URURAI, OTACILIO TERRA

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Nome: URURAÍ, Otacílio Terra
Nome Completo: URURAI, OTACILIO TERRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
URURAÍ, OTACÍLIO TERRA

URURAÍ, Otacílio Terra

*militar; ch. Depto. Prod. e Obras Ex. 1962; comte. I Ex. 1964-1965; min. STM 1965-1970.

 

Otacílio Terra Ururaí nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 18 de dezembro de 1900, filho de Luís Pires Ururaí e de Felicidade Terra Ururaí.

Sentou praça em abril de 1918 ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, da qual saiu aspirante-a-oficial da arma de engenharia em janeiro de 1921. Dois meses depois foi designado para o 1º Batalhão Ferroviário em Cruz Alta (RS). Promovido a segundo-tenente em maio desse mesmo ano, em janeiro de 1922 foi transferido para a 1ª Companhia Ferroviária, do Rio de Janeiro, recebendo a patente de primeiro-tenente em setembro. No mês seguinte ingressou no 1º Batalhão de Engenharia, também no Rio de Janeiro.

Em outubro de 1924 partiu com a Companhia de Transmissões do mesmo batalhão para o Paraná, a fim de dar combate aos revolucionários que se haviam rebelado em São Paulo em julho anterior. Sob o comando do general Isidoro Dias Lopes, os rebeldes tomaram a capital paulista por três semanas, deslocando-se em seguida para o interior. Em abril de 1925, no oeste do Paraná, esse grupo fez junção com o contingente revolucionário que sublevara unidades militares no Rio Grande do Sul, constituindo dessa forma a Coluna Prestes. Em junho de 1925 Ururaí assumiu o comando da Companhia de Transmissões do 1º Batalhão de Engenharia, participando das operações de combate aos rebeldes até agosto. Em fevereiro de 1926 deixou o batalhão em que servia. Promovido a capitão no mês seguinte, ingressou na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, no Rio de Janeiro, e aí permaneceu até janeiro de 1927, quando novamente assumiu o comando da Companhia de Transmissões do 1º Batalhão de Engenharia. Em fevereiro de 1928 ingressou no Centro de Instrução de Transmissões (CIT), onde permaneceu até dezembro. Ainda nesse mês retornou ao 1º Batalhão de Engenharia e, em abril de 1929, assumiu o comando de uma companhia no 5º Batalhão de Engenharia, em Curitiba.

Em março de 1932 foi designado para servir no Depósito Central de Material de Engenharia. Quatro meses depois, eclodiu em São Paulo a Revolução Constitucionalista. Assim, de julho a outubro do mesmo ano, dentro das operações de guerra, chefiou o Depósito de Material de Engenharia (sobre rodas) de Barra do Piraí (RJ), retornando posteriormente às suas funções no Depósito Central de Material de Engenharia. Em maio de 1933 ingressou na Escola do Estado-Maior do Exército e em dezembro de 1935 foi promovido a major, deixando a escola em janeiro de 1936. De maio desse mesmo ano a julho de 1937 foi chefe de seção na 9ª Região Militar, sediada em Campo Grande, então no estado de Mato Grosso e hoje capital de Mato Grosso do Sul.

Foi chefe da 2ª Seção da Diretoria do Serviço Telegráfico do Exército de agosto de 1937 a julho de 1938. Nesse mês, passou a servir no 2º Batalhão Ferroviário da guarnição de Rio Negro (PR), tornando-se subcomandante, fiscal administrativo e primeiro-engenheiro da Estrada de Ferro Rio Negro-Caxias. Em junho de 1939 assumiu interinamente o comando do batalhão e, em dezembro, passou a chefiar a 2ª Seção da 2ª Divisão da Diretoria de Engenharia, no Rio de Janeiro. Ocupou esse cargo até janeiro de 1940, quando foi designado Instrutor-chefe do curso de engenharia na Escola de Armas, também no Rio. Promovido a tenente-coronel em março do mesmo ano, no mês seguinte deixou a Escola de Armas para comandar a guarnição do 1º Batalhão de Pontoneiros, em Itajubá (MG). Em setembro de 1941 deixou o batalhão e no mês seguinte assumiu a chefia da 3ª Subseção da 1ª Seção do Estado-Maior do Exército, função que ocupou até abril de 1942.

Foi o organizador e chefe da Comissão de Estudos da Rodovia São Paulo-Cuiabá, criada em abril de 1942. Em setembro desse ano tornou-se chefe e agente diretor da Comissão de Construção de Estradas de Rodagens (CCER-2), antiga Comissão de Estudos da Rodovia São Paulo-Cuiabá. Promovido a coronel em dezembro de 1944, deixou a chefia da CCER-2 em abril de 1945. Dois meses depois foi nomeado para dirigir o Depósito de Material de Engenharia, depois Parque Central de Material de Engenharia. De setembro a novembro de 1948 assumiu interinamente a Diretoria Geral de Engenharia, retornando posteriormente à direção do Parque Central de Material de Engenharia. De outubro a novembro de 1952, assumiu novamente em caráter interino a chefia da Direção Geral de Engenharia. Em julho de 1953, tendo sido promovido a general-de-brigada, deixou o Parque Central de Material de Engenharia.

Comandou em Florianópolis o quartel-general da Infantaria Divisionária da 5ª Região Militar, sediada em Curitiba, de agosto de 1953 a dezembro de 1954, quando foi nomeado chefe da Diretoria Geral de Engenharia. Exerceria esse cargo até a extinção dessa diretoria, em outubro de 1956. Nessa ocasião foi nomeado diretor de Vias de Transporte, tendo ocupado interinamente o cargo de diretor-geral de Engenharia e Comunicações por vários períodos entre 1957 e 1959. Promovido a general-de-divisão em julho de 1959, deixou a Diretoria de Vias de Transporte no mês seguinte para assumir o comando da 6ª Divisão de Infantaria, sediada em Porto Alegre.

Foi chefe da Diretoria de Engenharia e Comunicações a partir de maio de 1961, tendo realizado estágio na Escola Superior de Guerra (ESG) de março a dezembro de 1962. Em maio de 1962 deixou a função que exercia para assumir a chefia do Departamento de Produção e Obras do Exército — transformado em Departamento de Engenharia e Comunicações em 1971 — em substituição ao general Nestor Penha Brasil. Deixou essa chefia em julho e, até dezembro de 1962, por diversas vezes assumiu interinamente a chefia da Diretoria Geral de Engenharia e Comunicações. Respondeu efetivamente por essa chefia de janeiro de 1963 a abril de 1964, tendo-se afastado nos períodos de abril a maio e de junho a agosto de 1963 e de janeiro a março de 1964 para ocupar interinamente a chefia do Departamento de Produção e Obras do Exército, cujo titular era o general Artur da Costa e Silva.

Logo em seguida à vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964, foi nomeado pelo presidente Humberto Castelo Branco (1964-1967) comandante Interino do I Exército, no Rio de Janeiro. Promovido a general-de-exército em julho do mesmo ano, foi efetivado no comando em agosto de 1964, em substituição ao general Armando de Morais Âncora (1963-1964). Ao ser nomeado ministro do Superior Tribunal Militar (STM) em novembro de 1965, passou o comando do I Exército para o general Adalberto Pereira dos Santos (1965-1968). Aposentou-se do STM em 1970.

Industrial, foi vice-presidente da Companhia Desenvolvimento Engenharia do grupo Múcio Ataíde, vinculada ao grupo alemão Bakumian.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 21 de agosto de 1976.

Foi casado com Idalina Bravo Ururaí, com quem teve nove filhos.

 

 

FONTES: Almanaque Mundial (1969); ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; CORRESP. SUP. TRIB. MILITAR; COUTINHO, A. Brasil; Globo (23/8/76); Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (22/8 e 19/12/76).

 

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