TRICHES, EUCLIDES

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Nome: TRICHES, Euclides
Nome Completo: TRICHES, EUCLIDES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TRICHES, EUCLIDES

TRICHES, Euclides

*militar; dep. fed. RS 1963-1971; gov. RS 1971-1975.

 

Euclides Triches nasceu em Caxias do Sul (RS) no dia 23 de abril de 1919, filho de João Triches e de Adélia Triches.

Cursou o primário no Colégio Nossa Senhora do Carmo, em sua cidade natal, e no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Bom Princípio, município de São Sebastião do Caí (RS). Após concluir o ginásio no Colégio Nossa Senhora do Carmo em 1936, transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde freqüentou no ano seguinte o curso preparatório para a carreira militar.

Sentou praça em abril de 1938 ao ingressar na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, sendo declarado aspirante-a-oficial da arma de engenharia em dezembro de 1940. Promovido a segundo-tenente em agosto de 1941, foi transferido ainda nesse ano para o 3º Batalhão Rodoviário, sediado em Lagoa Vermelha (RS), onde participou da construção da rodovia Vacaria-Lagoa Vermelha-Passo Fundo (RS) até 1943. Nesse ínterim foi promovido a primeiro-tenente em outubro de 1942.

Em 1944 serviu no 1º Batalhão Ferroviário, com sede em Bento Gonçalves (RS), tendo participado das obras de construção da ferrovia ligando essa cidade a Rio Negro (PR). Nesse mesmo ano foi lotado no Arsenal de Guerra General Câmara, no Rio Grande do Sul, alcançando o posto de capitão em maio de 1945. Diplomado em engenharia metalúrgica pela Escola Técnica do Exército em 1948, passou no ano seguinte a atuar no Departamento de Fundição de Metais da Fábrica de Juiz de Fora (MG).

Depois de se reformar como major em 1951, iniciou-se na vida política ao se eleger prefeito de Caxias do Sul na legenda da coligação formada pelo Partido Social Democrático (PSD), o Partido Libertador (PL), a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido de Representação Popular (PRP). Respondeu pela prefeitura de dezembro de 1951 até janeiro de 1955 e nesse mesmo ano foi convidado pelo governador Ildo Meneghetti para ocupar a Secretaria de Obras Públicas do estado. Ainda em 1955, licenciado da secretaria, concorreu à prefeitura de Porto Alegre na legenda da Frente Democrática, coligação que reunia a UDN e o PSD, representando o situacionismo estadual. Foi contudo derrotado por Leonel Brizola, candidato do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Durante sua gestão como secretário de Obras Públicas foi terminada a construção do sistema de pontes sobre o rio Guaíba.

Em 1959, depois de encerrado o governo Meneghetti, substituído por Brizola, deixou a secretaria, sendo então designado para integrar uma comissão técnica no Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), na qual permaneceu até o ano seguinte. Em 1961 foi indicado pelo Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) para fazer um estágio de aperfeiçoamento em estabelecimentos industriais de vários países da Europa por um período de um ano.

De volta ao país, elegeu-se no pleito de outubro de 1962 deputado federal pelo Rio Grande do Sul na legenda da Ação Democrática Popular, integrada pelo PL, o PRP, a UDN e o Partido Democrata Cristão (PDC). Empossado em fevereiro de 1963, em abril do mesmo ano tornou-se vice-líder do PDC, ocupando a partir de maio de 1964 — após o movimento político-militar de 31 de março desse ano, que derrubou o presidente João Goulart (1961-1964) —, a liderança de seu partido na Câmara dos Deputados.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se em dezembro de 1965 à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido governista. Em maio do ano seguinte tornou-se vice-líder da Arena na Câmara, reelegendo-se nessa legenda no pleito de novembro de 1966. Durante seus mandatos, Triches integrou as comissões de Orçamento, de Segurança Nacional e de Minas e Energia da Câmara, tendo sido, no segundo, vice-líder da Arena e do governo.

Eleito governador do Rio Grande do Sul pela Assembléia Legislativa estadual em novembro de 1970 — já no governo do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) —, assumiu o cargo em março do ano seguinte, dois meses depois de encerrar seu mandato na Câmara, em substituição a Válter Peracchi Barcelos. Em sua administração tomou iniciativas nos setores da educação, pecuária, agricultura, indústria, transportes, comunicações e energia. Deixou o governo gaúcho em março de 1975, quando foi substituído por Sinval Guazelli, também arenista e igualmente eleito pela Assembléia Legislativa estadual.

Em dezembro do mesmo ano foi nomeado diretor da Companhia Vale do Rio Doce.

Faleceu no dia 11 de fevereiro de 1994.

Era casado com Neda Mary Eulália Ungaretti Triches, com quem teve um filho.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CORRESP. GOV. EST. RS; Encic. Mirador; Grande encic. Delta; IPC. Relação de parlamentares; Jornal do Brasil (20/12/75); MIN. GUERRA. Almanaque (1953); SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; Súmulas; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6 e 8).

 

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