mineiro no Congresso das Assembléias Legislativas em Salvador e, no ano seguinte, foi o organizador — e representante da Assembléia e do governo estaduais — do Congresso Nacional do Café, realizado desta vez em Poços de Caldas (MG).

Em novembro de 1970, elegeu-se deputado federal por Minas Gerais, na legenda da Arena. Deixando a Assembléia Legislativa, assumiu seu mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1971. Nesse mesmo ano, desligou-se da Comissão de Cafeicultura da Federação de Agricultura do Estado de Minas Gerais. Durante essa legislatura, foi vice-presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural, suplente da Comissão de Orçamento e membro da comissão especial criada para regulamentar as atividades turísticas no país. Em novembro de 1974 candidatou-se à reeleição na legenda da Arena, obtendo apenas a quinta suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1975, ao encerrar-se a legislatura, não voltando a ocupar uma cadeira no período legislativo que se seguiu.

Durante o período em que esteve afastado do parlamento, desempenhou a função de diretor de desenvolvimento rural da Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário (Ruralminas), entre 1975 e 1979. Nesse período — na condição de membro e depois presidente da Comissão do Café da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e de representante da Junta Consultiva do IBC — participou de reuniões internacionais sobre café nos anos de 1976, 1977 e 1979, e também em 1980 e 1981, realizadas em Londres, Inglaterra.

Em novembro de 1978 voltou a eleger-se deputado federal por Minas Gerais, ainda na legenda da Arena, assumindo o novo mandato em fevereiro de 1979. Nessa legislatura, foi, mais uma vez, membro da Comissão de Agricultura e Política Rural. Com a extinção do bipartidarismo, em 29 de novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), de apoio ao governo. No pleito de novembro de 1982 tentou nova reeleição na legenda do PDS, mas conseguiu apenas uma segunda suplência, tendo concluído seu mandato em janeiro de 1983.

Delegado do Ministério da Agricultura no estado de Minas Gerais entre 1984 e 1985, nesse período foi também conselheiro da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, durante o governo de Hélio Garcia (1984-1987). Em abril de 1985, voltou à Câmara dos Deputados, na vaga aberta pela saída de Magalhães Pinto, acometido de grave enfermidade, sendo efetivado no exercício do mandato em novembro seguinte. Em novembro de 1986, candidatou-se a uma vaga na Assembléia Nacional Constituinte (ANC), pelo PDS, mas não conseguiu se eleger. Deixou a Câmara em janeiro de 1987, ao final da legislatura. Em outubro de 1990, voltou a disputar o mandato de deputado federal, sempre pelo PDS, e mais uma vez alcançou somente a terceira suplência.

Abandonando definitivamente a carreira política, em agosto de 1991 Délson Scarano radicou-se em São Sebastião do Paraíso, onde retomou as atividades de cafeicultor (compra e venda de café) e fazendeiro.

Foi membro e presidente da Comissão do Café da Confederação Nacional de Agricultura. Fez também o curso da Associação dos Diplomados pela Escola Superior de Guerra (ADESG).

Faleceu em São Sebastião do Paraíso, no dia 24 de novembro de 1999.

Era casado com Odete de Sousa Scarano, com quem teve cinco filhos.

Publicou Eliminação gradual do confisco cambial do café (1967), Renovação da cafeicultura no Brasil (1968) e A administração mineira em face do café (1970).

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1983-1987); CURRIC. BIOG.; NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9).

 

 

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