SOARES, GERSON DE MACEDO

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Nome: SOARES, Gérson de Macedo
Nome Completo: SOARES, GERSON DE MACEDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOARES, GÉRSON DE MACEDO

SOARES, Gérson de Macedo

*militar; comte. III DN 1955-1956; ch. EMA 1957.

 

Gérson de Macedo Soares nasceu na chácara das Palmeiras, em Cabuçu, estação do Méier, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 23 de março de 1894, filho de Brotero Frederico de Macedo Soares, engenheiro, e de Carolina Pires de Macedo Soares. Sua família teve marcante influência na vida política e cultural do país, a começar por seu avô, Joaquim Mariano de Azevedo Soares, fazendeiro e expoente da aristocracia rural fluminense. O conselheiro Antônio Joaquim de Macedo Soares, seu tio, foi ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de 1892 a 1905. Vários de seus primos destacaram-se na vida política: José Eduardo de Macedo Soares foi deputado federal de 1915 a 1923, deputado à Constituinte de 1934 e senador de 1935 a 1937; José Carlos de Macedo Soares foi deputado à Constituinte de 1934, ministro das Relações Exteriores de 1934 a 1937 e de 1955 a 1958, ministro da Justiça em 1937 e interventor federal em São Paulo de 1945 a 1947; José Roberto de Macedo Soares foi embaixador no Uruguai entre 1945 e 1951; José Cássio de Macedo Soares foi deputado federal de 1935 a 1937; Edmundo de Macedo Soares e Silva foi ministro da Viação e Obras Públicas em 1946, governador do estado do Rio de Janeiro entre 1947 e 1951 e ministro da Indústria e Comércio de 1967 a 1969; José Armando de Macedo Soares Afonseca foi deputado federal à Constituinte em 1946 e Hélio de Macedo Soares e Silva foi deputado federal entre 1951 e 1955.

Sentou praça na Escola Naval do Rio de Janeiro em abril de 1912. Em janeiro de 1916 foi promovido a segundo-tenente e designado para viajar à Holanda com o objetivo de buscar os carvoeiros Mearim e Pindari, bem como a cábrea Paraguaçu. Seguiu até a Inglaterra em meio à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), encontrando os portos ingleses bloqueados por ação dos alemães.

Foi promovido a primeiro-tenente em julho de 1918. Em setembro de 1924 tornou-se capitão-tenente. Entre 1928 e 1930, comandou a Escola de Aprendizes-Marinheiros do Paraná, em Paranaguá. Durante a Revolução Constitucionalista deflagrada em São Paulo em julho de 1932, foi imediato no contratorpedeiro Mato Grosso na repressão ao movimento, derrotado em outubro desse ano.

Em agosto de 1934 foi promovido a capitão-de-corveta. No ano seguinte tornou-se oficial de tiro da Esquadra, no estado-maior do almirante Raul Tavares, comandante-em-chefe da Esquadra. Em dezembro de 1942 foi promovido a capitão-de-fragata.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), chefiou o estado-maior do almirante Alfredo Carlos Soares Dutra, comandante da Força Naval do Nordeste, em operações de guerra. Comandou o contratorpedeiro Mato Grosso e a corveta Caravelas. Passou a capitão-de-mar-e-guerra em maio de 1946. De abril de 1949 a junho de 1953 representou o Ministério da Marinha no Conselho Nacional de Petróleo (CNP).

Em 1950 foi encarregado do Escritório de Compras da Marinha em Washington. No ano seguinte cursou a Escola de Guerra Naval e foi promovido, em maio, a contra-almirante. Foi então designado presidente da Comissão de Recebimento dos Cruzadores Barroso e Tamandaré em Filadélfia (EUA), retornando ao Brasil em 1952.

Em outubro de 1954 foi promovido a vice-almirante. De fevereiro do ano seguinte até junho de 1956 comandou o III Distrito Naval, no lugar de Américo Jacques Mascarenhas da Silveira. Foi substituído por Heitor Batista Coelho, ao deixar esse posto. No ano seguinte tornou-se inspetor-geral da Marinha. Almirante-de-esquadra, foi designado chefe do Estado-Maior da Armada (EMA) em outubro de 1957 no lugar de Renato de Almeida Guillobel, exercendo essa função por apenas dez dias. Substituiu-o Antônio Maria de Carvalho.

Durante sua carreira na Marinha foi também instrutor de guardas-marinha no encouraçado São Paulo e do curso de artilharia para oficiais. Foi imediato do cruzador Rio Grande do Sul, do navio-escola José Bonifácio e do navio-tanque Marajó. Comandou ainda o Centro de Instruções Almirante Wandenkolk, o encouraçado Minas Gerais, a Flotilha de Caça-Submarinos e, interinamente, a Flotilha de Submarinos. Foi diretor de Armamento da Marinha. Fez também os cursos de artilharia e de comando.

Representou a Marinha no Conselho de Segurança Nacional, como adjunto-chefe do gabinete da secretaria. Serviu no Estado-Maior das Forças Armadas, na subchefia da Marinha. Foi ainda capitão dos portos no Paraná e presidente da Comissão Mista de Levantamentos Cartográficos.

Colaborou nos jornais O Mercantil, de Santos Dumont (MG), Gazeta de Angra (RJ), Jornal do Brasil (RJ) e Jornal do Comércio (Recife). Fundou e redigiu as revistas O Marujo e A Marinha em Revista.

Era sócio do Pen Clube do Brasil, da Sociedade Brasileira de Geografia e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Faleceu no dia 19 de março de 1968.

Foi casado com Iara de Almeida Macedo Soares, com quem teve três filhos.

Publicou A ação da Marinha na revolução paulista de 1924 (1932), 15 dias nas prisões do Estado e O contratorpedeiro baleado.

 

 

FONTES: ANDREA, J. Marinha; CONSULT. MAGALHÃES, B.; CORRESP. SERV. DOC. GER. MAR.; COUTINHO, A. Brasil; Histórico; MIN. MAR. Almanaque (1959); RIBEIRO FILHO, J. Dic.

 

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