TSUZUKI, SEIGO

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Nome: TSUZUKI, Seigo
Nome Completo: TSUZUKI, SEIGO

Tipo: BIOGRAFICO


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TSUZUKI, SEIGO

TSUZUKI, Seigo

*min. Saúde 1989-1990.

 

Seigo Tsuzuki nasceu em Promissão (SP) no dia 22 de setembro de 1932, filho de Sueyo Tsuzuki e Hisako Tsuzuki.

Fez o curso primário no Grêmio Escolar de Promissão e o secundário no Ginásio Estadual Antônio Firmino de Proença, concluindo o científico no Colégio Estadual Presidente Roosevelt, ambos na cidade de São Paulo.

Formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo (1958), iniciou suas atividades profissionais como médico cirurgião do antigo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (1963). Professor de técnica cirúrgica da Escola de Obstetrícia da Faculdade Medicina da USP, e médico assistente no Hospital das Clínicas, integrou a equipe de cirurgiões coordenada pelo professor Euríclides de Jesus Zerbini (1964), encarregando-se da oficina cardiopulmonar (1967).

Especialista em cirurgia geral pela Associação Brasileira de Cirurgia (1968), concluiu o doutorado em medicina, na USP, defendendo, sob a orientação de Zerbini, tese a respeito da fabricação e dos resultados clínicos das válvulas cardíacas artificiais (1969). Aprovado no concurso para professor da disciplina de cirurgia torácica da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo, campus de Marília (1970), foi contratado como assistente de clínica cirúrgica e chefe da disciplina de cirurgia torácica da Faculdade de Medicina da Fundação Universitária do ABC Paulista (1971).

Em 1975, com vistas à obtenção do título de livre-docente da USP, apresentou os resultados de sua pesquisa sobre a fabricação de marca-passos cardíacos. Diretor administrativo e depois diretor executivo do Instituto do Coração, o Incor (1977 e 1978), presidiu a Fundação E. J. Zerbini, responsável pela instituição. Presidente da comissão de implementação do Hospital Universitário (1980), tornou-se professor adjunto da disciplina de cirurgia torácica do departamento de clínica cirúrgica da Faculdade de Medicina da USP (1981).

Em 17 de janeiro de 1989, durante o governo do presidente José Sarney, assumiu o Ministério da Saúde, substituindo Luís Carlos Borges da Silveira. Na vigência do cargo coordenou a primeira vacinação em massa contra a hepatite B e enfrentou um surto de meningite meningocócica B, em São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. Para debelá-lo adquiriu vacinas produzidas em Cuba, em troca de produtos industriais e agrícolas brasileiros.

Denúncias de que o governo federal teria comprado do laboratório norte-americano Abbot kits destinados a testes de HIV com prazos de validade já expirados levaram Tsuzuki a determinar a abertura de investigações na Fundação Osvaldo Cruz. Concluiu-se que a responsabilidade do controle da aquisição cabia à Fundação Hemocentro, de São Paulo.

Cumprindo o disposto no art. 198 da Constituição Federal, na gestão de Tsuzuki o Ministério da Saúde incorporou o Instituto Nacional de Previdência Social. A extinção dos 26 escritórios regionais do INAMPS e a transferência dos recursos que lhes estavam destinados, relativos ao primeiro trimestre de 1990, para as secretarias estaduais de saúde, deram impulso ao Sistema Unificado de Saúde (SUS).

Deixando o ministério em 15 de março de 1990 — quando Sarney passou a presidência a Fernando Collor de Melo — Tsuzuki esteve em Genebra, na Suíça, como consultor da Organização Mundial de Saúde, na área de doenças transmissíveis. Superintendente do Hospital Santa Cruz da Sociedade Brasileira e Japonesa de Beneficência (1991-1992), assessor especial da Fundação Pró-Sangue do Hemocentro de São Paulo (1992), assumiu a presidência do Hospital Santa Cruz (1993).

Membro do comitê para concessão de bolsas para pesquisadores da Japan International Cooperation Agency (1990-1994), presidiu a Associação de Bolsistas desta organização (1994-1996), tornando-se representante do Brasil junto à OMS (1995).

Foi também presidente da Federação das Associações Nikkeis de Santa Catarina (FANSC).

Casado com Áurea Tsuzuki, teve três filhos.

Publicou Cartilha de Ofidismo (1988). 

 

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (20/12/89, 30/1/90); Globo (13/2/90); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (24 e 28/11/89, 15/2/90); Livraria Estante Virtual; FANSC (www.nipocatarinense.org.br/indexfansc/indexfansc.htm).

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