TANIGUSHI, Cassio

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Nome: TANIGUSHI, Cassio
Nome Completo: TANIGUSHI, Cassio

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Cássio Taniguchi nasceu dia 30 de outubro de 1941, em Paraguaçu Paulista, São Paulo

TANIGUCHI, Cássio

*pref. Curitiba 1997-2005; dep. fed. PR 2007-

 

Cássio Taniguchi nasceu em Paraguaçu Paulista (SP) no dia 30 de outubro de 1941, filho de Masaji Taniguchi e de Masako Taniguchi.

Em 1960 começou a frequentar o curso de engenharia elétrica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), formando-se engenheiro eletrônico em 1964. Após formar-se, começou a trabalhar no ano seguinte na Companhia de Desenvolvimento Econômico do Paraná (Codepar) desempenhando as funções de engenheiro fiscal e chefe de setor, tornando-se chefe de departamento em 1968. Ainda em 1967, freqüentou um curso de especialização intensivo de treinamento em problemas de desenvolvimento econômico na Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL) tendo sido aprovado com distinção. Entre 1969 e 1971 foi engenheiro e coordenador de projetos da DK Engenharia, empresa privada especializada em sistema de telecomunicações sediada na capital paranaense, prestando neste último ano consultoria para a Companhia de Urbanização de Curitiba (URBS) empresa da qual se tornaria diretor-presidente entre 1972 e 1975. Neste ano exerceu também o cargo de diretor de análise e programação da Fundação para o Desenvolvimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (Fundrem). Entre 1975 e 1980 foi diretor e sócio-gerente da empresa de consultoria em Planejamento Urbano do ex-prefeito Jaime Lerner, em Curitiba, e começou a trabalhar no Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (Ippuc). A partir de sua atuação profissional no Ippuc estreitou seu laços com o grupo político liderado por Jaime Lerner, que desempenharia importante papel na implantação de vários projetos de planejamento urbano, especialmente na cidade de Curitiba, entre as décadas de 1970 e 1990.

Nos anos seguintes exerceu diversas atividades no Ippuc ao mesmo tempo em que atuava em empresas privadas. Foi presidente do Ippuc entre 1980 e 1983, trabalhou na empresa em sociedade com Jaime Lerner entre 1984 e 1989, e exerceu novamente a presidência do Ippuc entre 1989 e 1994, na terceira gestão de Jaime Lerner na prefeitura de Curitiba. Em janeiro de 1995, com a posse de Lerner no governo do Paraná, assumiu a secretaria estadual de Planejamento e Coordenação Geral, cargo que acumulou com a secretaria de Indústria e Comércio do Paraná entre os anos de 1995 e 1996. Durante sua gestão foi um dos mais destacados operadores da política de mudança do perfil econômico do estado posta em prática por Jaime Lerner, atuando diretamente na atração e implantação do pólo automobilístico com a construção das montadoras Audi/Volkswagen e Renault nas cercanias de Curitiba.

Em março de 1996 licenciou-se de seus cargos no governo do estado para candidatar-se à prefeitura de Curitiba na sucessão de Rafael Greca de Macedo, outro político oriundo do Ippuc e então estritamente vinculado ao grupo de Jaime Lerner. No pleito de outubro do mesmo ano elegeu-se prefeito de Curitiba pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) ainda no primeiro turno das eleições com 414.648 votos (54,7% dos votos válidos). Na ocasião, seu êxito eleitoral foi interpretado como uma significativa vitória de Jaime Lerner e de seus aliados em Curitiba e no estado do Paraná. Em setembro de 1997, juntamente com o grupo político de Jaime Lerner, transferiu-se do PDT para o Partido da Frente Liberal (PFL) a fim de facilitar as articulações para uma eventual candidatura de Lerner à presidência da República na sucessão do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB). De 1998 a 2004 integrou a Comissão Executiva do PFL no Paraná tendo sido eleito vice-presidente do partido no estado a partir de 2005.

No pleito de outubro de 2000 candidatou-se à reeleição para a prefeitura de Curitiba pelo PFL, indo ao segundo turno das eleições com o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Ângelo Vanhoni. Disputando as eleições num contexto de ascensão do PT e demais partidos de oposição ao governo de Fernando Henrique Cardoso em nível municipal e estadual, Vanhoni liderou as pesquisas durante quase toda a campanha eleitoral sendo ultrapassado por Taniguchi a poucos dias da realização do segundo turno em virtude de seu fraco desempenho nos debates transmitidos ao vivo pela televisão e do desempenho bastante superior de Taniguchi nos mesmos. Por esse motivo, Taniguchi terminou por vencer o pleito em Curitiba no segundo turno com 462.811 votos (49,87% dos votos válidos), ao contrário de outras importantes cidades do Paraná tais como Londrina, Ponta Grossa e Maringá, onde o PT elegeu o prefeito da cidade. Após tomar posse no cargo em janeiro do ano seguinte, exerceu também a presidência da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) entre 2001 e 2004.

Ao longo do ano de 2002 teve seu nome envolvido em irregularidades no uso de recursos não contabilizados (caixa 2) em sua campanha às eleições para a prefeitura de Curitiba, chegando a ser indiciado pela Justiça Eleitoral por omissão de gastos na prestação de contas da campanha de 2000. O desgaste provocado com as investigações pelo Ministério Público Eleitoral levou Taniguchi, antes considerado um candidato natural à sucessão do governador Jaime Lerner (PFL), a ser excluído do quadro de candidatos do PFL na disputa para o governo estadual no pleito de outubro de 2002. Em setembro deste ano licenciou-se do cargo para trabalhar na campanha eleitoral do vice-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) nas eleições para o governo de estado. Com a derrota de Richa no primeiro turno, declarou seu voto em Álvaro Dias (PDT), que acabou sendo derrotado no segundo turno do pleito por Roberto Requião (PMDB), antigo adversário de Taniguchi na política estadual.

Manteve-se na prefeitura de Curitiba até 1º de janeiro de 2005 quando passou o cargo a seu sucessor Beto Richa, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), eleito em outubro do ano anterior. Após o término do mandato, Taniguchi passou a proferir palestras em diversas partes do mundo e tornou-se consultor sênior do United Nations Institute for Training and Research (Unitar), órgão vinculado à ONU com sede em Genebra e com o objetivo de apoiar programas especiais de orientação aos administradores públicos. Ainda em 2005 assumiu a presidência do Instituto Tancredo Neves do Paraná, um centro de pesquisas políticas, econômicas e sociais ligado ao PFL.

Nas eleições de outubro de 2006 candidatou-se ao mandato de deputado federal pelo PFL elegendo-se com 67.821 votos. Assumiu o mandato no dia 1º de fevereiro do ano seguinte, tendo renunciado cinco dias depois para exercer a função de secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal, a convite do então governador José Roberto Arruda, também do PFL sendo substituído pelo suplente Airton Roveda. Em março de 2007, com a transformação do antigo PFL em Partido dos Democratas (DEM) filiou-se ao novo partido. Em junho 2008 os ministros do STF absolveram por unanimidade Cássio Taniguchi das acusações de fraude em licitação e desvio de dinheiro público feitas contra ele pelo Ministério Público do Paraná, tendo sido também rejeitada denúncia do procurador-geral da República para que fosse apurado o seu suposto envolvimento em caso de corrupção. Em dezembro de 2009 Taniguchi afastou-se do cargo de secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal em virtude das denúncias de corrupção contra o governador do estado, José Roberto Arruda. No mesmo mês reassumiu seu mandado como deputado federal pelo PFL na Câmara dos Deputados.

Ao longo de sua trajetória foi também consultor de projetos urbanísticos no Brasil e no exterior, auxiliando a elaboração de projetos em cidades como Goiânia, Rio de Janeiro, Aracaju, Waitakere (Nova Zelândia), Melbourne (Austrália) e Abu-Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Bogotá (Colômbia) e Lyon (França). Foi também membro do Instituto de Engenharia do Paraná entre 1965 e 1996, e presidente do Conselho Deliberativo do Ippuc entre 1997 e 2004.

Casado com a socióloga Marina Klamas Taniguchi, teve dois filhos.

Publicou artigos e trabalhos técnicos em diversos periódicos, dentre os quais: Cidade Planejada ─ a Experiência de Curitiba (Cadernos dos Grupos Temáticos do PFL, Brasília, 2004); Curitiba and Sustainability: The EcoEdge Conference (Melboune, 2005); The Future of the Cities and the Role of Local Actors ─ the Case of Curitiba" (2006).

FONTES: http://www2.camara.gov.br/ (último acesso em 12/12/2009); http://www.tse.gov.br/ (último acesso em 12/12/2009); http://www.parana-online.com.br/ (último acesso em: 12/12/2009); http://www.folha.uol.com.br/ (último acesso em: 12/12/2009); http://www.transparencia.org.br/index.html (último acesso em: 14/12/2009); http://www.cassiotaniguchi.com.br/ (último acesso em: 14/12/2009).

 

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