SOUSA FILHO, CARLOS ALVES

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Nome: SOUSA FILHO, Carlos Alves
Nome Completo: SOUSA FILHO, CARLOS ALVES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOUSA FILHO, CARLOS ALVES

SOUSA FILHO, Carlos Alves

*militar e diplomata; emb. Bras. Itália 1950-1956; emb. Bras. França 1956-1964; emb. Bras. Inglaterra 1964-1966.

 

Carlos Alves de Sousa Filho nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 19 de maio de 1901. Seu pai, Carlos Alves de Sousa, foi comandante da aviação naval e seu avô paterno, o comandante Firmo Alves de Sousa, foi herói da Guerra do Paraguai (1864-1870).

Em maio de 1915 ingressou na Escola Naval, que funcionava à época em Angra dos Reis (RJ), sendo declarado guarda-marinha em maio de 1918. Promovido a segundo-tenente em novembro seguinte, formou-se ainda engenheiro-geógrafo. No início de 1919 entrou como voluntário para a recém-criada Escola de Aviação Naval, com sede na ilha das Enxadas, na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, onde permaneceu aproximadamente oito meses, tendo-se especializado em levantamento topográfico. Um acidente aéreo com o hidroavião que co-pilotava contribuiu decisivamente para que desistisse da aviação naval e trancasse matrícula naquela escola em fins do mesmo ano.

Em 1921, juntamente com outros oficiais, foi designado, a convite do governo norte-americano, para estagiar na Marinha dos Estados Unidos, nela permanecendo até o final do ano. Em 1922, com a vinda ao Brasil da missão naval daquele país — cuja tarefa era colaborar na modernização da Marinha de Guerra brasileira —, Alves de Sousa, por haver estagiado nos Estados Unidos, foi escolhido para atuar como elemento de ligação entre os norte-americanos e o ministro da Marinha, almirante Alexandrino de Alencar. Passou em seguida a exercer a função de auxiliar de gabinete desse ministro, tendo sido promovido a primeiro-tenente em novembro do mesmo ano.

Em fins de 1923, o ministro da Guerra, general Fernando Setembrino de Carvalho, viajou para o Rio Grande do Sul a fim de tentar um acordo entre os republicanos, liderados por Antônio Augusto Borges de Medeiros, e os federalistas, encabeçados por Joaquim Francisco de Assis Brasil. A luta entre os dois grupos se iniciara quando os federalistas, denunciando fraude, se rebelaram contra a reeleição do líder republicano para o quinto mandato como presidente do estado. O almirante Alexandrino foi designado pelo presidente Artur Bernardes (1922-1926) para acumular a pasta da Guerra, onde permaneceu até a assinatura do Tratado de Pedras Altas, em 14 de dezembro de 1923, que encerrou a luta no Rio Grande do Sul. Durante esse período Alves de Sousa acompanhou Alexandrino em seus despachos diários no Ministério da Guerra. Encerrado o episódio, voltou com o ministro para o Ministério da Marinha.

Por ocasião da segunda revolta tenentista, deflagrada em 5 de julho de 1924, executou missão confiada pelo almirante Alexandrino, viajando a São Paulo com uma carta de apresentação para Coriolano de Góis, delegado regional de polícia em Santos, com instruções para examinar in loco o que de fato se passava em São Paulo. Essa viagem resultou na confirmação, para o ministro da Marinha, de que a capital paulista estava em poder dos revolucionários comandados por Isidoro Dias Lopes.

Três meses depois da eclosão do movimento, Alves de Sousa foi procurado no Ministério da Marinha, no Rio de Janeiro, por seu amigo de infância Herculino Cascardo, que servia no encouraçado São Paulo. Cascardo, queixando-se de que não havia na belonave pessoal qualificado, pediu-lhe que comunicasse ao ministro essa deficiência, dando-lhe também uma lista de suboficiais e mecânicos que gostaria de ver servindo no São Paulo. Através de seu relacionamento com o almirante Alexandrino, Alves de Sousa conseguiu a transferência de todo aquele pessoal para o encouraçado. Na manhã de 14 de novembro de 1924, em apoio aos revolucionários de julho, eclodiu uma revolta no São Paulo. O movimento foi liderado por Cascardo, tendo contado com a participação de todo o pessoal que Alves de Sousa havia transferido para o encouraçado.

Ao tomar conhecimento do levante, o almirante Alexandrino seguiu em direção ao São Paulo acompanhado por Alves de Sousa. Recebidos a bala, rumaram para o encouraçado Minas Gerais, onde o comandante Carlos Frederico de Noronha já havia prendido vários oficiais ligados aos revoltosos. Em seguida, o ministro encarregou Alves de Sousa de ir ao palácio do Catete solicitar autorização ao presidente Bernardes para torpedear o São Paulo. Confirmada a ordem, Alves de Sousa seguiu para a capitania da Flotilha de Submersíveis, incumbida de executar o ataque. Simpáticos ao movimento rebelde, entretanto, os submarinistas comunicaram a ordem de ataque aos amotinados do São Paulo, o que permitiu a fuga da embarcação da baía de Guanabara e seu deslocamento para Montevidéu, Uruguai, de onde a tripulação foi juntar-se aos rebeldes que, em outubro anterior, haviam sublevado guarnições militares no Rio Grande do Sul.

Durante esse período de efervescência política, Alves de Sousa fez amizade com um grupo de civis, entre os quais Mílton Campos, Júlio Prestes e Gilberto Amado, sofrendo provavelmente alguma influência por parte deles. Sua função no gabinete do ministro da Marinha permitia-lhe acesso a informações seguras sobre a situação política, fazendo com que fosse muito solicitado nas conversas com políticos e intelectuais. Nessa época matriculou-se na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e começou a pensar seriamente em trocar a Marinha pela diplomacia.

Finalmente, em dezembro de 1924, pediu exoneração da Marinha, encerrando assim sua carreira militar. Por indicação do almirante Alexandrino, ingressou no Ministério das Relações Exteriores ainda nesse mês, sendo designado segundo-secretário da legação brasileira em Montevidéu. Em agosto do mesmo ano, chamado à capital federal, serviu no Itamarati como relações-públicas do gabinete do ministro Félix Pacheco até maio de 1926. Promovido nessa data a primeiro-secretário, voltou a exercer a função de relações-públicas no gabinete de Artur Bernardes até novembro seguinte. Com o fim do mandato deste e a posse de Washington Luís na presidência da República, retornou ao Itamarati e passou a servir no gabinete do novo titular das Relações Exteriores, Otávio Mangabeira, aí permanecendo de novembro de 1926 a abril do ano seguinte. Nesse período, em dezembro de 1925, casou-se com Clélia Bernardes, filha mais velha de Artur Bernardes, com quem teria dois filhos.

Transferido ainda em abril de 1927 para a embaixada brasileira em Paris, permaneceu na França até agosto de 1931, regressando no mês seguinte ao Rio de Janeiro, onde passou a chefiar o Serviço de Passaportes e Imigração do Itamarati.

Em julho de 1932 eclodiu a Revolução Constitucionalista de São Paulo, que obteve o apoio, em Minas Gerais, de Artur Bernardes, responsável por uma tentativa de movimento armado contra o governo. Servindo no Rio de Janeiro, Alves de Sousa desempenhou o papel de elemento de ligação entre as forças rebeldes daqueles dois estados. A descoberta, pela polícia, de documentos e de um radiotransmissor destinados a Minas Gerais comprometeu Alves de Sousa, que teve de se refugiar em vários lugares. Mais tarde, convocado pela chefatura de polícia, prestou depoimento sobre planos e outros documentos apreendidos na cidade mineira de Visconde de Rio Branco, o que, todavia, não chegou a configurar seu envolvimento na revolta. Com a derrota dos paulistas em início de outubro, Bernardes foi preso no interior de Minas Gerais e encarcerado na ilha das Cobras, na capital federal. Acusado de organizar o levante armado em seu estado, foi enviado para o exílio.

Em seu livro de memórias, Um embaixador em tempos de crise (1979), Alves de Sousa relatou o atentado contra o ex-presidente momentos antes de seu embarque para Portugal, no dia 3 de dezembro de 1932, no cais do porto. Esse fato, segundo o autor, escapou até mesmo aos dois mais importantes biógrafos de Bernardes, Bruno de Almeida Magalhães e Paulo Amora. Conforme seu depoimento, o encarregado da segurança de Bernardes, capitão Dulcídio do Espírito Santo Cardoso, não tomou as providências necessárias diante da denúncia de que seu sogro corria risco de vida. No momento do embarque, elementos antibernardistas armados agrediram Ciro Vaz de Melo, cunhado do ex-presidente. Com a reação de outros familiares, o grupo disparou na direção de Bernardes, tentando assassiná-lo.

Depois da partida de Bernardes para Lisboa, Alves de Sousa retomou a rotina de serviço no Itamarati. Durante todo o ano de 1933 e os primeiros meses do ano seguinte associou-se ao comandante Alcebíades Gomes de Almeida para se dedicar às atividades de incorporação imobiliária. Em março de 1934, entretanto, convidado por Afrânio de Melo Franco, ministro das Relações Exteriores entre 1930 e 1933, abandonou a idéia de se tornar empresário e aceitou sua remoção para a legação brasileira em Viena, na Áustria. Serviu em Viena como encarregado de negócios de maio de 1934 a junho do ano seguinte, sendo transferido em seguida para o México, onde permaneceu até fevereiro de 1937. Nesse ínterim foi promovido, em setembro de 1936, a conselheiro. De volta ao Brasil, foi designado em março seguinte chefe interino da Divisão Política e Diplomática do Itamarati. Promovido a ministro de segunda classe em maio de 1938, passou a titular daquela divisão em novembro, tendo permanecido no cargo até abril do ano seguinte.

Ante a iminência da Segunda Guerra Mundial e supondo que o conflito fosse começar nos Bálcãs, Osvaldo Aranha, ministro das Relações Exteriores, decidiu criar uma legação em Belgrado, na Iugoslávia, onde até então o Brasil não mantinha representação diplomática. Alves de Sousa foi designado para chefiar essa missão, embarcando para a capital iugoslava como ministro plenipotenciário em fins de abril de 1939. À frente da legação brasileira, foi encarregado por vários governos estrangeiros que não possuíam representantes na Iugoslávia de proteger seus interesses nesse país. Durante a guerra, iniciada em setembro seguinte, visitou a Suíça, a Espanha e Portugal. Percorreu também a Alemanha e a França, países diretamente envolvidos no conflito, enviando relatório ao Itamarati sobre o desenrolar da guerra na Europa. Permaneceu em Belgrado até 1941.

De volta ao Rio de Janeiro em agosto desse ano, foi aconselhado por Osvaldo Aranha a pedir uma audiência ao presidente Getúlio Vargas no sentido de contribuir com o seu testemunho pessoal sobre o andamento da guerra no Velho Mundo. Segundo Alves de Sousa, nessa audiência ele desfez a crença na vitória dos países nazi-fascistas, liderados pela Alemanha, posição assumida por muitos integrantes do governo brasileiro.

Devido à ampliação do conflito, os Estados Unidos convocaram a III Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, realizada no Rio de Janeiro em janeiro de 1942. Nessa reunião, a proposta da delegação norte-americana de romper relações diplomáticas com o Eixo foi apoiada pela grande maioria dos países-membros, à exceção inicial do Chile e da Argentina. Designado pessoalmente pelo chanceler Osvaldo Aranha, Alves de Sousa foi encarregado de buscar junto ao ministro das Relações Exteriores da Argentina, Enrique Ruiz Guiñazú, a adesão desse país, conseguindo não só que a Argentina, mas também o Chile, assinassem uma resolução de compromisso de apoio à proposta.

Tendo ficado mais de um ano sem qualquer função na diplomacia, em julho de 1942 foi empossado na chefia da Divisão de Pessoal do Itamaraty, na qual permaneceu até fevereiro do ano seguinte, tendo passado depois a exercer interinamente a chefia do Departamento de Administração, pelo qual respondeu até dezembro, quando foi então efetivado no cargo. Promovido a ministro de primeira classe em abril de 1944, deixou esse departamento em julho de 1945, assumindo ainda nesse mês a chefia da embaixada brasileira em Cuba. No exercício desse cargo chefiou a delegação brasileira à II Sessão da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), órgão das Nações Unidas, realizada em Havana em julho de 1949.

Transferido para a Itália, assumiu a função de embaixador nesse país, em fevereiro do ano seguinte, sucedendo ao encarregado de negócios Osório Hermógenes Dutra, substituto do embaixador Pedro de Morais Barros. Tendo Roma como base, participou durante esse período de diversas missões: chefiou a delegação brasileira à Conferência Mundial de Migração, reunida em Nápoles, Itália, e Bruxelas, na Bélgica, em outubro e novembro de 1951, atuando ainda como delegado do Brasil à IV Sessão do Comitê Intergovernamental Provisório para os Movimentos Migratórios da Europa, realizada em Genebra, na Suíça, em outubro do ano seguinte, e como chefe da delegação de seu país à VIII Sessão da Conferência Geral da Food and Agriculture Organization (FAO), agência filiada ao sistema das Nações Unidas com sede em Roma, em novembro de 1955. Ainda na capital italiana, no mês seguinte, por ocasião da visita do presidente eleito Juscelino Kubitschek (1956-1961), Alves de Sousa, a pedido deste, elaborou relatórios sobre as relações entre o Brasil e os países europeus que Kubitschek iria visitar, além de preparar as minutas dos discursos que deveria pronunciar durante sua estada em Roma.

Em fevereiro de 1956 deixou a embaixada na capital italiana, sendo substituído por Adolfo de Alencastro Guimarães. No mês seguinte assumiu a chefia da representação diplomática brasileira na França, sucedendo ao encarregado de negócios João Gracie Lampréia, substituto do embaixador Caio de Melo Franco. Poucos meses depois solicitou ao presidente Kubitschek auxílio para a construção da Casa do Estudante do Brasil em Paris na área doada pelo governo francês em 1954. Aprovado o projeto definitivo após consulta ao ministro da Educação, Clóvis Salgado, e ao arquiteto Lúcio Costa, a casa foi afinal construída, tendo sido Alves de Sousa seu primeiro presidente.

Em meados de 1961, já durante o governo de Jânio Quadros, Alves de Sousa recebeu em Paris o vice-presidente João Goulart, que chefiava a missão oficial enviada à União Soviética e à República Popular da China para examinar a possibilidade de incrementar o intercâmbio comercial entre o Brasil e esses dois países. Em seu livro de memórias Alves de Sousa relata em detalhes as dificuldades enfrentadas por Goulart em sua viagem de volta ao Brasil após a renúncia de Jânio. Na noite de 25 de agosto de 1961, data da renúncia, o deputado Pascoal Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, telegrafou a Alves de Sousa para informá-lo de que assumira provisoriamente a chefia do governo e de que estava aguardando o retorno ao país do vice-presidente Goulart para lhe transmitir o governo. No dia seguinte o diplomata localizou Goulart em Cingapura e comunicou-lhe a notícia, ficando acertado que ambos se encontrariam em Zurique, na Suíça, para regressarem juntos a Paris.

Nesse meio tempo, os ministros militares vetaram a posse de Goulart, alegando sua vinculação com os movimentos sindical e comunista. No dia 29, já em Paris, Alves de Sousa recebeu mais informações do deputado Francisco Clementino de San Tiago Dantas sobre a situação político-militar no Brasil. Tais informações davam conta de que o Congresso Nacional não votaria o impeachment de Goulart, conforme preconizavam os chefes militares, mas adotaria uma forma conciliatória, entre a posição do vice-presidente e as exigências dos militares, através de uma emenda constitucional que introduziria o parlamentarismo no país. Feita a comunicação a Goulart por intermédio de Alves de Sousa, San Tiago Dantas pediu que ambos redigissem uma proclamação aceitando a fórmula do novo regime político.

No dia 31 de agosto, Goulart informou a Alves de Sousa que fretara um avião da Panair do Brasil para transportá-lo ao Rio Grande do Sul. No aeroporto foram informados de que, em virtude da pequena autonomia de vôo do aparelho, a viagem teria que fazer escala em Las Palmas, na Espanha, e depois no Norte do Brasil. Dada a possibilidade de Goulart ser preso no Norte do país, Alves de Sousa aconselhou-o a tomar um avião para Nova Iorque e entrar em território brasileiro via Buenos Aires. O conselho foi seguido e Goulart entrou no Brasil por Porto Alegre, onde o governador Leonel Brizola, seu cunhado, controlava a situação e liderava um movimento político-militar de resistência em favor de sua posse. No dia 2 de setembro, o Congresso votou a Emenda Constitucional nº 4, que instituiu no país o regime parlamentarista e permitiu que, cinco dias depois, Goulart fosse empossado na presidência da República.

A última missão de Alves de Sousa ainda como embaixador do Brasil na França ocorreu durante o episódio conhecido como a “guerra da lagosta”, do qual fez exaustiva descrição em suas memórias. Com a escassez desse crustáceo na costa francesa, os navios pesqueiros da Bretanha iniciaram essa atividade no litoral africano, mas, ao fim de algum tempo, a lagosta escasseou também nessa região. O presidente da companhia pesqueira francesa, através do embaixador da França no Brasil, Jacques Baeyens, conseguiu autorização do presidente Goulart para que seus navios pescassem no litoral nordestino. Essa permissão gerou protestos por parte das companhias pesqueiras do Nordeste, as quais, por intermédio do senador pernambucano Antônio Barros Carvalho, acabaram obtendo a suspensão da autorização. Um navio de guerra brasileiro seguiu para o Nordeste e apreendeu dois pesqueiros franceses. Em represália, o governo francês enviou uma canhoneira para proteger seus barcos. A imprensa brasileira alardeou o ocorrido, comentando que “a Marinha brasileira tinha dado uma boa lição nos franceses”.

Quando ninguém mais falava sobre o incidente, o presidente francês, general Charles de Gaulle, solicitou uma entrevista com Alves de Sousa na qual o assunto foi debatido. No final da entrevista, De Gaulle pediu para que o diálogo fosse transmitido ao governo brasileiro. Mais tarde, em conversa informal com o jornalista Luís Edgar de Andrade, correspondente do Jornal do Brasil em Paris, Alves de Sousa declarou que “o Brasil não é um país sério”. Por algum equívoco, essa frase acabou sendo atribuída ao presidente francês e dessa forma foi divulgada por toda a imprensa brasileira.

Depois de oito anos como embaixador na França, Alves de Sousa deixou o cargo em janeiro de 1964, sendo substituído pelo encarregado de negócios Raul de Vincenzi até a posse do novo embaixador, Antônio Mendes Viana. Removido para a Inglaterra, ainda em janeiro substituiu o encarregado de negócios Geraldo Eulálio do Nascimento e Silva, tendo permanecido em Londres até maio de 1966, quando foi substituído pelo encarregado de negócios George Álvares Maciel. Nesse mesmo mês aposentou-se, recolhendo-se à vida privada.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 9 de abril de 1990.

Publicou Um embaixador em tempos de crise (memórias, 1979).

 

FONTES: GUIMARÃES, A. Dic.; Grande encic. portuguesa; Jornal do Brasil (10/4/90); MIN. REL. EXT. Anuário (1964 e 1965); SOARES, E. Instituições; SOUSA FILHO, C. Embaixador; Veja (18/4/90).

 

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