VASCONCELOS, GERALDO

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Nome: VASCONCELOS, Geraldo
Nome Completo: VASCONCELOS, GERALDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VASCONCELOS, GERALDO

VASCONCELOS, Geraldo

*dep. fed. MG 1959-1963.

 

Geraldo Vasconcelos nasceu em Ponte Nova (MG), no dia 11 de outubro de 1908, filho do fazendeiro e político Anselmo Vasconcelos e de Áurea Argentina de Vasconcelos. Seu pai foi vereador em sua cidade natal e seu irmão, Fábio Vasconcelos, foi deputado estadual em Minas Gerais entre 1967 e 1983.

Geraldo Vasconcelos estudou no Seminário de Mariana (MG), no Ginásio de Viçosa (MG) e a na Escola Professor Morais, em Belo Horizonte.

Dedicando-se a atividades industriais em sua cidade natal, passou a apoiar o Partido Social Democrático (PSD) desde a sua fundação, em 1945. No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal por Minas Gerais na legenda do PSD. Empossado em fevereiro do ano seguinte, concentrou sua atuação parlamentar nas comissões permanentes da Câmara.

Após a renúncia do presidente Jânio Quadros (25/8/1961), votou favoravelmente à edição da Emenda Constitucional nº 4, que, em setembro de 1961, implantou o sistema parlamentar de governo, fórmula encontrada pelo Congresso para superar o impasse criado pelo veto de setores militares à posse de João Goulart, vice-presidente da República. Já no governo de Goulart (1961-1964), votou também a favor da Emenda Constitucional nº 5, de novembro de 1961, que ampliou a participação dos municípios na renda tributária nacional. Ainda nesse mesmo mês votou contra o reatamento das relações diplomáticas com a União Soviética, rompidas desde 1947. Filiou-se à Ação Democrática Parlamentar (ADP), bloco interpartidário formado no primeiro semestre de 1961 para combater, segundo seus promotores, a penetração do comunismo na sociedade brasileira. A ADP fez oposição ao governo de Goulart, dissolvendo-se após a ascensão dos militares ao poder em abril de 1964.

De acordo com o Correio Brasiliense, edição de dezembro de 1962, Geraldo Vasconcelos apoiava o intervencionismo estatal, corretivo e supletivo da iniciativa privada, bem como o monopólio das atividades econômicas que interessassem à segurança nacional ou que implicassem largos investimentos como a extração, refino e distribuição do petróleo, a produção e distribuição de energia elétrica, a exploração dos minérios atômicos e as telecomunicações. Era ainda favorável à execução de uma reforma agrária, a partir da encíclica papal Mater et magistra, em moldes cooperativistas, devendo o Estado preocupar-se não apenas em propiciar terras aos lavradores, mas também assistência integral, sanitária, educacional, creditícia e técnica, com garantia de transportes, ensilagem e preços mínimos. Defensor do instituto da propriedade privada, admitia a desapropriação apenas em casos de utilidade social e mediante a respectiva indenização prévia, justa e em dinheiro.

Favorável à cédula única em todos os pleitos, considerava necessárias medidas que fortalecessem os partidos e eliminassem a influência do poder econômico nas eleições, ainda que se tornasse necessária a divisão dos estados em distritos eleitorais. Era também partidário da fixação de uma política de investimentos, com a regulamentação das aplicações de capital estrangeiro no Brasil e das remessas de lucro para o exterior, em termos que não desencorajassem aquelas inversões nem prejudicassem o desenvolvimento econômico do país.

Em outubro de 1962 tentou a reeleição, mas obteve apenas uma suplência, deixando a Câmara em janeiro de 1963. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Nessa legenda voltou a disputar um mandato em novembro de 1966 e, conseguindo de novo apenas uma suplência, não retornou à Câmara.

Faleceu em Belo Horizonte no dia 7 de agosto de 1976.

Era casado com Nieta Gomes Vasconcelos.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; Rev. Inst. Hist. Geog. Bras. (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4, 6 e 8).

 

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