VALTER BERNARDES NORY

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Nome: NORY, Valter
Nome Completo: VALTER BERNARDES NORY

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NORY, VÁLTER

NORY, Válter

*dep. fed. SP 1991-1995.

Válter Bernardes Nory nasceu em Penápolis (SP), no dia 13 de setembro de 1934, filho de Elpídio Nory e de Luísa Maria Bernardes Nory.

Diplomado como engenheiro civil, em 1957, pela Universidade de São Paulo (USP), fez o curso de publicidade na Escola Paulista de Propaganda, entre 1965 e 1967.

De 1983 a 1987, a convite do governador Franco Montoro, presidiu a Companhia do Metropolitano de São Paulo, concluindo as obras das estações do trecho que cobria o centro da cidade. Deixou o cargo para assumir a Secretaria Estadual de Transportes, nomeado pelo recém-eleito governador Orestes Quércia (1987-1991).

Eleito deputado federal pela legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no pleito de outubro de 1990, foi empossado em fevereiro do ano seguinte, assumindo a presidência da Comissão de Finanças e Tributação.

Na sessão que a Câmara dos Deputados realizou no dia 29 de setembro de 1992, votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente, desde o dia 2 de outubro.

Naquele mesmo ano, Nory foi relator do projeto de lei sobre licitações e contratos públicos. Sua proposta resgatava quase que na íntegra o projeto do deputado do PMDB gaúcho, Luís Roberto Ponte, empresário do ramo da construção civil. Além do mais, acolhendo sugestões das empresas empreiteiras, introduziu várias alterações no texto aprovado pelo Senado — que já havia alterado o original, aprovado na Câmara em primeira votação. A Lei de Licitações, como ficou conhecida, recebeu aprovação final em abril de 1993.

Durante a legislatura de 1991 a 1995, votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte complementar de recursos destinados à saúde, e pela criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar até 20% dos recursos vinculados às áreas de saúde e de educação. Também apoiou o fim do voto obrigatório.

Em 1993 adquiriu a concessão da emissora de rádio Ativa FM.

Candidato à reeleição no pleito de outubro de 1994, na legenda do PMDB, obteve uma suplência, deixando a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1995. No pleito de outubro de 1998 tentou conquistar uma cadeira na Assembléia Legislativa de São Paulo, sem êxito.

Engenheiro da Comissão Interestadual da Bacia do Paraná-Uruguai, exerceu a diretoria administrativa da Associação das Empresas do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), formada por empreiteiros da construção civil.

Casado com Dorismar Simões Bernardes Nory, teve dois filhos.

Publicou Guia prático de exportação (1966).

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995 e 1995-1999); Estado de S. Paulo (8/10/98); Folha de S. Paulo (17/3/93); Globo (25/3/91, 13/3 e 15/4/93); Jornal do Brasil (16/3/93); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); Portal da Ativa FM; TRIB. SUP. ELEIT. Candidatos (1998); Veja (30/11/83).

 

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