VASCO AZEVEDO NETO

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Nome: VASCO NETO
Nome Completo: VASCO AZEVEDO NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VASCO NETO

VASCO NETO

*dep. fed. BA 1971-1983, 1986-1987, 1989;

Vasco Azevedo Neto nasceu em Guaxupé (MG) no dia 25 de fevereiro de 1916, filho de Vasco Azevedo Filho e de Josefina Costa Azevedo. Seu pai foi deputado federal pela Bahia de 1951 a 1971, e seu avô, Vasco Azevedo, foi deputado estadual por Minas Gerais, entre 1899 e 1902.

Formou-se em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade da Bahia em 1939. Trabalhou como engenheiro de projetos no Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) de 1941 a 1942. Nos dois anos seguintes exerceu a função de chefe da comissão de estudos e projetos da ligação ferroviária norte-sul e em 1956 tornou-se membro do Conselho Rodoviário do Estado da Bahia, função na qual permaneceria até 1970. Em 1957 ingressou como professor da atual Universidade Federal da Bahia (Ufba). Diretor-técnico da Estrada de Ferro de Nazaré (BA) em 1962, dois anos depois fez concurso para professor titular da Ufba. Em 1966 foi nomeado diretor da coordenação de transportes da Superintendência de Transportes Coletivos. Ainda neste ano tornou-se diretor da Escola Politécnica da Ufba, cargo no qual permaneceu até 1970, e assumiu uma cadeira no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

Em novembro de 1970 elegeu-se deputado federal pela Bahia na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964, assumindo sua cadeira na Câmara em fevereiro de 1971. Nessa legislatura foi presidente da Comissão de Transportes e Obras Públicas, membro efetivo da Comissão da Bacia do São Francisco e suplente da Comissão de Minas e Energia. Em 1972 realizou nos Estados Unidos um curso sobre os problemas de segurança de veículos e tráfego, da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), patrocinado pela Fundação Ford. Em 1973 exerceu a vice-liderança da Arena e foi designado presidente do Simpósio Nacional de Trânsito, realizado em Brasília sob os auspícios da Câmara Federal. Reeleito em novembro de 1974, ainda na legenda da Arena, foi vice-líder do partido a partir de abril do ano seguinte e presidente da União dos Parlamentares Cristãos.

Em outubro de 1977 lançou nota apoiando a candidatura do general Sílvio Frota, ministro do Exército, à presidência da República. Já depois da adesão do chamado “grupo frotista” da Câmara dos Deputados à candidatura do general João Batista Figueiredo, apontado pelo presidente Ernesto Geisel nos primeiros dias de janeiro de 1978 como candidato oficial, afirmou em fevereiro que ela representava um gesto pelo fortalecimento da Arena. Na ocasião definiu-se como defensor de “um regime de solidarismo cristão, em que todos tenham teto e pão, dentro da liberdade e da ordem”.

No pleito de novembro de 1978 candidatou-se à reeleição ainda na legenda da Arena, alcançando apenas uma suplência. Em setembro do ano seguinte assumiu uma cadeira na Câmara no lugar do deputado João Durval. Nessa legislatura, foi membro efetivo da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e suplente da Comissão de Relações Exteriores e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as causas e conseqüências das cheias do rio São Francisco. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação governista que deu continuidade à Arena. Com o retorno de João Durval em abril de 1982, Vasco Neto deixou a Câmara. Contudo, ainda esse ano, em outubro, voltou a exercer o mandato de deputado federal, desta feita no lugar de Henrique Brito, falecido em acidente aéreo.

No pleito de novembro concorreu à reeleição, obtendo, contudo, apenas uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1983, ao final da legislatura. Em janeiro de 1986 voltou a exercer o mandato de deputado federal, ocupando a vaga de Horácio de Matos, que renunciara. Ainda nesse ano, aposentou-se como professor titular da Ufba. No pleito de novembro de 1986, disputou um assento de deputado federal constituinte, alcançando novamente apenas uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1987, ao findar a legislatura. Uma vez mais exerceu o mandato, desta vez na vaga de Murilo Leite, entre setembro e novembro de 1989.

Em 1990 ingressou no Clube de Engenharia da Bahia e dois anos depois na Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris de Salvador.

Em 1993 filiou-se ao Partido da Solidariedade Nacional (PSN).

Nomeado professor emérito na Ufba em 1997, no ano seguinte tornou-se membro da Academia de la Ingeniería de la Provincia de Buenos Aires.

No pleito de outubro de 1998 candidatou-se à presidência da República pelo PSN. Alcançou 109.003 votos, ficando na última colocação entre os 12 candidatos. O pleito foi vencido por Fernando Henrique Cardoso, que, assim, obteve um segundo mandato presidencial.

Casou-se com Carmem Regina de Araújo Figueiredo de Azevedo, com quem teve quatro filhos.

Publicou Os vales na economia sergipana (tese, 1944), Visibilidade e o grede ondulado: um caso típico (tese, 1957), Transporte: princípio de seleção (tese, 1963), A grande hidrovia (1973), Rumos políticos para o Brasil (1975), e inúmeros artigos em revistas especializadas.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975, 1975-1979 e 1979-1983); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (11/10/77, 1/2/78 e 16/8/79); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980).

 

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