TERESA MARIA MACHADO QUINTELA

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Nome: QUINTELA, Teresa
Nome Completo: TERESA MARIA MACHADO QUINTELA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
QUINTELA, TERESA

QUINTELA, Teresa

*diplomata; emb. Bras. Rússia 1995-2001.

 

Teresa Maria Machado Quintela nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 27 de maio de 1938, filha de Moacir Machado e Clélia Mendes Machado.

Licenciada em letras neolatinas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Instituto Santa Úrsula (1958), fez o curso de preparação à carreira de diplomata no Instituto Rio Branco (IRBr). Foi nomeada terceira-secretária em outubro de 1961. Na Secretaria de Estado das Relações Exteriores (Sere), instalada no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro, foi assistente do secretário-geral-adjunto para Assuntos Econômicos (1961), chefe interina da Divisão de Transportes e Comunicações (DTC) e assistente do chefe da DTC (1963), participando no ano seguinte da II Reunião de Consulta do Acordo sobre Transportes Aéreos Brasil-Espanha. Removida para a Argentina, exerceu as funções de vice-cônsul em Baía Blanca (1964-1965) e, após ser promovida por merecimento a segunda-secretária em novembro de 1965, as funções de cônsul naquela cidade até 1966.

De volta ao Rio de Janeiro, foi assistente do chefe da Divisão da Ásia e Oceania (1967) e, dois anos mais tarde, transferida para a Bélgica, onde serviu como segunda-secretária na missão junto à Comunidade Econômica Européia (CEE).  Em 1970, representou o Brasil no seminário das Nações Unidas sobre a Participação das Mulheres na Vida Pública de Seus Países em Moscou. Foi promovida por merecimento a primeira-secretária, em 1972, continuando no posto nessa função até o ano seguinte. Removida a seguir para o Uruguai, trabalhou como primeira-secretária na legação junto à Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC) em Montevidéu, tendo ocupado o cargo de encarregada de negócios, em 1974 e 1975, e participado de numerosas reuniões da ALALC (1974-1975), bem como das sessões ordinárias da conferência das partes contratantes do Tratado de Montevidéu, entre 1974 e 1978.

De volta à Sere, desde 1970 instalada no Palácio Itamaraty de Brasília, foi promovida a conselheira em julho de 1977 e designada assessora do chefe do Departamento de Organismos Regionais Americanos. Chefiou a Divisão da ALALC (1978), a Divisão de Imigração (1979) e, após ser promovida a ministra de segunda classe em junho de 1980, a Coordenadoria Técnica do Departamento de Comunicações e Documentação (1980-1982). Transferida a seguir para o Reino Unido, exerceu durante quatro anos a função de cônsul-geral em Londres e foi ministra-conselheira na representação junto aos organismos econômicos multilaterais (1986).

Convidada em 1987 para dirigir o IRBr, foi promovida a ministra de primeira classe em dezembro desse ano. Tendo ocupado esse cargo em Brasília até 1991, ao longo desses anos participou das XVL, XVII, XVIII e XIX reuniões anuais de Diretores de Escolas Diplomáticas e de Institutos de Relações Internacionais em Viena (1987), Genebra (1988), Washington (1989) e Cairo (1990), das XX, XII, XXXIV e XXXV sessões da Comissão das Nações Unidas sobre a Situação da Mulher em Viena (1988, 1990 e 1991), da II Reunião de Diretores de Escolas Diplomáticas da América Latina em Buenos Aires (1988) e das XXIV, XXV e XXVI assembléias gerais de Delegadas da Comissão Interamericana de Mulheres da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington (1988, 1990 e 1992).

Removida para a Áustria, ocupou a embaixada em Viena de 1992 a 1994, tendo sido ainda representante-residente junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), representante-permanente junto à Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e representante permanente junto aos órgãos da ONU sediados em Viena, e chefiado as delegações brasileiras às conferências desses órgãos citados nesses anos. Nomeada embaixadora do Brasil na Federação Russa, assumiu o cargo em Moscou em junho de 1995. No mesmo ano, assumiu cumulativamente a embaixada junto à Bielorússia, Armênia, Geórgia e Cazaquistão. Em setembro de 2001, deixou a embaixada na Rússia, tendo sido substituída por José Viegas Filho.

Retornando ao Brasil, tornou-se presidente da Fundação Alexandre de Gusmão, em Brasília. Em abril de 2005, assumiu o posto de cônsul-geral do Brasil em Los Angeles, na Califórnia (EUA).

Publicou os livros Teoria da integração econômica (1982), O Tratado de Montevidéu (1982) e Brasil-Rússia - fortalecimento de uma parceria (2005).

Foi casada com Ari Quintela, com quem teve dois filhos.

 

FONTE: Agência Senado, (22/8/01); US DEPARTMENT OF STATE Internet; MIN. REL. EXT. Anuário (1976, 1983, 1992 e 2008).

 

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