SOARES, JOSE ROBERTO DE MACEDO

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Nome: SOARES, José Roberto de Macedo
Nome Completo: SOARES, JOSE ROBERTO DE MACEDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOARES, JOSÉ ROBERTO DE MACEDO

SOARES, José Roberto de Macedo

*diplomata; emb. Bras. Uruguai 1945-1951.

 

José Roberto de Macedo Soares nasceu em São Paulo no dia 12 de abril de 1893, filho de José Eduardo de Macedo Soares, empresário, professor e político, e de Cândida Sodré de Macedo Soares. Sua família teve marcante influência na vida cultural e política do país, a começar por seu avô, Joaquim Mariano de Azevedo Soares, fazendeiro e expoente da aristocracia rural fluminense, e seu tio, o conselheiro Antônio Joaquim de Macedo Soares, que foi ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de 1892 a 1905. Seu irmão José Eduardo de Macedo Soares foi deputado federal de 1915 a 1923, constituinte em 1934 e senador de 1935 a 1937. Outro irmão, José Carlos de Macedo Soares, também constituinte em 1934, foi ministro das Relações Exteriores de 1934 a 1936 e de 1955 a 1958, ministro da Justiça em 1937 e interventor federal em São Paulo de 1945 a 1947. Um terceiro irmão, José Cássio de Macedo Soares, foi deputado federal de 1935 a 1937. Entre seus primos, destacaram-se Edmundo de Macedo Soares e Silva, que foi ministro da Viação e Obras Públicas em 1946, governador do estado do Rio de Janeiro de 1947 a 1951 e ministro da Indústria e Comércio de 1967 a 1969; José Armando de Macedo Soares Afonseca, constituinte em 1946; Hélio de Macedo Soares e Silva, deputado federal de 1951 a 1955, e Gérson de Macedo Soares, que foi comandante do III Distrito Naval de 1955 a 1956 e chefe do Estado-Maior da Armada (EMA) em 1957.

Ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e tornou-se auxiliar da Junta de Jurisconsultos em abril de 1915. Nesse mesmo ano foi secretário do ministro das Relações Exteriores, Lauro Müller (1912-1917), em viagem oficial ao rio da Prata e ao Chile. Em 1916 formou-se em ciências jurídicas e sociais.

Em fevereiro de 1916 foi nomeado adido à embaixada brasileira, em Lisboa, assumindo o posto em março e exercendo-o até junho e, novamente, de fevereiro a julho de 1917. Foi então promovido a segundo-secretário e, em dezembro, removido para Berna, na Suíça, aí permanecendo até novembro de 1918. Em seguida foi para Buenos Aires e em janeiro de 1921 foi novamente transferido para Lisboa, aí permanecendo até fevereiro de 1925, quando foi chamado ao Rio de Janeiro, para ficar um ano em comissão nessa cidade. Transferido para Madri, aí atuou como segundo-secretário de março de 1926 a junho de 1930.

Vindo ao Brasil em férias, estava no Rio de Janeiro por ocasião da deflagração da Revolução de 1930. Passou então a servir na Secretaria do Ministério das Relações Exteriores e em setembro de 1931 foi promovido a primeiro-secretário. Foi removido para Roma em outubro de 1932, tendo sido encarregado do serviço consular da embaixada do Brasil de abril a maio de 1934. Ainda neste último mês foi promovido a conselheiro. Foi também conselheiro da delegação brasileira à Conferência de Paz para a Solução do Conflito do Chaco, em julho de 1934, e encarregado de negócios em Roma de outubro de 1934 a julho de 1935. Em novembro de 1935 foi removido para Buenos Aires e em dezembro de 1936 chefiou a delegação brasileira e foi vice-presidente da Conferência de Paz para a Solução do Conflito do Chaco.

Em fevereiro de 1937, José Roberto de Macedo Soares foi promovido a ministro plenipotenciário de segunda classe. Deixou Buenos Aires em março e ainda nesse ano chefiou a delegação brasileira à Conferência de Rádio-Comunicações em Havana, Cuba. Serviu nessa cidade de setembro de 1937 a abril de 1938 e foi então removido para a secretaria do Ministério das Relações Exteriores. Em julho de 1939 foi designado para substituir o secretário-geral do ministério em seus impedimentos eventuais, ocupando o cargo de agosto a setembro. Nesse mês foi também encarregado de constituir a Seção de Segurança Nacional do Itamarati. De 1940 a 1941 chefiou a Divisão de Atos, Conferências e Congressos Internacionais do Departamento Diplomático e Consular da Secretaria de Estado. Voltou a responder pela Secretaria Geral do Ministério das Relações Exteriores de julho a agosto de 1940 e de janeiro a março de 1941. Promovido a ministro plenipotenciário de primeira classe em agosto desse ano, foi designado, em janeiro de 1942, secretário-geral adjunto da III Reunião de Consulta de Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, realizada no Rio de Janeiro. Em setembro, assumiu a Divisão de Cerimonial do Itamarati e, em 1944, mais uma vez esteve à frente da Secretaria Geral. Em outubro de 1944 foi designado para chefiar, como substituto, o Departamento Diplomático e Consular do ministério, permanecendo no cargo até 1945.

Ficou responsável pelo expediente do ministério na ausência de seu titular, Pedro Leão Veloso, de fevereiro a março e de abril a julho de 1945 e, ainda nesse ano, integrou a Comissão de Estudos do Conselho de Segurança Nacional. Designado embaixador do Brasil em Montevidéu em setembro de 1945 no lugar de Álvaro Teixeira Soares, permaneceu no posto até setembro de 1951, quando foi substituído por Temístocles da Graça Aranha. Nesse período foi delegado do Brasil junto ao Instituto Americano de Proteção à Infância, em dezembro de 1948.

Em setembro de 1951 foi designado delegado brasileiro junto ao conselho de administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sediada em Genebra, na Suíça, participando da delegação permanente, nessa cidade, de 1952 a 1953.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 2 de outubro de 1953.

Foi casado com Eugênia Lopes de Oliveira Prestes de Macedo Soares, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; CONSULT. MAGALHÃES, B.; Encic. Mirador; LEITE, A. História; MIN. REL. EXT. Anuário (1953).

 

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