TOURINHO, ANTONIO BENTO MONTEIRO

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Nome: TOURINHO, Antônio Bento Monteiro
Nome Completo: TOURINHO, ANTONIO BENTO MONTEIRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TOURINHO, ANTÔNIO BENTO MONTEIRO

TOURINHO, Antônio Bento Monteiro

*militar; rev. 1935.

Antônio Bento Monteiro Tourinho nasceu no estado do Rio Grande do Sul no dia 29 de julho de 1912, filho de Diógenes Monteiro Tourinho.

Sentou praça em abril de 1931, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em novembro de 1933 foi declarado aspirante-a-oficial da arma de infantaria, sendo transferido para o 3º Regimento de Infantaria (3º RI), no Distrito Federal, em fevereiro de 1934. Promovido a segundo-tenente em setembro do mesmo ano, passou a comandar a 6ª Companhia de Fuzileiros do 3º RI em outubro seguinte.

Em julho de 1935 o governo fechou a Aliança Nacional Libertadora (ANL), criada nesse mesmo ano com um programa nacionalista, democrático e antifascista. Os setores de esquerda da ANL — cujo presidente de honra era Luís Carlos Prestes, ex-dirigente do Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil — mantiveram-se articulados, visando deflagrar uma revolta que instaurasse um governo sob a direção dos aliancistas. O movimento eclodiu em Natal no dia 23 de novembro e, dias após, em Recife, sendo rapidamente debelado. No Rio de Janeiro, o movimento foi deflagrado no dia 27, no 3º RI, na Praia Vermelha, e parcialmente na Escola de Aviação Militar. Tourinho, que desde junho passara a comandante da 5ª Companhia de Fuzileiros do 3º RI, participou do levante, juntamente com o tenente José Gutman, responsabilizando-se pela prisão do comandante do seu batalhão, major José de Oliveira Pimentel.

Os revolucionários isolaram o posto de comando legalista e tomaram o comando de todas as companhias, exceto as companhias de metralhadoras leves do primeiro e do segundo batalhões, que, após alguma resistência, acabaram por se render. Essa resistência, porém, retardou os planos dos revoltosos de sair do quartel e tomar diversos locais estratégicos do Rio de Janeiro. Cercados por terra e mar por tropas legalistas comandadas pelo general Eurico Gaspar Dutra, comandante da 1ª Região Militar, os rebeldes foram obrigados a deixar o quartel, rendendo-se no final do mesmo dia. Preso, Tourinho respondeu ao inquérito instaurado pela polícia do Rio de Janeiro, sendo cassado pelo Decreto nº 558 em dezembro do mesmo ano. Condenado em maio de 1937 pelo Tribunal de Segurança Nacional a dez anos de prisão, foi libertado em abril de 1945, em conseqüência do Decreto-Lei nº 7.474, que concedeu anistia a todos os que haviam cometido crimes políticos desde 1934.

FONTES: ARAÚJO, M. Cronologia 1943; ARQ. MIN. EXÉRC.; BARATA, A. Vida; CAMPOS, R. Tribunal; MIN. GUERRA. Almanaque (1934); PORTO, E. Insurreição; SILVA, H. 1935; SILVA, H. 1937; SILVA, H. 1945.

 

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