SEIXAS, LUIS SIQUEIRA

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Nome: SEIXAS, Luís Siqueira
Nome Completo: SEIXAS, LUIS SIQUEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SEIXAS, LUÍS SIQUEIRA

SEIXAS, Luís Siqueira

*pres. INPS 1972-1974.

Luís Siqueira Seixas nasceu em Campos (RJ) no dia 17 de maio de 1913, filho de João Batista Ribeiro Seixas e de Lúcia Siqueira Seixas.

Diplomou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, especializando-se em ginecologia e obstetrícia. Mais tarde foi diretor do Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência (SAMDU) e em abril de 1967 foi nomeado assessor especial do Gabinete Civil da Presidência da República, no governo do marechal Artur da Costa e Silva (1967-1969). Permaneceu no cargo até novembro de 1969, sendo designado, ainda nesse ano, assessor-chefe do Ministério do Trabalho e Previdência Social, na gestão do ministro Júlio Barata (1969-1974). Em setembro de 1972 deixou o ministério para assumir a presidência do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em substituição a Cleber Gallart. Permaneceu no cargo até março de 1974 quando, ao final do governo Médici, deixou a presidência do INPS, sendo substituído em caráter interino por Haroldo Moreira até a posse do novo presidente, Reinhold Stephanes, quatro meses depois.

Em março de 1976 foi instituída na Câmara uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para averiguar a permuta de um terreno do INPS por cinco hospitais, efetuada em 1974 em sua administração. O relatório apresentado em agosto seguinte pela comissão concluiu que a transação resultara “em manifestos prejuízos ao patrimônio do INPS”, já que o terreno em questão era muito valorizado, enquanto os hospitais se encontravam em péssimas condições. O relatório o apontou como o principal responsável pela operação, acusando-o de “administrador despreparado”.

Contestando essas conclusões, Luís Siqueira Seixas declarou em entrevista ao Jornal do Brasil que, além de “cara e dispendiosa” e “custeada com o dinheiro do povo”, a instauração da CPI era desnecessária, tendo em vista que, para esclarecer a questão, bastava ser pedido um inquérito administrativo ao ministro do Trabalho e Previdência Social, o que ele próprio já fizera formalmente.

FONTES: CORRESP. INST. NAC. PREV. SOC.; Globo (30/3/74); Jornal do Brasil (18/12/73 e 1/9/76); Veja (1/9/76).

 

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