TADANO, MACAO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: TADANO, Maçao
Nome Completo: TADANO, MACAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TADANO, MAÇAO

TADANO, Maçao

*dep. fed. MT 1983-1987.

 

Maçao Tadano nasceu em Cornélio Procópio (PR) no dia 2 de fevereiro de 1940, filho de Bunji Tadano e de Tiyotko Tadano.

Bacharelou-se em engenharia agronômica em 1964, pela Escola de Agronomia e Veterinária do Rio Grande do Sul.

Em 1967, exerceu a chefia de gabinete da Secretaria de Agricultura de Mato Grosso e foi presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso. No ano seguinte, tornou-se membro do Conselho Rodoviário do Estado – Demat, do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Em 1969 exerceu o cargo de secretário de Agricultura de Mato Grosso, no governo de Pedro Pedrossian (1966-1971). Nesse mesmo ano deixou o cargo que ocupava no Demat e assumiu a presidência da junta governativa da Acarmart-Emater e da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Cuiabá, cargos em que permaneceu até 1970.

Conquistou nas eleições de 1970 uma vaga para a Assembleia Legislativa do Mato Grosso na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar implantado no país em abril de 1964, sendo empossado no ano seguinte. Entre 1972 e 1973 ocupou a vice-presidência da Associação dos Engenheiros Agrônomos do estado.

Em 1975, deixou o mandato de deputado estadual e assumiu o cargo de secretário de Indústria, Comércio e Turismo durante o governo de José Garcia Neto (1975-1979). Nesse mesmo ano, foi designado conselheiro do Projeto Rondon.

No ano seguinte, tornou-se presidente do Conselho de Administração da Urucum Mineração, cargo que deixou em 1977 para voltar a atuar como secretário da Agricultura de Mato Grosso. Ainda em 1977, presidiu o 1º Simpósio Nacional sobre Distritos Industriais e o Conselho de Administração da Emater.

Após a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à Arena, vindo a tornar-se membro do diretório regional do partido. Nesse mesmo ano, tornou-se assessor de diretoria da colonizadora Sinop S.A. e Agro-Química S.A. e diretor regional da Associação dos Empresários da Amazônia. No ano seguinte, deixou o conselho do Projeto Rondon.

No pleito de novembro de 1982, elegeu-se deputado federal na legenda do PDS, vindo a assumir o mandato em fevereiro do ano seguinte. Foi membro da Comissão de Agricultura e Política Rural e suplente da Comissão de Transportes.

Em 25 de abril de 1984 votou contra a emenda Dante de Oliveira, que propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal — a sucessão presidencial foi mais uma vez decidida por via indireta. No Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Maçao Tadano votou no candidato do regime militar, Paulo Maluf, que acabou sendo derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.

Ainda nessa legislatura Maçao Tadano deixou o PDS e filiou-se ao Partido Liberal (PL), do qual foi fundador no estado do Mato Grosso.

No pleito de novembro de 1986, concorreu na legenda do PL, mas não conseguiu ser reeleito. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao fim da legislatura.

Em 1990, deixou o PL e ingressou no Partido Municipalista Nacional (PMN). No ano seguinte, transferiu-se para Brasília e tornou-se assessor do deputado federal mato-grossense João Teixeira.

Como o parlamentar João Teixeira não se reelegeu no pleito de 1994, Maçao Tadano tornou-se assessor do deputado federal Wellington Fagundes, também de Mato Grosso. Em 1996, continuou na mesma função com a posse do deputado Murilo Domingos, para quem passou a prestar assessoria.

Em janeiro de 2003, o então ministro da Agricultura durante o primeiro mandato do presidente Lula, Roberto Rodrigues, decidiu dividir a Secretaria Nacional de Agropecuária em duas frentes de atuação ministerial colocando Tadano como principal responsável pela área de Defesa Vegetal.

Em janeiro de 2006, foi empossado na chefia de gabinete do ministro Roberto Rodrigues, tendo como missão priorizar a defesa sanitária animal e vegetal, implementar programas de erradicação da febre aftosa e de doenças que atacam a citricultura, além de promover ações nacionais para evitar a entrada da chamada “gripe aviária” no país.

Em setembro de 2009, como diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), envolveu-se em polêmica internacional ao reter, no porto de Santos (SP), trigo norte-americano importado após denúncias de que o produto estaria contaminado com toxinas produzidas por fungos nocivos à saúde humana e à agricultura. Essa medida governamental adotada pelo Brasil – um dos maiores importadores mundiais desse cereal – atingiu o mercado futuro do trigo negociado na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), fazendo com que os contratos com os Estados Unidos – um dos maiores exportadores mundiais do cereal – ampliassem a queda das cotações após a divulgação do problema.

Foi também consultor de fitossanidade, diretor institucional da Associação de Engenheiros Agrônomos, diretor executivo do Conselho Brasileiro de Fitossanidade e presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal.

Foi casado com Marlise Becker Tadano, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Globo (25/4/84, 16/1/85); INF. BIOG.; Folha de S. Paulo, 9/1/2003; Portal do Agronegócio, 23/1/2006; Revista Exame, 17/9/2009.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados