SILVIO PESSOA DE CARVALHO

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Nome: PESSOA, Sílvio
Nome Completo: SILVIO PESSOA DE CARVALHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PESSOA, SÍLVIO

PESSOA, Sílvio

*dep. fed. PE 1997-1999.

Sílvio Pessoa de Carvalho nasceu em Recife no dia 1º de abril de 1935, filho de José Batista de Carvalho e de Maria das Dores Pessoa de Carvalho.

Em 1951, tornou-se agente administrativo da prefeitura de Recife. Seis anos depois, em 1957, ingressou no curso de ciências jurídicas e sociais da Faculdade de Direito de Recife, concluindo-o em 1961. Ainda estudante universitário, filiou-se à União Democrática Nacional (UDN), chegando a ocupar a presidência de sua comissão executiva regional. Elegeu-se deputado estadual no pleito de novembro de 1962. Assumiu o mandato no início do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como quarto-secretário da mesa da Assembléia Legislativa e membro titular da Comissão de Constituição e Justiça. Em 1965, participou do Seminário Transformação Social nas Américas, realizado em Washington, nos Estados Unidos. Com o advento do bipartidarismo decorrente do Ato Institucional nº 2 (AI-2) de 27 de outubro deste ano, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964, exercendo o restante do mandato por esta legenda.

Foi reeleito deputado estadual no pleito de novembro de 1966, na legenda da Arena. Assumiu novo mandato no início do ano seguinte, sendo membro titular da Comissão de Constituição e Justiça. Em 1967, licenciou-se do mandato para assumir o cargo de secretário de Justiça da Prefeitura de Recife, permanecendo na pasta até o ano seguinte. De volta à Assembléia Legislativa, em 29 de abril de 1969, teve seu mandato cassado com base no Ato Institucional nº 5 (AI-5), promulgado em 13 de dezembro do ano anterior.

Devido à cassação de seus direitos políticos, passou a atuar na iniciativa privada. Em 1974, tornou-se superintendente regional do Grupo Financeiro Novo Rio, em Recife, cargo que exerceria até 1982. Acumulou esta atividades com o exercício da advocacia, após ter sido contratado, em 1975, como advogado da Prefeitura de Recife. Com a aprovação da lei da anistia, em 1979, retomou a atividade política, filiando-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar. Com o fim do bipartidarismo, em novembro deste ano, e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se, em 1980, ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Permaneceu neste partido apenas um ano, ingressando em seguida no Partido Democrático Trabalhista (PDT), liderado pelo ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.

Em sua atividade privada, tornou-se, em 1982, diretor administrativo e financeiro da Concessionária de Veículos SAEL, em Recife, exercendo esta função até 1985. No ano seguinte, assumiu a Secretaria Municipal de Finanças, cargo que exerceria até 1988. Em 1987, tornou-se presidente da Associação Brasileira de Secretários de Finanças de Capitais (Abrasf) e membro do conselho de administração do Banco de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco S.A. (Bandepe). Deixou o PDT em 1988, para filiar-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Neste partido, ocupou a presidência de sua comissão executiva regional, exercendo o cargo até 1991. Em 1989, foi indicado como diretor e depois presidente da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco.

Nas eleições municipais de outubro de 1992, elegeu-se vice-prefeito de Recife, lançado pela coligação que apoiou o candidato do PMDB, Jarbas Vaconcelos. Assumiu o mandato em janeiro do ano seguinte. Desincompatibilizou-se do cargo para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, na legenda do PSDB, nas eleições de outubro de 1994. Não conseguindo eleger-se, Sílvio Pessoa obteve a condição de primeiro suplente da bancada do PSDB de Pernambuco. Terminado o seu mandato de vice-prefeito de Recife, em 31 de dezembro de 1996, tornou-se titular na Câmara dos Deputados, em 2 de janeiro do ano seguinte. Ocupou então o lugar do deputado Roberto Magalhães, que se desincompatibilizara do cargo para assumir a prefeitura de Recife. Nos primeiros dias de sua legislatura, desligou-se do PSDB para filiar-se novamente ao PMDB. Participou dos trabalhos legislativos como membro efetivo da Comissão de Constituição e Justiça.

Em janeiro/fevereiro de 1997, apoiou a emenda constitucional que permitiu a reeleição para os cargos de presidente da República, governadores e prefeitos.

Durante as votações da reforma da previdência e da administração pública, manifestou-se a favor da exigência de idade mínima e tempo de contribuição para aposentadoria no setor privado, contra o limite de 1.200 reais para as aposentadorias no setor público e contra a quebra da estabilidade dos servidores da União, estados e municípios.

Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final da legislatura, não tendo se candidatado à reeleição no pleito de outubro do ano anterior.

Foi conselheiro da seção pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e presidente do Sport Clube Recife.

Casou-se com Teresa Maria Matos de Carvalho, com quem teve quatro filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999, 1995-1999, supl.); DIAP. Quem; Folha de S. Paulo (29/9/98); Globo (29/1/97 e 10/10/98); TRIB. REG. ELEIT. PE. Dados (1998).

 

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