VACCAREZZA, Cândido

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: VACCAREZZA, Cândido
Nome Completo: VACCAREZZA, Cândido

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VACCAREZZA, Cândido

VACCAREZZA, Cândido

*dep. fed. SP 2007–

 

Cândido Elpídio de Sousa Vaccarezza nasceu na cidade de Senhor do Bonfim (BA), no dia 26 de setembro de 1955, filho de Guilhermino Alves Vaccarezza e de Alsônia Alves de Sousa Vaccarezza.

Começou os estudos no interior da Bahia e concluiu o colegial na cidade de Feira de Santana. Iniciou sua militância política nos anos 1970, no movimento estudantil, onde atuou na reorganização da UNE (União Nacional dos Estudantes). Em 1974, iniciou o curso de medicina na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) em seu estado, sendo eleito membro do diretório regional da Bahia em 1981. No mesmo ano concluiu o curso de medicina na UFBA e mudou-se para São Paulo, para fazer residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital Amparo Maternal.

Em 1983 fixou seu domicílio eleitoral no estado de São Paulo, onde ajudou a construir o PT e ocupou diversos cargos na direção do partido, destacadamente os de presidente do diretório municipal de São Paulo, secretário-geral do diretório regional e secretário-geral do diretório nacional. Participou também de diversas coordenações das campanhas majoritárias do PT no estado de São Paulo ao longo dos anos 1980 e 1990.

De 1998 a 2000, foi secretário de Cultura e Esporte na cidade paulista de Mauá, onde também foi diretor-geral do Hospital Municipal Nardini de 2000 a 2001. Acusado de ser funcionário "fantasma" do gabinete do então presidente da Câmara Municipal, vereador Brasil Vita, do Partido Progressista Brasileiro (PPB), e pressionado pelo PT, pediu licença temporária do cargo de secretário-geral do partido, para o qual jamais retornou. O processo aberto pelo Ministério Público estadual para investigar o caso foi arquivado no início de 2000.

Em 2001, ocupou uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo, deixada por um dos três deputados petistas que se licenciaram para assumir secretarias na administração municipal de São Paulo de Marta Suplicy, que fora eleita no ano anterior.

Na eleição de 2002, disputou e ganhou uma vaga de deputado estadual em São Paulo. Iniciando novo mandato na Assembleia Legislativa em fevereiro de 2003, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça. Liderou a atualização da Constituição do Estado de São Paulo para compatibilizá-la com a Constituição Federal, sendo autor de 54 alterações na Constituição Estadual. Iniciou o processo de Consolidação das Leis do Estado de São Paulo, eliminando 13 mil normas legais obsoletas. Foi autor da lei que duplicou a Zona Industrial de Itaquera, visando à criação de empregos e ao desenvolvimento sustentável naquela região paulistana. Por força de lei de sua autoria, foi criado um sistema de monitoramento de coleta e de transfusão de sangue, evitando, por exemplo, que faltasse sangue nos hospitais públicos e sobrasse nos privados. A lei também impediu que hospitais atrelassem cirurgias a um número mínimo de doações. Essa lei determinou que se realizassem testes no sangue coletado, evitando a transmissão de doenças como Aids e hepatite em transfusão de sangue. Foi também autor do Código do Idoso. Apresentou ainda projeto de lei que se tornou pioneiro em políticas de ação afirmativa, ao defender 50% de vagas nas universidades públicas paulistas para estudantes carentes e que tivessem cursado o ensino médio em escolas públicas. Em 2004 foi líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em 2006, foi eleito deputado federal por São Paulo na legenda do PT. Assumindo o mandato em fevereiro de 2007, tornou-se coordenador do Grupo de Trabalho de Consolidação das Leis da Câmara dos Deputados. Deu forte impulso a esse grupo, que, instalado desde 1997, até então não havia alcançado o objetivo de consolidar as normas legais federais. O grupo fechou o ano de 2008 com a elaboração de 11 projetos de lei. Também nesse ano, apresentou o projeto de lei nº 674/07, que regulamentava a união estável, reconhecida como entidade familiar pela Constituição (artigo 226, parágrafo 3º) e pelo novo Código Civil. Além de relacionar direitos e deveres dos integrantes de uma união estável, classificados como “consortes”, o projeto inovou ao incluir os casais homossexuais no conceito de união estável. O projeto também criou o conceito jurídico do “divórcio de fato”, que consistia na ruptura, por mais de cinco anos, da vida em comum dos integrantes de relação conjugal ou de união estável.

Desde o seu primeiro ano como deputado federal, foi considerado um dos cem parlamentares mais influentes, segundo a pesquisa realizada anualmente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). A pesquisa destacou como suas características principais as de articulador, organizador e formulador. Em 2009 foi eleito líder do PT na Câmara dos Deputados.

Divorciado, teve três filhos.

 

Orson Camargo

 

 

FONTES: Site do Partido dos Trabalhadores <www.pt.org.br>, acesso em 09/06/2009. Site da Fundação Seade-SP <www.seade.gov.br>, acesso em 12/06/2009. Site da Câmara dos Deputados <www.camara.gov.br>, acesso em 05/06/2009. Site do Deputado Cândido Vaccarezza <www.vaccarezza.com.br>, acesso em 09/06/2009. Folha de S.Paulo, 21/10/1995, 03/01/2001, 11/07/2001, 17/03/2002, 23/05/2002, 22/02/2004, 26/05/2004, 16/03/2005, 11/05/2005, 18/07/2006. Disponível em <www.folha.uol.com.br >, acesso em 29/07/2009.

 

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados