SOUSA, Carlos

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Nome: SOUSA, Carlos
Nome Completo: SOUSA, Carlos

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

SOUSA, Carlos.

* dep.fed. AM 2003-2007, 2007-2008, 2011-2015.

 

                Carlos Alberto Cavalcante de Sousa nasceu na cidade de Manaus (AM), no dia 17 de agosto de 1952, filho de Lucimar Portela de Sousa e Maria Odília Cavalcante de Sousa.

                Formou-se no curso de biologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em 1982. Foi professor e trabalhou como apresentador de televisão da TV Rio Negro, cujo sinal é transmitido para a região amazônica. 

                Começou sua carreira política se filiando em 1992 ao Partido Progressista Brasileiro (PPB). Em 1999 mudou para o Partido Social Cristão (PSC). Em 2000, foi eleito vereador da cidade de Manaus por essa legenda, obtendo 11,81% dos votos. Nesse mesmo ano, porém, migrou para o Partido Liberal (PL). No ano de 2002 foi eleito deputado federal, com 11,62% dos votos do estado. Em 2004, saiu do PL para filiar-se ao Partido Progressista (PP).

                Como deputado federal, em 2005, tornou-se titular da Comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional. Participou também como titular da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Dois anos depois, em 2006, reelegeu-se.

                Durante o segundo mandato consecutivo como deputado federal trabalhou em outras comissões. Em 2007, foi segundo vice-presidente na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional. Trabalhou também como titular na Comissão de Subnutrição das Crianças Indígenas.

                 Em 2007 saiu do PP para se filiar ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), mas precisou voltar ao PP dias depois. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no dia 27 de março de 2007, que os mandatos dos parlamentares pertenciam aos partidos. Dessa forma, os parlamentares que mudaram de partido depois dessa data poderiam perder seus mandatos. Diante dessa possibilidade, nove dias depois de ter saído, Carlos Sousa voltou à antiga agremiação.

                No ano de 2008, tornou-se presidente do PP do Amazonas e participou como vice-prefeito da chapa vitoriosa, liderada pelo candidato a prefeito Amazonino Mendes (PTB), na cidade de Manaus, com o total de 57,13% dos votos. Ambos, porém, quase perderam o registro de suas candidaturas no dia 27 de outubro, acusados de distribuírem combustível em troca de votos no dia do pleito.

                A investigação que resultou no pedido de cassação e na cobrança de multa teve início após a denúncia feita por seus adversários políticos. A Polícia Federal apreendeu, com gerentes de postos de gasolina, “vales combustíveis” com o nome do então candidato Amazonino Mendes. Além disso, foram entregues notas fiscais rasuradas e um DVD com imagens de veículos sendo abastecidos e cabos eleitorais fixando adesivos dos candidatos.

                No dia 16 de dezembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE) suspendeu o pedido de cassação e manteve o direito à diplomação dos candidatos, mesmo com o prosseguimento das investigações. Assegurado o direito de assumir o mandato de vice-prefeito, Sousa afastou-se da Câmara de Deputados em 31 de dezembro de 2008. 

No dia 9 de dezembro de 2009 o então vice-prefeito foi detido em sua residência pela Polícia Civil, suspeito de associação ao tráfico de drogas e por assassinato de traficantes de drogas. Ele se tornou o terceiro membro da família a ser preso. Anteriormente seu sobrinho, Rafael Sousa, e seu irmão, Wallace Sousa, também foram presos. Este último veio a falecer no ano posterior por complicações de saúde. Sousa permaneceu preso por uma semana, mas foi liberado. Continuou sendo investigado por esses crimes, além de suspeita de crime eleitoral e contra a administração da justiça.  

Retornou ao seu mandato de deputado federal em 2010 e foi reeleito no mesmo ano, assumindo a nova legislatura em fevereiro de 2011. Atuou então como titular na Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA), bem como na Comissão de Minas e Energia (CME) e na Comissão de Direitos do Consumidor (CDC).

Em fevereiro de 2014, por decisão do Juizado Eleitoral do Amazonas, o deputado retirou os outdoors que informavam a boa avaliação alcançada pelo mesmo na Câmara dos Deputados. A juíza responsável pelo caso entendeu que se tratava de propaganda eleitoral irregular e antecipada e deu o prazo de 48 horas para retirada do material sob o risco de multa.

                Casou-se com Juraci Sousa e teve três filhos.

 

FONTES: Agência Brasil. Disponível em :<http://www.agenciabrasil.gov.br>. Acesso  em : 18 dez. 2008; Diário do Amazonas (online) 05 out. 2007, 09 jun. 2008. Disponível em :<http://www.diariodoamazonas.com.br>. Acesso em : 27 set. 2008; Folha S.Paulo (online) 05 fev. 2004, 06 out. 2007. Disponível em :<http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em : 24 set. 2008; G1. Portal de Notícias da Globo. (31/1/07; 28/11, 08, 16/12/08). Disponível em :<http://www.g1.globo.com>. Acesso em : 17dez. 2008;  Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em :<http://www2.câmara.gov.br>. Acesso em : 23 set. 2008; Portal do PP. Disponível em : <http:www.pp.org.br>. Acesso em : 31 out. 2008; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em :http://www2.câmara.gov.br. Acesso em: 02/06/2014; Portal Congresso em Foco. Disponível em: congressoemfoco.uol.com.br; Acesso em: 02/06/2014.

 

 

 

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