SERGIO ROBERTO PACHECO CURY

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Nome: CURY, Sergio
Nome Completo: SERGIO ROBERTO PACHECO CURY

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CURY, SÉRGIO

CURY, Sérgio

*dep. fed. RJ 1991-1995.

Sérgio Roberto Pacheco Cury nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 28 de dezembro de 1953, filho de Jorge Said Cury e de Judith Pacheco Cury. Seu pai foi deputado federal pelo Rio de Janeiro (1963-1966 e 1976-1987).

Em 1975, Sérgio Cury  iniciou o curso de direito na Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas, no Rio de Janeiro, concluindo-o em 1979. Procurador da Câmara Municipal de Niterói em 1981, no ano seguinte foi assessor de gabinete do prefeito Armando Barcelos, de Niterói. Filiado inicialmente ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), mais tarde transferiu-se para o Partido Democrático Trabalhista (PDT), em cuja legenda concorreu a uma cadeira de deputado federal no pleito de outubro de 1990.

Eleito com o apoio do vereador Jorge Felipe, do PDT, e dos sindicatos para os quais advogava, tomou posse no cargo em fevereiro de 1991, participando dos trabalhos legislativos como titular da Comissão de Relações Exteriores e como suplente na Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.

Em 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura de um processo de impeachment contra o presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação da Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Nas principais matérias constitucionais apresentadas ao longo da legislatura 1991-1995, Sérgio Cury esteve ausente nas votações do fim do voto obrigatório, da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,25% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde, e da instituição do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiu ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas.

No pleito de outubro de 1994 concorreu à reeleição, ainda na legenda do PDT, porém não teve sucesso. Devido a suspeitas de fraudes na apuração dos resultados, a eleição para deputados e senadores foi anulada por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e na nova votação, realizada em novembro, mais uma vez Cury não se elegeu. Deixou, com isso, a Câmara em janeiro do ano seguinte, quando terminou seu mandato.

Casou-se com Míriam Itabaiana Nicolau Cury, com quem teve dois filhos.

FONTES: CÂM. DEP.  Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94); Globo (20/3/96); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991).

 

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