TÁPIAS, Alcides

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Nome: TÁPIAS, Alcides
Nome Completo: TÁPIAS, Alcides

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TÁPIAS, ALCIDES

TÁPIAS, Alcides

*min. Desenv. Ind. Com. 1999-2001.

Alcides Lopes Tápias nasceu em Santo Anastácio (SP), no dia 16 de setembro de 1942, filho de (?) e de (?).

Graduou-se em administração de empresas pela Universidade Mackenzie, de São Paulo, e em direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas, também de São Paulo.

Em 1957, ingressou no Banco Bradesco, ocupando a função de contínuo. Ocupou diversas atividades até chegar à vice-presidência da instituição. Representando o Bradesco, integrou os conselhos de administração da Ericsson, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do Grupo Monteiro Aranha, entre outras empresas.

Foi presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) entre os anos de 1991 e 1994. No mesmo período, foi membro do Conselho Monetário Nacional (CMN). Exerceu entre os anos de 1996 e 1999 a presidência da empreiteira Camargo Corrêa, função para a qual foi contratado pela empresa. Foi responsável por uma reestruturação do grupo empresarial, que expandiu e diversificou suas atividades naquele período.

Foi convidado pelo presidente da República Fernando Henrique Cardoso, da legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), para assumir o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O ministro anterior, Clóvis Carvalho, teria deixado o cargo por disputas com a equipe econômica do governo federal, capitaneada pelo ministro da Fazenda Pedro Malan. Alguns analistas consideraram o choque um reflexo de disputas internas no governo federal entre respectivamente “desenvolvimentistas” e “monetaristas”. Teria contado a favor da escolha por Tápias ser considerado independente em relação aos setores da contenda, além de apartidário e ter interlocução com setores produtivos.

Assumiu a função em 14 de setembro de 1999, após deixar a presidência do Grupo Camargo Corrêa. Na ocasião, prometeu dinamizar o comércio exterior, sem com isso forçar um aumento dos gastos públicos. Além disso, procurou apoiar o projeto de reforma tributária defendido pelo governo federal, buscando redução de impostos para setores produtivos. Afirmou na ocasião que seria um “guerrilheiro da reforma tributária” (Folha de S. Paulo, 15/09/99).

Em fevereiro de 2000 envolveu-se numa disputa com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Andrea Calabi, que acabou sendo demitido em decorrência disso. Apesar do BNDES ser subordinado ao Ministério de Tápias, seu presidente não informava ou consultava o ministro acerca dos projetos nos quais o banco estava envolvido, o que teria deixado Tápias insatisfeito. O ministro alegou publicamente incompatibilidade de estilos: ele agiria com discrição, enquanto o subordinado “falaria demais” (Veja, 1º/3/00).

Na sua gestão, Tapias enfatizou o comércio exterior, reformulando e fortalecendo a Câmara de Comércio Exterior (Camex), e buscando maiores recursos para o setor. Nesse sentido, teria defendido ao longo de sua gestão reduções de impostos para o comércio internacional, tendo atritos com a Secretaria da Receita Federal ocupada por Everardo Maciel, que teria os objetivos opostos. Essa teria sido a razão para sua saída do Ministério, que se deu em 31 de julho de 2001. Oficialmente, o ministro alegou razões pessoais.

De maneira geral o Ministério, criado no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, careceria de força dentro do governo federal, tendo suas iniciativas dificultadas pelo Ministério da Fazenda. Tápias, durante sua gestão, não obteve o sucesso desejado quanto ao objetivo anunciado em sua posse de dobrar as exportações até 2002. Ao deixar o Ministério, admitiu que a meta já tinha se tornado inviável, e se desculpou afirmando que “os cenários que nós construímos quando falamos nesses objetivos eram muito diferentes dos que temos hoje. Portanto, é evidente que alguma acomodação há de ter nesse processo”. Tampouco, durante sua gestão viu a reforma tributária que defendia ser aprovada, supostamente dificultada pelo setor econômico receoso de perda de arrecadação. Sobre a reforma comentou: “eu não quero ser avaliado por isso, porque isso não é tarefa de uma pessoa só. Se fosse, talvez eu tivesse resolvido” (Folha de S. Paulo, 25/7/01).

Após deixar o governo federal, retomou suas atividades na iniciativa privada.

Com Fernão Bracher, Wadico Bucchi, Gustavo Loyola e Pedro Malan, publicou “Os bancos em cenário de estabilidade econômica” (1994).

Foi membro do conselho de administração da empresa Tubos e Conexões Tigre, das Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (USIMINAS) e da Alpargatas, entre outras empresas. Foi contratado pelo Grupo O Estado de São Paulo para gerir sua reestruturação financeira. Atualmente integra o conselho administrativo da companhia de planos de saúde Medial Saúde.

Casado com Luzia Giachini Lopes teve (?) filhos.

Fabricio Pereira da Silva

 

FONTES: Veja (1/3/00), Folha de S. Paulo (15/9/99, 25/7/01).

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