Valmir Carlos da Assunção

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: ASSUNÇÃO, Valmir
Nome Completo: Valmir Carlos da Assunção

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ASSUNÇÃO, Valmir

*dep. fed. BA 2011-.

 

Valmir Carlos da Assunção nasceu no povoado de Nova Areia, em Itamaraju (BA) no dia 17 de dezembro de 1964, filho de Ionério Carlos de Assunção e Rosa Franazio Dias Assunção.

Cursou o ensino fundamental na Escola Municipal Reitor Edgard Santos, em sua cidade natal, localizada ao extremo sul da Bahia, onde viria a atuar profissionalmente como operário na construção civil e pequeno agricultor.

Começou a militância na Pastoral da Juventude da Igreja Católica e integrou o grupo que, em 1986, fundou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado. Com este, participou de ocupações de terra, entre as quais terreno pertencente à empresa Florestas Nipônico-Brasileiras, que dedicava-se ao plantio de eucalipto e à exploração de carvão vegetal. Foi assentado em Prado (BA) e em 1989 tornou-se diretor estadual do MST, com atuação no planejamento e execução de ocupações. Realizou trabalhos de articulação com outros movimentos sociais e em 1990, passou a integrar a coordenação nacional do MST. Também nesse ano, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e cinco anos mais tarde esteve entre os fundadores da Articulação de Esquerda, uma das “tendências” internas daquela agremiação.

Por esta legenda, candidatou-se a cargo político pela primeira vez em 1998, quando obteve 12 mil votos que lhe renderam apenas a condição de suplente na Assembleia Legislativa. Tornou a pleitear um posto como deputado estadual nas eleições gerais subsequentes, em 2002, tendo obtido o dobro de votos, no entanto, mais uma vez insuficientes. Com a licença de deputados após o pleito municipal de 2004, entretanto, pôde ser empossado.  Atuou na condição de vice-líder do PT na Casa e presidiu Comissão Especial designada para discutir Assuntos da Comunidade Afrodescendente.

Logrou êxito em se reeleger nas eleições seguintes, de 2006, quando recebeu 68 mil votos, que lhe renderam inclusive o posto de mais votado do partido. Empossado em novo mandato, no entanto, licenciou-se para assumir o cargo de secretário estadual de desenvolvimento social e combate à fome, a convite do governador baiano, Jaques Wagner.

Retornou à Assembleia somente em Março de 2010, a fim de manter-se apto para as eleições agendadas para Outubro do mesmo ano. Na ocasião destas, foi então candidato a um mandato no Legislativo Federal e, eleito com 132 mil votos, encerrou o mandato no âmbito estadual para ser então empossado na Câmara dos Deputados em Fevereiro de 2011.

Neste primeiro mandato, apresentou-se como continuador do trabalho do assentado gaúcho Adão Preto (PT-RS), deputado federal falecido em 2009 e cujo mandato fora dedicado às causas dos movimentos sociais e em especial do MST. Para tanto, além da condição de titular na Comissão Permanente de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, onde pôde dedicar-se às referidas causas, foi eleito coordenador do núcleo agrário do PT, cujas prioridades para aquele ano foram a aprovação do Projeto de Emenda Constitucional do Trabalho Escravo; a discussão sobre o Código Florestal; a atuação na comissão que tratou da exploração de recursos minerais em áreas de reserva indígena. Em pronunciamento no plenário da Câmara, chamou a atenção e criticou com veemência os boatos sobre um processo de reestruturação e esvaziamento de funções do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Também em 2011, rompeu com a corrente interna do PT denominada Articulação de Esquerda, por entender que os rumos do partido estavam levando-a a advogar pela institucionalização em detrimento da ideologia e da articulação com os movimentos sociais. Participou da fundação de nova corrente dentro do partido, com a alcunha de Democracia Popular e Socialista, pela qual inclusive buscou viabilizar candidatura para a prefeitura de Salvador, com vistas às eleições do ano seguinte.

Durante as discussões de 2011 sobre o novo Código Florestal, posicionou-se contrário ao relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PC do B), o qual classificou como subserviente aos interesses do agronegócio, por desconsiderar clamores dos ambientalistas e também dos pequenos produtores. Teceu, posteriormente, críticas de mesmo teor sobre o novo relatório alterado e apresentado na Câmara dos Deputados, tendo, em seguida, se juntado ao movimento que ficou conhecido como “Veta, Dilma”, por demandar que fosse rejeitado um Código Florestal em tais termos.

Em 2012, recuou quanto ao tento de lançar-se candidato diante da força do nome de Nelson Pelegrino para representar a legenda petista no pleito da capital. Seguiu atuante na Câmara dos Deputados, tendo se posicionado favoravelmente à redistribuição dos recursos provenientes de royalties do petróleo, cuja discussão veio à tona com a descoberta de grandes reservas de petróleo e gás em águas profundas no litoral levaram os estados produtores a demandar tiveram direitos diferenciados. Defendeu também a destinação desses recursos para investimentos em educação e saúde públicas. Ademais, como militante negro, saiu em defesa veemente do sistema de cotas raciais tanto em universidades quanto na própria Câmara dos Deputados.

Casou-se com Fabya dos Reis Santos e teve um filho.

 

FONTES:  Portal da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. Disponível em: <http://www.al.ba.gov.br/>. Acesso em 03/09/2013; Portal Bahia Noticias. Disponível em: <http://www.bahianoticias.com.br/>. Acesso em 10/09/2013; Portal da Câmara dos deputados. Disponível em: <http://www.camara.leg.br/>. Acesso em 04/09/2013; Portal da corrente Esquerda Popular e Socialista. Disponível em: <http://www.esquerdapopularsocialista.com.br/>. Acesso em 15/09/2013; Portal do MST. Disponível em: <http://www.mst.org.br/>. Acesso em 20/09/2013; Portal do Partido dos Trabalhadores. Disponível em: <http://www.pt.org.br/>. Acesso em 19/09/2013; Portal da Tribuna da Bahia. Disponível em: <http://www.tribunadabahia.com.br/>. Acesso em 20/09/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 05/09/2013.

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados