VALE, ADALBERTO FERREIRA DO

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Nome: VALE, Adalberto Ferreira do
Nome Completo: VALE, ADALBERTO FERREIRA DO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VALE, ADALBERTO FERREIRA DO

VALE, Adalberto Ferreira do

*dep. fed. AM 1959-1963.

 

Adalberto Ferreira do Vale nasceu em Belém no dia 3 de junho de 1909, filho de Acácio Ferreira do Vale e de Honorina Monteiro do Vale. Descendia de uma família de seringalistas. Seu avô, Antônio Monteiro, chegou a ser o maior seringalista de toda a região amazônica, no início desse século, e os seringais da família serviram de inspiração para o escritor português Ferreira de Castro em seu livro A selva.

Realizou os estudos primários no Instituto Universitário Amazonense, em Manaus, e os secundários no Instituto Lafayette, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em setembro de 1931 diplomou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo. Com a morte de seu pai ainda em 1931, passou a dedicar-se aos seringais que este possuía no estado do Amazonas. Em 1933 retornou a São Paulo, ingressando na Companhia de Seguros Prudência e Capitalização, da qual foi inspetor, instrutor de agentes, diretor-gerente, diretor-superintendente e diretor-presidente. Um dos organizadores e primeiros diretores da Refinaria de Petróleo de Manaus, fundou a Companhia Brasileira de Fiação e Tecelagem de Juta, na mesma cidade, e a Companhia Brasileira de Fiação, em São Paulo, da qual foi presidente. Estendendo suas atividades empresariais a outras áreas, foi diretor da Amazontur Turismo, da Cobresa — Companhia de Importação e Exportação, da Boa Vista Seguros de Vida, da Companhia Imobiliária Itaoca de São Paulo e da Farloc do Brasil — fábrica de óleos para freios — e vice-presidente da Panam Propaganda e Promoção de Vendas — Casa de Amigos, em São Paulo.

Amigo do ex-presidente Getúlio Vargas (1930-1945, 1951-1954), elegeu-se deputado federal pelo Amazonas no pleito de outubro de 1958 na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assumindo o mandato em fevereiro de 1959. Com o pedido de liquidação da Companhia Prudência e Capitalização ao governo em 1959, foi duramente atacado na Câmara, acusado de perseguir o mandato parlamentar apenas para obter imunidades ante a falência da empresa da qual era diretor. Diante dessa situação, deixou a direção das demais empresas a fim de evitar que qualquer outra acusação viesse a prejudicá-las.

Segundo o Correio Brasiliense, edição de julho de 1962, era favorável à limitação da remessa de lucros para o exterior e à intervenção do Estado na economia em setores de interesse da segurança ou diante da incapacidade da iniciativa privada. Partidário da reforma agrária, apoiou por diversas vezes propostas de grupos nacionalistas. Em janeiro de 1963, deixou a Câmara, não tendo disputado a reeleição no pleito de outubro de 1962.

Faleceu em março de 1963.

Era casado com Maria de Lurdes Ferreira do Vale, com quem teve um filho.

Foi também diretor do Banco Sul Americano do Brasil, em São Paulo, e presidente da Sociedade Amigos de Campos do Jordão.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4); VAITSMAN, M. Sangue.

 

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