SECO, VASCO ALVES

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Nome: SECO, Vasco Alves
Nome Completo: SECO, VASCO ALVES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SECO, VASCO ALVES

SECO, Vasco Alves

*militar; comte. II ZA 1947-1949; ch. Emaer 1951-1953; min. Aer. 1955-1956; comte. ESG 1956-1959, min. STM 1959-1965.

 

Vasco Alves Seco nasceu em Porto Alegre no dia 4 de maio de 1898, filho de João da Cruz Seco e de Julieta Sarmento Seco.

Fez o curso primário no Ginásio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo (RS), e o ginásio em Hamburgo, na Alemanha.

Em abril de 1917 matriculou-se na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, de onde saiu aspirante-a-oficial da arma de artilharia em dezembro de 1919. Em abril de 1920 foi promovido a segundo-tenente e, matriculando-se na Escola de Aviação Militar, no Rio de Janeiro, fez o curso de observador aéreo. Em maio de 1921 foi promovido a primeiro-tenente. Nesse mesmo ano matriculou-se no curso de aperfeiçoamento de oficiais da artilharia, obtendo boa classificação, o que lhe deu direito a ingressar na Escola de Estado-Maior do Exército. Participou, como observador aéreo, das operações de combate à Revolta de 1924 em São Paulo. No regresso de sua missão, sofreu um acidente com um avião Briguet 14.

Em novembro de 1927, transferiu-se para a arma da aviação, alcançando a patente de capitão em fevereiro do ano seguinte. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, foi assessor para assuntos de aviação no estado-maior do general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, chefe das forças legalistas, e em junho do ano seguinte foi promovido a major. No ano de 1937 comandou, em Curitiba, o 5º Regimento de Aviação, unidade que foi tida como modelo. Em setembro de 1938 foi promovido a tenente-coronel e designado chefe de operações, informações e treinamento da Diretoria de Aviação Militar. Foi ainda diretor de ensino da Escola de Aviação Militar.

Em janeiro de 1941, com a fundação do Ministério da Aeronáutica, passou a integrar a Força Aérea Brasileira (FAB), Foi nomeado para chefiar o gabinete técnico do ministro Joaquim Pedro Salgado Filho, como também para a subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (Emaer). Em dezembro ainda de 1941 foi promovido a coronel-aviador.

No ano de 1942, como representante da Aeronáutica, participou da Comissão TécnicoMilitar Mista Brasileiro-Americana, com sede em Washington. Os outros integrantes da comissão eram Estêvão Leitão de Carvalho, pelo Exército, e Álvaro Rodrigues Vasconcelos, pela Marinha. Visitou o teatro de operações na Europa em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), tomando parte ativa nos estudos e na preparação do envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a Itália. Cursou nos Estados Unidos a Escola de Comando e Estado-Maior de Fort Leavenworth, sendo depois mais uma vez nomeado para a subchefia do Emaer.

Em março de 1944 foi promovido a brigadeiro-do-ar. Em abril de 1946 passou a comandar a Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos, no Rio, função que exerceu até outubro do ano seguinte, quando assumiu o comando da II Zona Aérea (II ZA), sediada em Recife, substituindo o brigadeiro João Correia Dias Costa. Deixou o comando da II ZA em julho de 1949, sendo substituído pelo brigadeiro Álvaro Hecksher, e, em setembro de 1950, foi promovido a major-brigadeiro.

Entre fevereiro de 1951 e janeiro de 1953, a convite do ministro da Aeronáutica Nero Moura, assumiu a chefia do Emaer. Seu antecessor na chefia dessa unidade, brigadeiro Ajalmar Mascarenhas, retomou ao posto com sua saída. Em seguida, por decreto do então presidente da República, Getúlio Vargas, foi nomeado adido aeronáutico à embaixada do Brasil em Washington.

 

No Ministério da Aeronáutica

Na madrugada de 11 de novembro de 1955, um movimento militar liderado pelo ministro da Guerra demissionário, general Henrique Teixeira Lott, depôs o presidente interino Carlos Luz, acusado de manter ligações com os setores políticos da União Democrática Nacional (UDN) que planejavam impedir a posse do presidente eleito no mês anterior, Juscelino Kubitschek. Embora o general Lott tivesse o apoio do Exército do Rio de Janeiro e dos comandos vizinhos, os ministros da Aeronáutica, Eduardo Gomes, e da Marinha, Edmundo Amorim do Vale, denunciaram sua ação como “ilegal e subversiva”.

Carlos Luz, acompanhado de Eduardo Gomes e de vários ministros do governo, partiu no cruzador Barroso para Santos, numa tentativa de instalar um governo em São Paulo. Entretanto, o Congresso, convocado extraordinariamente, legitimou a deposição de Carlos Luz, dando posse imediata a seu sucessor constitucional, Nereu Ramos vice-presidente do Senado.

À frente da presidência da República, Nereu Ramos nomeou Vasco Alves Seco e Antônio Alves Câmara para os ministérios da Aeronáutica e da Marinha, respectivamente, em substituição a Eduardo Gomes e a Amorim do Vale. Ainda no mês de novembro, Vasco Alves Seco, Alves Câmara e Lott enviaram ao presidente da República um memorando solicitando a decretação do estado de sítio e reafirmando seu total apoio ao novo presidente no sentido de impedir a adoção de qualquer forma de governo extralegal. O estado de sítio vigorou até a posse de Juscelino, que conservou Vasco Alves Seco no ministério, em 31 de janeiro de 1956.

Em fevereiro de 1956, eclodiu uma rebelião promovida por um grupo de oficiais antigetulistas da FAB, que se apossaram da base aérea de Jacareacanga, no Pará. Nessa ocasião, Vasco Alves Seco expôs, em reunião com Juscelino e outros ministros, os fatos ocorridos na FAB, assim como a posição de hostilidade dos oficiais, daquela corporação em relação ao governo. Embora tenha se desentendido com Kubitschek acerca da pouca disponibilidade de oficiais da FAB favoráveis ao governo, manteve-se na pasta até ver sufocado o levante, tendo colaborado na execução dos planos de combate aos sediciosos. Entretanto, no dia 20 de março, logo após ter sido extinto o foco de rebeldia, pediu demissão do cargo, para o qual foi nomeado o brigadeiro Henrique Fleius.

Em abril desse mesmo ano, substituindo o marechal-do-ar Ajalmar Mascarenhas, passou a ser comandante da Escola Superior de Guerra (ESG), permanecendo nesse posto até março de 1959, quando foi nomeado ministro do Superior Tribunal Militar (STM). O marechal Artur Hescket Hall substituiu-o em seu cargo anterior. Em maio de 1960 foi promovido a tenente-brigadeiro e, em setembro de 1965, foi reformado no posto de marechal-do-ar, deixando o STM.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 1965.

Casou-se com Ilca de Vincensi Seco, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais; CORRESP. ESC. SUP. GUERRA; CORRESP. II COMDO. AÉREO REGIONAL; CORRESP. SUP. TRIB. MILITAR; CORTÉS, C. Homens; COSTA, M. Cronologia; COUTINHO, A. Brasil; Encic. Mirador; Grande encic. Delta; KUBITSCHEK, J. Meu; MIN. AER. Almanaque; MIN. GUERRA, Almanaque; MIN. GUERRA. Subsídios; MIN. REL. EXT. Relatório; Personalidades; QUADROS, J. História; RACHE, P. Outros; SILVA, H. 1942; WANDERLEY, N. História.

 

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